
A frase que se tornou profecia e a herança de Liam Payne: o filho herda tudo
Sem testamento, a fortuna do ex-One Direction vai para Bear, de 9 anos, enquanto a escritora Jilly Cooper deixou cada detalhe planeado — dois destinos britânicos que ecoam no Brasil e em Portugal.
“Estás a agir como se esta fosse a última vez que me vês”, disse Liam Payne a Kate Cassidy, entre risos, no hall de um hotel em Buenos Aires. Era outubro de 2024, e a influencer norte-americana corria para não perder o voo de regresso a casa. Dias depois, o cantor de 31 anos cairia de uma varanda do terceiro andar do CasaSur Palermo, deixando uma fortuna estimada em 29 milhões de dólares — e nenhum testamento.
Documentos do Tribunal Superior do Reino Unido, revelados em maio de 2025, confirmaram que Bear Grey Payne, o filho de nove anos que teve com a cantora Cheryl Tweedy, é o único herdeiro. A lei britânica é clara: na ausência de cônjuge e de disposições escritas, os bens revertem integralmente para a descendência. Uma parte do dinheiro pode ser usada de imediato para despesas do menor, mas a maior fatia permanecerá num fundo fiduciário até que Bear atinja a maioridade, aos 18 anos. Cheryl e o advogado Richard Bray foram nomeados administradores, com autoridade limitada — não podem distribuir livremente o património, que inclui uma casa de cinco quartos em Buckinghamshire, adquirida por Payne para ficar perto do filho após a separação.
O caso contrasta com o de outra figura britânica desaparecida no mesmo mês: a escritora Dame Jilly Cooper, autora de best-sellers como Rivals, morreu aos 88 anos após uma queda em sua casa, mas deixou um testamento que reparte equitativamente 8,5 milhões de libras entre os filhos Felix, Emily e a enteada Laura. A romancista, que recebera o título de dama das mãos do rei Carlos III, planeara a sucessão com a mesma minúcia com que construía os enredos da elite britânica. Payne, pelo contrário, morreu sem acautelar o destino dos seus bens, um silêncio jurídico que a justiça britânica colmatou com o recurso à regra da sucessão legítima.
No Brasil, onde a One Direction mobilizou uma legião de fãs na década de 2010, a notícia reavivou a comoção pela morte do ídolo. Observadores em São Paulo notam que a trajetória de Payne — da fama precoce à luta pública contra dependências — ressoa com a de artistas locais que enfrentaram pressões semelhantes. Em Portugal, a imprensa cultural sublinhou o contraste entre a herança milionária e a fragilidade do cantor, cuja queda em Buenos Aires continua sob investigação judicial: três acusados foram ilibados de homicídio culposo, enquanto dois outros respondem por fornecimento de estupefacientes. A ausência de testamento, comentam analistas lisboetas, expõe a vulnerabilidade jurídica de figuras públicas que, como Payne, vivem entre jurisdições e não formalizam a sua última vontade.
Bear, que o pai descreveu como “um menino que se ria de tudo” quando vestia um fato de Batman e escorregava no sofá, herdou não apenas uma conta bancária, mas o peso de uma memória pública. A fortuna ficará cativa até aos 18 anos, como se o direito lhe concedesse uma moratória para crescer longe do ruído que perseguiu o pai. Enquanto isso, a casa de cinco quartos em Inglaterra, posta à venda e depois retirada do mercado, permanece como uma cápsula do tempo — à espera de que o herdeiro decida, um dia, o que fazer com as chaves.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A justiça determinou que Bear, o filho de 9 anos de Liam Payne, é o único herdeiro de uma fortuna de cerca de 28 milhões de dólares. A maior parte do dinheiro ficará em um fundo fiduciário até a maioridade. O cantor morreu sem testamento em Buenos Aires em 2024.
A trágica queda de Liam Payne de uma varanda em Buenos Aires deixou seu filho de nove anos como único herdeiro de uma fortuna de 23 milhões de libras. A herança, mantida em fideicomisso até Bear completar 18 anos, levanta questões sobre o custo emocional do estrelato infantil e o dever de cuidado da indústria musical. As últimas palavras de Payne, uma frase casual, agora ecoam como uma despedida não intencional.
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