Entrar
Edição das 06:00 CETsegunda-feira, 27 de julho de 2026
325 veículos · 17 idiomas237 briefing hoje
Crime e Desastressábado, 25 de julho de 2026

Roubos a residências e veículos preocupam do Brasil ao Irã

Relatos de vítimas e dados oficiais mostram aumento de invasões com violência; quadrilhas empregam planejamento e tecnologia para explorar rotinas.

Em Belo Horizonte, Silvana Rangel e o marido viram o carro que ainda pagavam ser roubado de um lava-jato, enquanto, em Córdoba, uma família descobriu ao amanhecer que ladrões haviam esvaziado suas contas bancárias e levado eletrodomésticos durante a noite. Os dois episódios, ocorridos em julho, ilustram a escalada de crimes contra o patrimônio registrada em diferentes países, segundo autoridades locais e registos policiais compilados pela imprensa.

No Brasil, o Observatório de Segurança Pública de Minas Gerais contabilizou 4.194 furtos e roubos de veículos no primeiro semestre de 2026 na capital mineira — média de 23 por dia. Em Itapetininga, interior de São Paulo, a Secretaria de Segurança Pública do estado reportou 526 furtos de janeiro a abril, um salto de 8,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Na Argentina, o indicador privado Ituran, que monitoriza 350 mil automóveis, apontou que quase metade dos roubos de veículos na região metropolitana de Buenos Aires ocorre na zona oeste, com predomínio de assaltos à mão armada (68%).

Invasões a residências também preocupam. Em San Isidro, no conurbano bonaerense, três casas foram atacadas em 16 dias, com vítimas idosas amarradas e ameaçadas; dados compilados pela imprensa portenha indicam uma média de 78 episódios diários entre “entraderas” e “escruches” (roubos com e sem moradores). No bairro Las Lomas, fontes policiais registaram 131 ocorrências no semestre, uma redução face a 2023, mas os moradores reforçam a vigilância privada. Em Arequipa, no Peru, uma mulher sofreu o quarto roubo na mesma casa; os ladrões arrombaram a porta de metal minutos após ela sair para levar os filhos à escola.

Fora da América Latina, a polícia de Teerão desarticulou uma quadrilha que esvaziava até frigoríficos durante os assaltos. Os quatro homens, ex-companheiros de cela, usavam chaves mestras e agiam mascarados. Um deles foi identificado por um vídeo feito por um filho adolescente de uma vítima. Advertências de especialistas internacionais, repercutidas por agências de notícias, alertam para o uso de redes sociais pelos criminosos para monitorizar rotinas e ausências dos moradores, recomendando a restrição de privacidade nas plataformas.

As investigações prosseguem em todos os casos. Em Córdoba, peritos analisam a suspeita de que gás tenha sido usado para adormecer as vítimas. Em San Isidro, um novo secretário de Segurança assumiu com a promessa de reforçar o patrulhamento. Ainda não há balanços consolidados que permitam comparações globais, mas os relatos colhidos sugerem a adaptação das organizações criminosas a diferentes contextos urbanos.

Amplie o olhar

Ler mais
Últimas notícias
Popularidade de Takaichi desaba no Japão com inflação, polémica do sono e desgaste legislativo·Defesa Civil alerta para novas tempestades e risco de tornado no Rio Grande do Sul·CXMT dispara 500% em estreia e torna-se a maior empresa listada da China·Perry Warjiyo demite-se do banco central indonésio em plena crise cambial·Xhaka fica no Sunderland, Barcola rejeita PSG e futuro de Enzo Fernández agita o Chelsea·Autocuidado formalizado pode render US$ 179 mil milhões anuais aos sistemas de saúde·Surto de Ébola no Congo acelera com mil novos casos em dez dias e mortes passam de 1.400·Colonos incendeiam duas mesquitas na Cisjordânia e acirram escalada de violência·Popularidade de Takaichi desaba no Japão com inflação, polémica do sono e desgaste legislativo·Defesa Civil alerta para novas tempestades e risco de tornado no Rio Grande do Sul·CXMT dispara 500% em estreia e torna-se a maior empresa listada da China·Perry Warjiyo demite-se do banco central indonésio em plena crise cambial·Xhaka fica no Sunderland, Barcola rejeita PSG e futuro de Enzo Fernández agita o Chelsea·Autocuidado formalizado pode render US$ 179 mil milhões anuais aos sistemas de saúde·Surto de Ébola no Congo acelera com mil novos casos em dez dias e mortes passam de 1.400·Colonos incendeiam duas mesquitas na Cisjordânia e acirram escalada de violência·
Atualizado 01:293 idiomas · 8 veículos
AnteriorCrime e DesastresPróximo
8 veículos|3 idiomas|3 min de leitura
sábado, 25 de julho de 2026

Roubos a residências e veículos preocupam do Brasil ao Irã

Relatos de vítimas e dados oficiais mostram aumento de invasões com violência; quadrilhas empregam planejamento e tecnologia para explorar rotinas.

Em Belo Horizonte, Silvana Rangel e o marido viram o carro que ainda pagavam ser roubado de um lava-jato, enquanto, em Córdoba, uma família descobriu ao amanhecer que ladrões haviam esvaziado suas contas bancárias e levado eletrodomésticos durante a noite. Os dois episódios, ocorridos em julho, ilustram a escalada de crimes contra o patrimônio registrada em diferentes países, segundo autoridades locais e registos policiais compilados pela imprensa.

No Brasil, o Observatório de Segurança Pública de Minas Gerais contabilizou 4.194 furtos e roubos de veículos no primeiro semestre de 2026 na capital mineira — média de 23 por dia. Em Itapetininga, interior de São Paulo, a Secretaria de Segurança Pública do estado reportou 526 furtos de janeiro a abril, um salto de 8,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Na Argentina, o indicador privado Ituran, que monitoriza 350 mil automóveis, apontou que quase metade dos roubos de veículos na região metropolitana de Buenos Aires ocorre na zona oeste, com predomínio de assaltos à mão armada (68%).

Invasões a residências também preocupam. Em San Isidro, no conurbano bonaerense, três casas foram atacadas em 16 dias, com vítimas idosas amarradas e ameaçadas; dados compilados pela imprensa portenha indicam uma média de 78 episódios diários entre “entraderas” e “escruches” (roubos com e sem moradores). No bairro Las Lomas, fontes policiais registaram 131 ocorrências no semestre, uma redução face a 2023, mas os moradores reforçam a vigilância privada. Em Arequipa, no Peru, uma mulher sofreu o quarto roubo na mesma casa; os ladrões arrombaram a porta de metal minutos após ela sair para levar os filhos à escola.

Fora da América Latina, a polícia de Teerão desarticulou uma quadrilha que esvaziava até frigoríficos durante os assaltos. Os quatro homens, ex-companheiros de cela, usavam chaves mestras e agiam mascarados. Um deles foi identificado por um vídeo feito por um filho adolescente de uma vítima. Advertências de especialistas internacionais, repercutidas por agências de notícias, alertam para o uso de redes sociais pelos criminosos para monitorizar rotinas e ausências dos moradores, recomendando a restrição de privacidade nas plataformas.

As investigações prosseguem em todos os casos. Em Córdoba, peritos analisam a suspeita de que gás tenha sido usado para adormecer as vítimas. Em San Isidro, um novo secretário de Segurança assumiu com a promessa de reforçar o patrulhamento. Ainda não há balanços consolidados que permitam comparações globais, mas os relatos colhidos sugerem a adaptação das organizações criminosas a diferentes contextos urbanos.

Divergência das fontes

Crime e Desastres · 8 veículos · 3 idiomas

0%Baixa

Quanto as fontes relatam os mesmos fatos de maneira diferente.

Esta notícia apareceu em

8 veículos · 3 idiomas

Amplie o olhar

De Geopolitics & Politics

Trump partilha vídeo de estrada marroquina com o seu nome e agradece a Mohammed VI

7 idiomas · 11 veículos

De Economy & Markets

CXMT dispara 500% em estreia e torna-se a maior empresa listada da China

3 idiomas · 7 veículos

De Technology

China intensifica cooperação em inteligência artificial com América Latina e Ásia-Pacífico

3 idiomas · 4 veículos

Ler mais