
Argélia renasce com reviravolta sobre Jordânia e mantém vivo o sonho dos 16-avos
Com dois golos de canto na segunda parte, os Fennecs venceram por 2-1, eliminaram a estreante Jordânia e garantiram à Argentina o primeiro lugar do Grupo J.
A Argélia ressuscitou na Copa do Mundo de 2026 com uma reviravolta sobre a Jordânia, vencendo por 2-1 no Levi’s Stadium, em Santa Clara, na noite de segunda-feira. O resultado, construído com dois golos de bola parada no segundo tempo, eliminou a seleção asiática, estreante em Mundiais, e manteve os argelinos na luta por um lugar nos 16-avos de final. Ao mesmo tempo, confirmou matematicamente a Argentina como líder do Grupo J, antes mesmo de a Albiceleste entrar em campo contra a Jordânia na última jornada.
O jogo começou com domínio argelino, mas foi a Jordânia quem abriu o marcador, aos 36 minutos, num lance de oportunismo. Depois de uma perda de bola no meio-campo argelino, Mousa Al-Tamari cruzou rasteiro, a defesa cortou mal e Nizar Al-Rashdan, de trivela, bateu para o fundo da baliza de Luca Zidane. Até então, os Fennecs tinham desperdiçado ocasiões claras: Riyad Mahrez, regressado ao onze inicial, perdeu duas chances isoladas, primeiro com um mau controlo e depois com um chapéu defendido por Yazeed Abulaila. A Jordânia, que também perdera na estreia com a Áustria (3-1), parecia encaminhar-se para um resultado histórico.
Na segunda parte, o técnico Vladimir Petkovic lançou Nadhir Benbouali e Nabil Bentaleb, e a Argélia intensificou a pressão. O empate chegou aos 69 minutos, na sequência de um canto cobrado por Mahrez: Benbouali, de cabeça, superou a defesa jordaniana e fez o 1-1. Treze minutos depois, novo canto, desta vez de Anis Hadj Moussa, provocou um desvio em Al-Rashdan e a bola sobrou para Amine Gouiri, que, em posição legal confirmada pelo VAR, empurrou para o 2-1. A Argélia ainda teve oportunidades para ampliar, enquanto a Jordânia, esgotada, já não conseguia sair da sua metade do campo.
Com este triunfo, a Argélia soma três pontos, os mesmos da Áustria, que horas antes perdera com a Argentina por 2-0 (bis de Lionel Messi). A Albiceleste, com seis pontos, já garantiu o primeiro lugar do grupo e a passagem aos 16-avos. A Jordânia, zerada, está eliminada, mas competiu com intensidade frente a adversários mais experientes. Na perspetiva de Brasília, a vitória argelina foi recebida com alívio, pois confirma a liderança argentina e evita surpresas na última ronda. Observadores em Lisboa notam que a Argélia, após a goleada sofrida diante da Argentina (3-0), conseguiu reagir, apoiada na experiência de Mahrez e na eficácia das bolas paradas.
A última jornada, no sábado, coloca Argélia e Áustria frente a frente em Kansas City, num duelo que decide o segundo lugar do grupo e a qualificação direta. Um empate pode bastar aos austríacos, que têm melhor saldo de golos, mas os argelinos ainda podem aspirar a um lugar entre os oito melhores terceiros. O confronto reaviva a memória do ‘Escândalo de Gijón’ de 1982, quando Áustria e Alemanha Ocidental foram acusadas de conluio para eliminar a Argélia. Agora, os Fennecs têm a oportunidade de escrever um desfecho diferente. A Jordânia, por sua vez, despede-se do torneio frente à Argentina de Messi, em Dallas, num jogo de honra para a seleção do Levante.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A Argélia, com as costas na parede após perder para a Argentina, mostrou caráter ao virar e vencer a Jordânia por 2-1, mantendo o destino nas próprias mãos. Os gols de Benbouali e Gouiri no segundo tempo reverteram a abertura de Al-Rashdan, reavivando a campanha dos Fennecs antes do confronto decisivo com a Áustria. Os torcedores argelinos viveram uma madrugada de alta tensão, coroada com uma vitória preciosa.
A vitória da Argélia por 2-1 sobre a Jordânia eliminou os estreantes asiáticos e confirmou a liderança da Argentina no Grupo J. Os africanos, derrotados pela albiceleste na estreia, viraram o placar com gols de Benbouali e Gouiri, mantendo vivas as próprias esperanças. A Argentina, já classificada, observa a briga entre Argélia e Áustria pela segunda vaga.
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