
Robô humanoide Atlas faz estreia pública na Copa e antecipa produção em massa a partir de 2028
A demonstração ao vivo durante Brasil-Noruega marcou a primeira aparição da versão de produção do Atlas, enquanto a Hyundai avança para fabricar 30 mil unidades por ano nos EUA.
O robô humanoide Atlas, da Boston Dynamics, entrou em campo no intervalo do jogo entre Brasil e Noruega pelas oitavas de final da Copa do Mundo, no estádio de Nova Iorque/Nova Jérsia, para entregar a bola ao árbitro e imitar comemorações de golos. Foi a primeira demonstração pública ao vivo da versão pronta para produção, apresentada inicialmente na CES 2026, e a primeira integração de um humanoide numa partida oficial do torneio. A Hyundai, proprietária da empresa de robótica e patrocinadora da FIFA, utilizou o palco global para exibir a capacidade do sistema de operar fora de ambientes controlados.
A atuação exigiu adaptações técnicas significativas. A comunicação por Wi-Fi convencional foi inviabilizada pelas dezenas de milhares de telemóveis dos espectadores, obrigando à instalação de um canal de rádio dedicado nas costas do robô. A relva, com a sua cedência e risco de escorregamento, forçou a reprogramação dos algoritmos de locomoção para garantir estabilidade. Segundo Alberto Rodriguez, diretor de comportamento robótico da Boston Dynamics, o treino combinou retargeting de movimento, aprendizagem por reforço e controlo corporal total, métodos que, na perspetiva dos engenheiros em Boston, são os mesmos aplicados a tarefas industriais como sequenciamento de componentes e montagem.
Com 1,88 m e quase 90 kg, o Atlas dispõe de 56 graus de liberdade, mãos com sensores táteis e capacidade de carga de 50 kg. A Hyundai anunciou planos de produzir até 30 mil humanoides por ano a partir de 2028, destinados inicialmente à fábrica Metaplant America, na Geórgia, para automatizar operações repetitivas e de alto risco. A estratégia, observada a partir de Seul, posiciona a robótica como pilar de longo prazo do grupo, a par dos veículos elétricos e dos sistemas autónomos. A demonstração na Copa serviu também para recolher dados sobre o desempenho em ambiente imprevisível, acelerando a transição do laboratório para o chão de fábrica.
A campanha “School of Football”, que documentou a aprendizagem de habilidades como o drible “Ghost Rabona”, culmina agora com o lançamento do documentário “The Training Ground”, produzido com a BBC StoryWorks. O próximo marco factual será o início da produção em série nos Estados Unidos, previsto para 2028, enquanto a equipa norueguesa, que venceu por 2-1 com dois golos de Erling Haaland, segue para os quartos de final.
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O robô Atlas capturou a atenção mundial, provando que a tecnologia pode entreter e inspirar.
Ao enfatizar o aspecto espetacular e a reação do público, cria-se uma narrativa de sucesso e inovação.
Omite os planos da Hyundai para produção em massa e implantação em fábricas, que são destacados pela imprensa europeia.
O robô Atlas é um vislumbre do futuro, misturando espetáculo e estratégia corporativa.
Alternando tons irônicos e análise econômica, constrói-se um quadro complexo que equilibra admiração e ceticismo.
A Hyundai está trazendo a robótica humanoide da fábrica para o campo de futebol, demonstrando a maturidade da tecnologia.
Ao enquadrar o evento como um passo em direção à produção em massa, o investimento corporativo é legitimado e um futuro industrial é projetado.
Omite os aspectos lúdicos e irônicos e as reações divertidas do público, concentrando-se exclusivamente no progresso técnico.
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