
Antonelli lidera com folga antes da Hungria, última etapa antes da pausa de verão
Com 45 pontos de vantagem, o italiano da Mercedes busca consolidar a liderança, enquanto Hamilton tenta superar os incidentes do GP da Bélgica e Colapinto cede o carro na primeira sessão.
O Grande Prémio da Bélgica reordenou a classificação do Mundial de Fórmula 1 de forma dramática. Andrea Kimi Antonelli venceu em Spa-Francorchamps e chega à Hungria com 45 pontos de vantagem sobre Lewis Hamilton, que subiu ao segundo lugar apesar de um fim de semana conturbado. Na primeira volta, um toque com George Russell — punido com cinco segundos pelos comissários, que consideraram o piloto da Mercedes responsável por não deixar espaço — atirou o britânico para a brita e para fora da corrida. A análise dos stewards, amplamente discutida na imprensa europeia, contrastou com a decisão de não penalizar Charles Leclerc por um contacto semelhante com Oscar Piastri, gerando um debate sobre a consistência regulamentar. A corrida de Hamilton ficou ainda marcada por um atropelamento acidental a um mecânico da Ferrari nos boxes, provocado por uma luz verde prematura, e pelo silenciamento, na transmissão internacional, de uma mensagem de rádio de Russell repleta de queixas sobre a falta de potência da unidade híbrida — áudio que só foi divulgado na Alemanha.
O circuito de Hungaroring, estreito e sinuoso, frequentemente comparado a uma pista de kart, recebe a última prova antes da tradicional pausa de verão. A Alpine, que ali conquistou a sua primeira vitória na categoria há cinco anos com Esteban Ocon, vive um momento de expectativa. Franco Colapinto, décimo classificado na Bélgica e oitavo no Power Rankings da F1 após uma ultrapassagem dupla que recordou a manobra de Mika Häkkinen em 2000, chega em alta. No entanto, o argentino não participará na primeira sessão de treinos livres: a equipa francesa confirmou que cederá o seu monolugar ao estónio Paul Aron, em cumprimento do regulamento que obriga a dar oportunidades a pilotos novatos. A decisão, noticiada com destaque na imprensa latino-americana, é vista como um movimento estratégico para recolher dados sem comprometer a preparação de Colapinto, que reassumirá o volante na segunda sessão e participará nos testes de pneus da Pirelli após a corrida.
Do lado mexicano, Sergio Pérez enfrenta um cenário de urgência. O piloto da Cadillac abandonou na Bélgica por problemas de suspensão e ainda não pontuou em 2026, uma sequência que, segundo analistas na Cidade do México, coloca em risco não só a sua posição, mas também receitas importantes para a escuderia. Pérez tem no Hungaroring uma das suas melhores memórias — o terceiro lugar em 2023 pela Red Bull — e precisa de reencontrar o ritmo para interromper a série de resultados fora do top-10. Já no plano brasileiro, a Fórmula 2 traz Rafael Câmara em ascensão: vencedor da corrida principal na Bélgica, o piloto da Invicta Racing soma 125 pontos e quatro poles na temporada, e encara a etapa húngara como oportunidade para reduzir a desvantagem de 36 pontos para o líder do campeonato.
A grelha de partida para a corrida de domingo, às 15h00 locais, definirá o tom da interrupção estival. Antonelli procura uma segunda vitória consecutiva para cavar uma vantagem difícil de recuperar, enquanto Hamilton, Russell e Leclerc — todos vencedores recentes — tentam encurtar distâncias. Após a bandeirada em Budapeste, a Fórmula 1 só regressa no fim de semana de 23 de agosto, em Zandvoort, nos Países Baixos, tornando o desfecho húngaro um ponto de viragem para as ambições de pilotos e construtores.
Amplie o olhar
Protestos na Índia escalam para crise política e levam Modi a prometer tribunais rápidos contra fugas de exames
11 idiomas · 28 veículos
De Economy & MarketsUniCredit eleva metas de lucro e avança sobre Commerzbank com resultados recorde
3 idiomas · 6 veículos
De TechnologyMusk confessa envolvimento político excessivo, mas mantém defesa do DOGE
3 idiomas · 5 veículos