
Sonda chinesa Tianwen-2 alcança asteroide após 400 dias e revela dimensão surpreendente
Missão chinesa de recolha de amostras aproxima-se de Kamo‘oalewa, enquanto a japonesa Hayabusa2 sobrevoa Torifune, num momento de intensa atividade na exploração de asteroides.
A sonda chinesa Tianwen-2 atingiu a vizinhança do asteroide 2016 HO3, também designado Kamo‘oalewa, após uma viagem de cerca de 400 dias e quase mil milhões de quilómetros, informou a Administração Espacial Nacional da China. A aproximação a apenas 20 quilómetros permitiu iniciar a observação científica e revelou uma surpresa: as primeiras imagens indicam que o corpo celeste tem entre 20 e 30 metros de diâmetro, substancialmente abaixo das estimativas anteriores de 40 a 100 metros, segundo Zhang Pengfei, do Instituto de Geoquímica da Academia Chinesa de Ciências. A missão prevê o mapeamento detalhado e a recolha de amostras com técnicas de toque-e-fuga ou ancoragem na superfície, ainda não testadas. A cápsula com o material deverá regressar à Terra no final de 2027, o que tornará a China o terceiro país a recuperar amostras de um asteroide, depois do Japão e dos Estados Unidos.
Quase em simultâneo, a agência espacial japonesa JAXA divulgou uma imagem do asteroide Torifune captada pela sonda Hayabusa2 durante um voo rasante a poucas centenas de metros da superfície, a uma velocidade relativa de cinco quilómetros por segundo. A fotografia, obtida um segundo antes da máxima aproximação, mostra uma forma de boneco de neve com muitas rochas, sugerindo que o asteroide de 800 metros se formou pela colisão e fusão de dois corpos menores. A JAXA sublinhou que a tecnologia de controlo usada na manobra é relevante para a defesa planetária contra potenciais impactos. A Hayabusa2, que já trouxe amostras do asteroide Ryugu em 2020, prossegue agora para o seu próximo alvo, o 1998 KY26, com chegada prevista para julho de 2031.
A semana científica ficou ainda marcada por outros avanços. Um estudo com quase um milhão de finalistas da Maratona de Berlim entre 1999 e 2025 mostrou que os homens enfrentam a chamada “parede da maratona” com o dobro da frequência das mulheres (17,6% contra 9,7%), uma diferença que se acentua entre os corredores mais rápidos. Na zoologia, uma análise de 258 espécies de aranhas identificou as australianas do género Heteropoda como as mais velozes, atingindo 3,59 metros por segundo, embora a velocidade não aumente linearmente com o tamanho. Na Rússia, uma investigadora analisou três mil postais eletrónicos e concluiu que, para maiores de 60 anos, a felicidade é frequentemente conceptualizada como substância ou ser vivo. Paralelamente, a Organização Meteorológica Mundial confirmou a formação de um episódio de El Niño no Pacífico equatorial, com potencial para elevar as temperaturas globais e intensificar fenómenos extremos.
| Imprensa chinesa | +0.80 | aligned |
|---|---|---|
| Imprensa japonesa-coreana | +0.30 | aligned |
| Imprensa do Golfo árabe | +0.70 | aligned |
| Imprensa latino-americana | +0.20 | neutral |
China celebrates the success of its space mission, highlighting national technological capability.
The narrative emphasizes technical details and challenges overcome, presenting the result as a victory of Chinese scientific planning.
Does not mention the Japanese Hayabusa2 mission, which is the other major space event of the week, to keep the focus exclusively on China.
Japan presents the Hayabusa2 flyby as a planetary defense test, demonstrating its leadership in protecting Earth.
Uses the term 'planetary defense' to elevate a scientific mission to a global security issue, justifying the importance of Japan's space program.
Does not mention the Chinese Tianwen-2 mission, which is contemporaneous, to avoid comparing the two space programs.
Gulf media report with admiration China's success, aligning with the narrative of an emerging space power.
Describe the mission with technical details and impressive numbers (billion km, 400 days) to emphasize the scale of China's achievement, without criticism.
Do not mention the Japanese mission, nor any delays or problems of the Chinese mission.
Latin America frames the Japanese flyby as a planetary defense test, a topic of universal interest.
Adopts the term 'planetary defense' to universalize the importance of the mission, shifting focus from Japan to protection of the entire planet.
Does not mention the Chinese mission, nor the context of space competition between China and Japan.
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