
Trump discute ampliação de ataques ao Irão e ameaça infraestruturas estratégicas
Presidente dos EUA reuniu-se com altos funcionários para planear ofensiva mais vasta, incluindo centrais elétricas e pontes, enquanto Irão responde com ataques a bases americanas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reuniu-se na terça-feira com a sua equipa de segurança nacional na Sala de Situação da Casa Branca para discutir uma ofensiva militar de maior envergadura contra o Irão, segundo três fontes citadas pelo portal Axios. O plano, mais amplo do que os atuais ataques na zona do Estreito de Ormuz, incluiria alvos estratégicos no interior do país, como centrais elétricas e pontes. Participaram no encontro o vice-presidente J.D. Vance, o secretário de Estado Marco Rubio, o secretário da Defesa Pete Hegseth, o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, o diretor da CIA John Ratcliffe e o enviado especial Steve Witkoff, entre outros altos funcionários.
Na perspetiva de Washington, o objetivo é infligir danos suficientes para forçar Teerão a reabrir o Estreito de Ormuz e a aceitar as exigências norte-americanas sobre o programa nuclear. Trump afirmou à Fox News que os ataques se intensificarão nos próximos dias e ameaçou destruir “todas as centrais elétricas e pontes” iranianas caso o Irão não regresse à mesa de negociações. Paralelamente, os EUA impuseram um bloqueio naval aos portos iranianos e monitorizam o local subterrâneo conhecido como “Montanha do Machado” (Kuh-e Kolang), suspeito de albergar atividades nucleares. O presidente advertiu que qualquer sinal de atividade no local será alvo de bombas penetradoras. Do lado iraniano, a Guarda Revolucionária (IRGC) continuou a lançar mísseis e drones contra bases norte-americanas na Jordânia, no Kuwait e no Bahrein, e ameaçou com “golpes devastadores” na região caso os ataques prossigam. Teerão também advertiu que poderá enriquecer urânio a 90% se as hostilidades recomeçarem.
A escalada insere-se num conflito que remonta a 28 de fevereiro de 2026, quando os EUA e Israel iniciaram uma operação militar contra o Irão. O atual ciclo de violência foi desencadeado após o impasse nas conversações de paz e a acusação norte-americana de que o IRGC atacou navios no Estreito de Ormuz. Nas últimas 24 horas, os EUA atingiram alvos militares iranianos perto do estreito, enquanto o IRGC respondeu com ataques a bases dos EUA. O Comando Central dos EUA (CENTCOM) afirmou ter coordenado a passagem de cerca de 300 navios pelo estreito na última semana, apesar dos ataques iranianos a sete navios comerciais que teriam causado baixas civis. O bloqueio naval, em vigor desde a tarde de terça-feira, acrescenta uma dimensão económica ao confronto.
Observadores em Lisboa e Brasília notam que a ameaça de atingir infraestruturas civis e o local nuclear subterrâneo assinala uma mudança na postura de Washington, aumentando o risco de uma guerra alargada no Médio Oriente. A designação do IRGC como grupo terrorista pelo Reino Unido, na segunda-feira, reforça a pressão diplomática sobre Teerão. As negociações, segundo Trump, continuam, com contactos na terça-feira a exigirem um acordo rápido, mas as posições permanecem distantes. O dossier nuclear e a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz continuam a ser os eixos centrais de um confronto que não dá sinais de abrandamento.
| Imprensa russa e CEI | −0.40 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa iraniana e afins | −0.80 | critical |
| Imprensa árabe Levante-Magrebe | −0.50 | critical |
| Imprensa atlântica / anglosfera | +0.20 | neutral |
The Trump administration is planning a broader attack on Iran, a move that Russia considers unjustified and destabilizing aggression.
The Russian bloc presents the US initiative as an act of unilateral aggression, using a detached tone to suggest that the US is violating international law.
The Russian bloc omits reference to Iranian nuclear sites, focusing only on generic strategic targets, which reduces the specificity of the threat.
Iran is under threat of a devastating attack by the United States, which aims to destroy the country's strategic and nuclear infrastructure.
The Iranian bloc emphasizes Iran's vulnerability and American brutality, using emotional language to mobilize domestic and international solidarity.
The Iranian bloc omits the specific name of the nuclear site 'Mountain of Axe', avoiding detailing the most sensitive target.
The Arab region is on the brink of catastrophe, with the United States ready to bomb Iranian nuclear sites, endangering the stability of the entire Middle East.
The Arab bloc amplifies the imminent threat and potential catastrophic consequences, using rhetorical questions to create a sense of urgency and alarm.
The Arab bloc does not omit significant elements compared to other blocs; it includes both the nuclear threat and the American strategic goal.
The United States is taking decisive measures to protect its interests and force Iran to comply with nuclear demands, a necessary strategy for global security.
The Atlanticist bloc presents the escalation as a rational and necessary choice, using analytical language to justify US actions as a response to Iranian provocations.
The Atlanticist bloc omits humanitarian consequences and potential violations of international law, presenting the action as purely strategic.
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