
EUA reimpõem bloqueio naval ao Irã e intensificam ataques no Estreito de Ormuz
A medida, anunciada pelo CENTCOM, visa degradar capacidades iranianas e reacende o conflito após o colapso do cessar-fogo de junho, com Teerã a declarar-se desobrigado do acordo.
Os Estados Unidos iniciaram uma nova série de ataques contra o Irã e reativaram o bloqueio naval a portos e áreas costeiras iranianas na tarde desta terça-feira, segundo comunicado do Comando Central das Forças Armadas americanas (CENTCOM). A operação, que inclui mais de 20 navios de guerra e centenas de aeronaves, marca o quarto dia consecutivo de ofensivas e restabelece uma medida já aplicada entre abril e junho, com o objetivo declarado de “degradar as capacidades iranianas usadas para atacar o transporte comercial no Estreito de Ormuz”.
De acordo com o CENTCOM, os bombardeamentos atingiram instalações de mísseis, drones e defesas costeiras nas imediações do estreito, enquanto o bloqueio impede o trânsito de embarcações com origem ou destino ao Irã. O presidente Donald Trump, que na véspera anunciara a cobrança de uma taxa de 20% sobre cargas de navios que cruzassem a via, recuou da medida e afirmou que países do Golfo Pérsico firmarão “acordos comerciais e de investimento” com os EUA como compensação pela segurança marítima. A Casa Branca sustenta que a ação responde a ataques iranianos a navios mercantes e a instalações militares americanas na região.
A partir de Teerã, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Kazem Gharibabadi, declarou que o Irã “não tem qualquer obrigação” com o memorando de entendimento assinado em Islamabad, que previa um cessar-fogo imediato e negociações de paz. Segundo o diplomata, o restabelecimento do bloqueio e os ataques “desmantelaram” o acordo, cujo núcleo era o fim permanente das operações militares. A Guarda Revolucionária reivindicou ataques com mísseis e drones contra as bases aéreas de Sheikh Isa, no Bahrein, e Ali Al-Salem, no Kuwait, e afirmou que exercerá “soberania sobre o Estreito de Ormuz, independentemente do custo”.
A escalada reacende preocupações sobre o tráfego no Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de um quinto do petróleo consumido globalmente. O Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, alertou para “graves consequências socioeconómicas e humanitárias” de uma interrupção prolongada. Observadores em mercados emergentes, como Brasil e Portugal, notam que a instabilidade na região pode pressionar os preços dos combustíveis e das cadeias logísticas internacionais, com impacto direto em economias dependentes de importações energéticas.
O colapso do cessar-fogo de junho e a retomada das hostilidades deixam em suspenso qualquer perspetiva de negociação. O CENTCOM informou que as forças americanas permanecem “vigilantes, letais e prontas”, enquanto Teerã insiste que a pressão militar não forçará o país a negociar. A comunidade internacional acompanha os desdobramentos, com a Organização Marítima Internacional a relatar novos incidentes com embarcações comerciais no Golfo de Omã, sem que se vislumbre uma via diplomática imediata.
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A América Latina denuncia a agressão dos EUA e alerta para o risco de uma guerra total, responsabilizando Trump pela quebra da trégua.
Ao nomear repetidamente Trump como o tomador de decisões e destacar a trégua quebrada, o bloco personaliza o conflito e atribui a culpa exclusivamente ao presidente dos EUA, fazendo a escalada parecer o resultado de uma imprudência individual.
A Europa continental registra os eventos sem tomar partido, relatando as declarações oficiais do CENTCOM e do Irã como uma notícia de rotina.
Ao citar fontes oficiais e evitar qualquer linguagem avaliativa, o bloco estabelece uma aura de imparcialidade e confiabilidade, fazendo com que sua reportagem pareça uma crônica neutra dos fatos.
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