
Autocarro com adeptos do Tigre é alvejado a tiro em Montevideu e um ferido está fora de perigo
O ataque ocorreu na madrugada de quarta-feira após a vitória do clube argentino sobre o Nacional, pela Copa Sul-Americana; a vítima, um homem de 57 anos, recebeu alta hospitalar e regressou a Buenos Aires.
Um autocarro que transportava adeptos do clube argentino Tigre foi atacado a tiro na madrugada de quarta-feira (22) em Montevideu, Uruguai, após a partida contra o Nacional válida pelos playoffs da Copa Sul-Americana. O veículo, parte de uma caravana de cerca de 15 autocarros que regressava a Buenos Aires, foi alvejado por disparos efetuados a partir de uma moto na confluência da Rota 1 com a Avenida Cibils, segundo fontes policiais uruguaias.
Um adepto de 57 anos, identificado como Juan, foi atingido por uma bala de 9 mm que lhe atravessou um braço e provocou uma fratura num dedo da mão esquerda. Transportado para o Hospital do Cerro, recebeu tratamento e teve alta ainda durante a madrugada, tendo pernoitado no hotel da delegação do Tigre antes de regressar a Buenos Aires de barco. O próprio adepto, em declarações à imprensa, descreveu o momento: “Vi um clarão e senti o impacto da bala”. O clube argentino emitiu um comunicado a repudiar “de forma enérgica” a violência e a garantir que o ferido se encontrava estável.
As autoridades uruguaias mantêm em aberto a investigação e, segundo o chefe da polícia de Montevideu, Alfredo Clavijo, as identidades dos suspeitos já foram apuradas, estando em curso diligências para a sua localização. Contudo, permanece por esclarecer se o ataque teve motivação ligada ao futebol ou se tratou de um episódio de insegurança urbana. O presidente do Tigre, Martín Suárez, afirmou que a zona é conhecida pela perigosidade e que o motorista do autocarro relatou incidentes semelhantes na semana anterior, o que o leva a crer que o sucedido “está mais ligado a um problema social do que ao futebol”. Já a imprensa uruguaia admite a hipótese de envolvimento de adeptos do Nacional, embora sem confirmação oficial.
O ataque ocorreu num contexto de suspensão do campeonato uruguaio devido a episódios recentes de violência, e ofuscou a vitória do Tigre por 3-0, que deixou a equipa argentina bem posicionada para a segunda mão. O Ministério do Interior do Uruguai informou que a vítima prestou declarações e que o processo de identificação dos responsáveis prossegue. O clube Tigre, por sua vez, assegurou o regresso dos restantes passageiros, que chegaram a Buenos Aires nas primeiras horas da manhã.
| Imprensa latino-americana | −0.60 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa russa e CEI | 0.00 | neutral |
Condenamos veementemente o ataque covarde contra os torcedores do Tigre. O futebol deve ser uma festa, não um campo de batalha. Estamos com o ferido e exigimos justiça.
A narrativa constrói plausibilidade através de testemunhos diretos da vítima e do presidente do clube, carregados de pathos, e do uso de uma linguagem que transforma um episódio violento em quase tragédia, gerando empatia e indignação.
Os relatos latino-americanos omitem qualquer possível provocação por parte dos torcedores argentinos, como a exibição de bandeiras das Malvinas, e não exploram o contexto mais amplo de violência anterior entre grupos de torcedores.
No Uruguai, ônibus com torcedores argentinos foram alvo de tiros após uma partida, um ferido. Suspeitos são torcedores do time perdedor.
A plausibilidade é construída pela brevidade e atribuição a fontes policiais, apresentando o evento como uma simples notícia sem qualquer posicionamento.
O relato russo omite os testemunhos emocionais do torcedor ferido e dos dirigentes do clube, bem como o contexto mais amplo da violência no futebol sul-americano, apresentando uma narrativa descontextualizada.
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