
Trump avalia guerra total com Irão mas opta por prolongar negociações
Presidente dos EUA discutiu opções militares com o Pentágono, mas decidiu manter via diplomática e admite estender prazo de 18 de agosto para acordo nuclear.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, analisou nos últimos dias a possibilidade de retomar uma guerra em larga escala contra o Irão, em consultas com o secretário da Defesa, Pete Hegseth, e o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine. Fontes da administração norte-americana citadas pela imprensa internacional indicam que, apesar de ter avaliado planos para "terminar o trabalho", Trump concluiu que uma nova ofensiva generalizada prejudicaria as hipóteses de desmantelar o programa nuclear iraniano pela via diplomática. O presidente comunicou aos seus assistentes que não se opõe a que as conversações ultrapassem o prazo de 18 de agosto, inicialmente fixado para um acordo nuclear, e mostrou-se satisfeito por, para já, autorizar apenas ataques limitados em resposta a violações do memorando de entendimento em vigor.
A posição de Washington, tal como descrita por responsáveis norte-americanos, assenta na convicção de que as negociações indiretas em Doha, mediadas pelo Catar, estão a produzir resultados, embora o secretário da Energia, Chris Wright, tenha afirmado que o Irão "não cooperou de todo até agora". Do lado iraniano, o presidente Masoud Pezeshkian declarou que Teerão não fará concessões em matéria de direitos, interesses e princípios nacionais, enquanto o porta-voz da diplomacia iraniana negou planos para encontros diretos com os enviados Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner, que se deslocaram a Doha. A exigência iraniana de impor taxas de serviço aos navios que atravessam o Estreito de Ormuz e a rejeição de restrições significativas ao programa nuclear permanecem como os principais pontos de bloqueio.
Na perspetiva de analistas em Tel Aviv, o impasse reflete também uma luta interna em Teerão entre o governo civil, inclinado a obter alívio de sanções, e setores militares que apostam na projeção de força regional. O restabelecimento de uma linha de comunicação direta entre o Comando Central dos EUA (CENTCOM) e a Guarda Revolucionária iraniana é visto por alguns responsáveis em Washington como um sinal de progresso, ainda que em fase inicial. Paralelamente, o sultanato de Omã apresentou uma proposta sobre a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, enquanto o Joint Maritime Information Center elevou o nível de ameaça para "substancial", devido ao risco de minas e operações de desminagem.
O memorando de entendimento assinado em 17 de junho prevê um período de negociação de 60 dias, até meados de agosto, para um acordo definitivo que inclua o levantamento de sanções e o fim do programa nuclear iraniano. A próxima ronda de conversações técnicas indiretas deverá decorrer esta semana em Doha, com as delegações a comunicarem através de mediadores qatarianos. A administração Trump mantém a opção militar em aberto, mas, segundo fontes europeias, a prioridade imediata é testar a viabilidade de um entendimento duradouro que evite uma nova escalada no Golfo.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Trump considerou um retorno à guerra total com o Irã, mas decidiu adiá-lo para continuar as negociações indiretas no Catar. O relatório do Wall Street Journal apresenta isso como uma pausa estratégica. O tom é neutro, focado no processo diplomático.
O Irã forçou os Estados Unidos a liberar 12 bilhões de dólares em fundos congelados, demonstrando o sucesso de sua estratégia de negociação. As exportações de petróleo dispararam após o levantamento das restrições, comprovando o fracasso da pressão americana. A narrativa é de vitória iraniana e concessão americana.
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