
Custos de construção e regulação redefinem dinâmica dos mercados imobiliários globais
Disparidade entre custos de produção e preços de venda, agravada por novas regras de arrendamento, pressiona promotores e inquilinos em vários continentes.
Um desalinhamento estrutural entre os custos de edificar e os preços de transação está a remodelar o mercado habitacional em diversas geografias. Na Argentina, o índice do custo da construção local subiu 21,75% em termos homólogos, situando o metro quadrado em cerca de 1.450 dólares, enquanto as propriedades usadas são transacionadas entre 1.300 e 1.500 dólares. Já em França, os custos de produção e a escassez de mão-de-obra agravam a situação do mercado novo, com as vendas no segmento de usados a caírem mais de 40% num trimestre, sem que os preços cedam significativamente (recuaram apenas 0,4% num ano). Esta disparidade comprime as margens dos promotores e distorce os valores de reposição.
No plano das políticas de arrendamento, observa-se uma tendência de reforço da proteção do inquilino, com efeitos ambivalentes. Em Espanha, a Lei de Arrendamentos Urbanos assegura ao arrendatário uma permanência mínima de cinco anos (sete se o senhorio for uma empresa), limitando a capacidade de o proprietário recuperar o imóvel antes desse prazo. Na Índia, a Model Tenancy Act de 2021 clarifica as condições de despejo e penaliza a ocupação abusiva, ao mesmo tempo que o regime fiscal isenta as rendas pagas através do HRA, incentivando a formalização dos contratos. Já na Suíça, o artigo 270 do Código das Obrigações permite a qualquer novo inquilino contestar a renda inicial, com base em comparações rígidas de bairro que, na prática, geram incerteza para os investidores em «buy to let», arrastando litígios por anos.
Os diferentes atores adaptam-se a este contexto. Na Argentina, as empresas alargam os prazos de financiamento para além da duração da obra e recorrem a alterações de materiais e design para conter custos. Na perspetiva europeia, em França os apoios públicos à procura não compensam o desfasamento entre preços e capacidade de compra. Na Índia, os senhorios encontram na lei um equilíbrio que permite o despejo por incumprimento, mas também impõe limites à retoma do imóvel. Para os investidores suíços, a complexidade regulatória transforma o investimento em habitação numa lotaria burocrática. Observadores em Lisboa e São Paulo notam que a escalada dos custos de construção e a rigidez de algumas normas também condicionam a oferta nesses mercados lusófonos, embora com intensidades distintas.
Como próximos marcos, destaca-se a entrada em vigor, no ano fiscal indiano de 2026-27, do alargamento do limite de isenção do HRA a cidades como Bengaluru e Hyderabad, um sinal de adaptação à urbanização. Na Europa, a aplicação prática das leis espanholas e a eventual recalibração dos instrumentos de fomento à construção em França serão pontos de viragem. Na Suíça, a pressão para rever os critérios de comparabilidade das rendas poderá ganhar fôlego, enquanto na Argentina o mercado aguarda um fecho do diferencial entre valores de construção e de venda, à medida que os terrenos atingem mínimos históricos.
| Imprensa indiana e sul-asiática | 0.00 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa latino-americana | +0.20 | neutral |
The taxpayer should leverage HRA to reduce their tax burden before the deadline.
The article simplifies tax rules into immediately applicable tips, making the tax benefit appear obvious and urgent.
The gap between new and secondary housing prices, which is the central theme of the original story, is not mentioned.
The tenant has the right to stay up to 5 years, by law, regardless of what was signed.
The authority of the law is invoked to present tenant protection as indisputable and overriding the contract.
The impact of this regulation on new construction supply or on the price gap is not discussed.
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