
Após quedas de Alemanha e Holanda, Inglaterra encara RD Congo sob pressão e EUA vivem dia histórico
Favoritos, os ingleses enfrentam a RD Congo com o peso de 60 anos sem títulos, enquanto os anfitriões americanos disputam a partida mais importante de sua história; Bélgica e Senegal medem forças em Seattle.
As eliminações de Alemanha e Holanda nos pênaltis, diante de Paraguai e Marrocos, transformaram os primeiros jogos das oitavas de final num alerta para as seleções europeias. A Inglaterra, que não conquista um troféu de expressão desde 1966, entra em campo nesta quarta-feira, em Atlanta, com a obrigação de evitar o mesmo destino contra a República Democrática do Congo. O técnico Thomas Tuchel reconheceu o favoritismo, mas lembrou que “os jogos até agora nas oitavas falam uma linguagem muito clara: margens estreitas”. Os ingleses terão os desfalques dos laterais Reece James e Jarell Quansah, ambos lesionados, e apostam mais uma vez na dupla Jude Bellingham e Harry Kane para furar a defesa congolesa.
A RD Congo, que já havia complicado a vida de Portugal na fase de grupos — observadores em Lisboa recordam o incómodo causado pelos Leopardos —, chega às oitavas pela primeira vez como melhor terceiro colocado. O treinador Sébastien Desabre sublinhou que a pressão está toda do lado inglês: “O nosso Mundial já é um sucesso face aos nossos objetivos”. Vinte dos 26 convocados nasceram fora do país, a maioria em França, incluindo o avançado Yoane Wissa, velho conhecido da Premier League, e os defesas Aaron Wan-Bissaka e Axel Tuanzebe, que representaram as seleções jovens de Inglaterra.
No outro lado dos Estados Unidos, na área da Baía de São Francisco, os coanfitriões vivem um momento de enorme exposição mediática. Cerca de 30 milhões de americanos devem acompanhar o duelo com a Bósnia-Herzegovina, o primeiro jogo eliminatório dos EUA com transmissão em horário nobre. O médio Gio Reyna resumiu o sentimento: “Sabemos o que isto pode fazer pelo futebol no país”. Analistas em Brasília notam que o desempenho da seleção anfitriã ecoa o impacto que o Mundial de 1994 teve nos Estados Unidos, mas agora com uma geração tecnicamente mais sólida, liderada por Christian Pulisic. A Bósnia, que só existe como membro da FIFA desde 1996, já superou expectativas ao alcançar as oitavas e deposita as esperanças no veterano Edin Dzeko.
Em Seattle, o crepúsculo da geração belga de Kevin De Bruyne e Romelu Lukaku enfrenta um Senegal que renasceu após duas derrotas iniciais. O avançado Ismaila Sarr tornou-se o maior goleador senegalês em Copas, com quatro tentos, e a equipa de Sadio Mané procura impor o seu ritmo contra uma Bélgica que alternou exibições convincentes e apagadas. A vaga nas quartas de final poderá cruzar o vencedor com os Estados Unidos, caso os anfitriões confirmem o favoritismo.
A jornada de terça-feira já deixou marcas: a França de Kylian Mbappé, que dedicou um dos seus dois golos ao treinador Didier Deschamps, enlutado pela morte da mãe, eliminou a Suécia por 3-0. A Noruega, com um golo de Erling Haaland, bateu a Costa do Marfim por 2-1 e alcançou pela primeira vez os oitavos de final. Agora, as atenções viram-se para os duelos que definirão os próximos adversários de Brasil e Canadá, também eles sobreviventes de partidas decididas em detalhes.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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O pesadelo africano da eliminação do Senegal domina a narrativa. O autor expressa profunda frustração e tristeza, lamentando como a vitória foi arrancada das mandíbulas da vitória. O foco está na dor emocional dos torcedores africanos, sem menção às equipes que avançam.
O bloco apresenta uma dupla narrativa: os torcedores japoneses estão atordoados com o gol do Brasil no último minuto, enquanto a RD Congo sonha com uma surpresa contra a Inglaterra. A cobertura mistura desespero e esperança, focando nas reações emocionais dos torcedores de ambas as nações. As equipes que avançam, Inglaterra e EUA, não são o foco.
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