
Trump entregará troféu da Copa do Mundo ao lado de Infantino na final
Presidente dos EUA quebra protocolo da FIFA e participará da cerimônia de premiação em Nova Jersey, repetindo gesto que gerou polêmica no Mundial de Clubes.
O troféu da Copa do Mundo de 2026 terá um apresentador inesperado. O presidente da FIFA, Gianni Infantino, confirmou nesta terça-feira que Donald Trump subirá ao palco do MetLife Stadium, em Nova Jersey, no dia 19 de julho, para entregar a taça ao capitão da seleção campeã. “Estaremos juntos com o presidente, desfrutando da final e entregando o troféu ao vencedor, claro, juntos”, declarou Infantino ao programa Fox & Friends, acrescentando que “estamos juntos o tempo todo”. A decisão rompe com o protocolo das últimas duas edições, quando apenas o dirigente máximo da FIFA entregou o troféu — na Rússia em 2018 e no Catar em 2022.
A presença de Trump na cerimônia reaviva a memória do Mundial de Clubes de 2025, disputado no mesmo estádio. Na ocasião, o presidente entregou a taça ao capitão do Chelsea, Reece James, mas recusou-se a deixar o palco, permanecendo no centro das celebrações enquanto os jogadores erguiam o troféu. A cena gerou perplexidade: Cole Palmer, meio-campista dos Blues, admitiu ter ficado confuso com a permanência do mandatário. Agora, Infantino assegura que a entrega será conjunta, numa tentativa de evitar novos constrangimentos.
A relação entre Trump e Infantino estreitou-se visivelmente nos últimos meses. O presidente da FIFA visitou o Salão Oval diversas vezes e, em dezembro, condecorou Trump com um recém-criado Prêmio da Paz da FIFA durante o sorteio dos grupos em Washington. Apesar da proximidade, Trump ainda não compareceu a nenhum jogo do Mundial, que começou em 11 de junho e é coorganizado por Estados Unidos, Canadá e México. O secretário de Estado, Marco Rubio, representou-o na estreia da seleção norte-americana, enquanto o próprio presidente preferiu eventos como as finais da NBA e um torneio de UFC na Casa Branca.
Na imprensa brasileira, veículos como Valor Econômico, CNN Brasil e Jovem Pan destacaram a quebra do protocolo e o episódio embaraçoso do Mundial de Clubes. Observadores em Portugal e em países africanos de língua portuguesa repercutiram o anúncio com surpresa, sublinhando que a decisão insere um chefe de Estado numa cerimônia que, nas últimas décadas, se tornara prerrogativa exclusiva da FIFA. Nas redes sociais, a reação foi imediata: utilizadores ironizaram a hipótese de o Irão vencer o torneio e sugeriram que os campeões se recusassem a erguer a taça até que Trump abandonasse o relvado.
A história regista outros casos de líderes políticos a entregar o troféu. Em 1966, a rainha Isabel II entregou a taça a Bobby Moore, capitão da Inglaterra; em 1982, o rei Juan Carlos de Espanha fez o mesmo com Dino Zoff, da Itália. Contudo, desde que a FIFA assumiu o controlo cerimonial, a presença de um presidente em funções tornou-se rara. Com a seleção dos EUA cotada como zebra — as casas de apostas lhe atribuem cerca de 3% de probabilidades de título —, é improvável que Trump veja a sua equipa em campo na final. Ainda assim, a sua mão estará na taça quando o novo campeão do mundo for coroado.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A final da Copa do Mundo será uma vitrine econômica e política. Trump entregará o troféu ao lado de Infantino, com quem mantém uma relação cada vez mais calorosa, selada pelo Prêmio da Paz da Fifa. A presença do presidente alimenta expectativas de impulso ao comércio e ao turismo, embora sua aparição anterior em um evento de clubes tenha gerado reações divididas.
O presidente Trump estará presente na final da Copa do Mundo para entregar o troféu juntamente com o presidente da Fifa, Infantino. O anúncio foi feito por Infantino em entrevista à Fox News, sem comentários adicionais.
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