
Leandro Paredes põe em dúvida sequência na seleção argentina e revela decisão de Messi
Após vitória do Boca pela Sul-Americana, volante admitiu que pode não continuar na Albiceleste e indicou que a final do Mundial de 2026 foi o último jogo do camisa 10 pela equipe nacional.
Leandro Paredes, ainda com o sabor amargo da derrota na final do Mundial de 2026, sacudiu o futebol argentino ao colocar em xeque a sua permanência na seleção nacional. Na madrugada de sexta-feira, logo após a vitória do Boca Juniors por 1 a 0 sobre o O'Higgins, do Chile, pela Copa Sul-Americana, o volante afirmou não ter certeza se continuará vestindo a camisa alviceleste. 'Não sei se estou para seguir. É um processo que precisa ser digerido e pensado', declarou, deixando no ar a possibilidade de um ciclo que se encerra para vários protagonistas da era mais vitoriosa da história do futebol argentino.
Aos 32 anos, Paredes foi um dos pilares da equipe de Lionel Scaloni, coroada com o título mundial em 2022 e que chegou à final novamente em 2026, onde foi superada pela Espanha por 1 a 0, com gol de Ferran Torres na prorrogação. O jogador, que atuou todo o torneio com uma fissura na costela — lesão agravada após o confronto com o Egito —, regressou imediatamente ao Boca e logo se destacou, servindo o passe decisivo para Miguel Merentiel. 'Estive 50 dias com Messi, algo tinha que aprender, não?', brincou, mas o tom logo se tornou grave ao falar do futuro.
Na zona mista de La Bombonera, Paredes não se esquivou das teorias conspiratórias que inundaram as redes sociais após a decisão em Nova Jersey. 'Se for por tudo o que ouço, tenho que ficar louco', respondeu, para em seguida reconhecer a superioridade espanhola: 'Fizeram um grande Mundial, mas a Espanha foi muito superior na final, é um justo vencedor'. A postura ecoa a linha adotada por boa parte do elenco, que, apesar da decepção, buscou valorizar o ciclo de conquistas e a identificação com a torcida.
A declaração mais impactante, contudo, envolveu Lionel Messi. Paredes sugeriu que o capitão já teria tomado a decisão de encerrar sua trajetória na seleção com aquele jogo. 'Acho que ele já havia decidido que esta seria sua última partida pela seleção. Espero que não, que possa continuar jogando', afirmou, ecoando um sentimento que, na perspetiva de Buenos Aires, é partilhado por milhões de argentinos. Camisas 10 com a inscrição 'O Último Tango' nas chuteiras de Messi durante a final já haviam acendido o alerta, mas as palavras de Paredes deram contorno oficial ao luto de uma nação.
Enquanto o técnico Scaloni e outros veteranos também avaliam seus futuros, a Argentina se prepara para uma inevitável renovação. A dúvida lançada por Paredes — que não descarta seguir, mas precisa de tempo — é sintomática do esgotamento físico e emocional de um grupo que atingiu o topo e agora enfrenta o vazio pós-glória. A próxima convocação da Albiceleste, para as eliminatórias sul-americanas, será o primeiro termômetro de uma transição que promete ser tão delicada quanto o legado que deixa para trás.
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Uma nação inteira se une em torno de seus campeões, angustiada que a derrota marque o fim de uma era irrepetível.
A emoção coletiva é transformada em uma lente de significado histórico, fazendo de cada despedida um momento simbólico nacional.
A perspectiva neutra e factual que enquadra a derrota como um mero resultado esportivo desprovido de ressonâncias existenciais.
Um observador distante nota a incerteza do jogador, sem atribuir significado emocional ou simbólico mais profundo.
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A rica tapeçaria emocional, a ansiedade coletiva e o significado histórico que permeiam o discurso argentino.
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