
Undav entra, vira o jogo nos acréscimos e classifica a Alemanha no Mundial
Com dois gols do atacante que saiu do banco, a seleção alemã superou a Costa do Marfim por 2 a 1 em Toronto e garantiu vaga nas oitavas de final pela primeira vez desde o título de 2014.
O apito final em Toronto confirmou uma virada que parecia improvável até os minutos finais. A Alemanha, que vencia por 2 a 1 a Costa do Marfim, celebrava não apenas os três pontos, mas o fim de um incômodo jejum: pela primeira vez desde o tetracampeonato em 2014, o país avançava à fase eliminatória de uma Copa do Mundo. O herói da noite foi Deniz Undav, atacante do Stuttgart que entrou aos 15 minutos do segundo tempo e, em meia hora, transformou a frustração alemã em explosão de alívio.
Até a entrada de Undav, a história do jogo era outra. Os marfinenses, com uma defesa compacta e transições rápidas, saíram na frente aos 30 minutos, quando Franck Kessié aproveitou rebote dentro da área. A Alemanha pressionava, tinha mais posse de bola, mas esbarrava em impedimentos milimétricos e em um gol anulado de Kai Havertz após revisão do VAR. A seleção europeia viu-se novamente diante do fantasma das eliminações precoces que a assombraram em 2018 e 2022. O técnico Julian Nagelsmann, então, apostou em mudanças radicais: colocou Undav, Nadiem Amiri e Jamie Leweling de uma só vez.
O impacto foi imediato. Aos 23 minutos da etapa final, Amiri lançou bola longa, Havertz deixou passar e Undav bateu de primeira para empatar. O empate ainda colocava em risco a classificação alemã, mas o time não recuou. No último minuto dos descontos, Felix Nmecha enfiou passe preciso, e Undav, mais uma vez posicionado entre os zagueiros, tocou na saída do goleiro Fofana. Era o gol da vitória e da classificação. “Este é exatamente o que esperávamos”, resumiu Nagelsmann, que já planeja uma campanha de vitórias totais na fase de grupos. Para observadores no Brasil, a resiliência alemã ecoa a tradição de camisas pesadas que costumam crescer em momentos decisivos.
Undav, que já somava três gols no torneio — igualando-se a Lionel Messi e Jonathan David na artilharia —, tornou-se símbolo de uma Alemanha que soube reagir. Sua trajetória, da rejeição em academias de base ao trabalho em fábrica antes de brilhar no Stuttgart, adiciona camadas de dramaticidade à campanha. “Deniz é um predador dentro da área”, elogiou Nagelsmann, indicando que o atacante pode ganhar a titularidade contra o Equador. A imprensa em Lisboa destaca que a vitória alemã serve de alerta para outras favoritas europeias.
Com o resultado, a Alemanha chegou a seis pontos no Grupo E e não pode mais ser ultrapassada — é líder isolada. A Costa do Marfim, com três pontos, decide a vida na última rodada contra Curaçao, que conseguiu seu primeiro ponto histórico ao empatar em 0 a 0 com o Equador. A equipe marfinense precisa vencer para seguir adiante. Enquanto isso, a Alemanha enfrenta o Equador na quinta-feira, em Nova Jersey, apenas para confirmar o primeiro lugar e definir o adversário nas oitavas de final.
| Imprensa indiana e sul-asiática | +0.30 | aligned |
|---|---|---|
| Imprensa latino-americana | −0.10 | neutral |
Undav is the nation's savior, German football rediscovers its fighting spirit.
Focuses solely on the individual player's action, turning a team victory into a personal hero story to create an easy emotional hook.
No mention of German defensive weaknesses or Ivory Coast's overall performance, which was competitive.
The World Cup is a break from reality, but Germany's win doesn't change the struggles of those watching.
Shifts focus from the sporting result to its social meaning, using the match as a mirror of everyday tensions.
No analysis of the teams' technical performance or tournament implications; the focus is on the event's social function.
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