
Zidane assina com a França até 2030, diz Romano; federação ainda não confirma
Após a saída de Didier Deschamps, Zinedine Zidane é apontado como novo treinador dos Bleus, com a missão de liderar a equipe na Liga das Nações, Euro 2028 e Copa do Mundo de 2030.
A notícia de que Zinedine Zidane será o próximo treinador da seleção francesa de futebol ganhou força nesta terça-feira, quando o jornalista italiano Fabrizio Romano, especializado em transferências, anunciou que o ex-camisa 10 assinou contrato até junho de 2030. A informação, repercutida por veículos do mundo árabe e de Israel, ainda não foi confirmada oficialmente pela Federação Francesa de Futebol, mas surge no vácuo da despedida de Didier Deschamps, que deixou o cargo após 14 anos. A França acabara de ser eliminada na semifinal da Copa do Mundo de 2026 pela Espanha (2 a 0) e perdeu a disputa pelo terceiro lugar para a Inglaterra por 6 a 4, em um torneio que consagrou Kylian Mbappé como artilheiro, com 10 gols, e recordista de gols em Copas (22 no total).
Deschamps, no comando desde 2012, conduziu os Bleus ao título mundial em 2018, ao vice em 2022 e ao quarto lugar em 2026, além da conquista da Liga das Nações em 2021. Em nota de despedida, a federação exaltou sua “excelência, disciplina e amor à camisa azul”. A sucessão por Zidane, 54 anos, era aguardada desde que o técnico deixou o Real Madrid em 2021, após três Ligas dos Campeões consecutivas e dois títulos espanhóis. O diário L’Équipe já havia antecipado o acerto, e o próprio Zidane, segundo a imprensa italiana, já trabalha na montagem de sua comissão técnica, rompendo totalmente com a estrutura anterior.
A cobertura internacional revela matizes regionais. No mundo árabe, jornais como Al Ittihad e Hespress trataram o acordo como fato consumado, destacando a longevidade do vínculo e o currículo de Zidane como jogador e treinador. A imprensa argelina, por sua vez, resgatou a história de que o técnico quase foi preterido nas seleções de base francesas por causa de suas origens — seu primeiro treinador revelou que um selecionador se recusou a convocá-lo “porque ele é argelino”. Na Europa, a ANSA noticiou que o anúncio oficial deve ocorrer até o fim do mês, enquanto Zidane concilia a preparação do projeto com viagens transatlânticas e a presença em jogos da Copa, incluindo a estreia de seu filho Luca, goleiro da Argélia. No Brasil, a nomeação é vista como a volta de um ícone a um palco que ele dominou como jogador, mas também gera curiosidade sobre como lidará com a renovação de uma geração que ainda tem Mbappé como referência.
O primeiro desafio de Zidane será a Liga das Nações de 2027, seguida pela Eurocopa de 2028 e, como ápice, a Copa do Mundo de 2030. A dança das cadeiras nas seleções de ponta inclui ainda Jürgen Klopp assumindo a Alemanha, Arne Slot cotado para a Holanda e Mark van Bommel para a Bélgica, num verão de mudanças que redesenha o mapa do futebol de seleções. Para a França, a expectativa é que o novo treinador, com sua aura de campeão, consiga recolocar os Bleus no topo após a frustração em solo americano.
| Imprensa árabe Levante-Magrebe | −0.20 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa europeia continental | +0.50 | aligned |
| Imprensa israelense | 0.00 | neutral |
Zidane, filho de imigrantes argelinos, teve que superar o racismo para se tornar técnico da França.
Ao relatar um episódio de discriminação passada, o bloco liga o sucesso de Zidane à sua identidade argelina, criando uma narrativa de redenção.
O bloco omite o contexto europeu dos outros grandes treinadores e os recordes de Mbappé, que desviariam a atenção da identidade.
A França garante um treinador de classe mundial, num verão em que as grandes seleções se renovam com nomes de prestígio.
Ao colocar a nomeação numa tendência europeia, o bloco normaliza a mudança e apresenta-a como uma evolução natural do futebol continental.
O bloco omite as controvérsias sobre as origens de Zidane e a discriminação, que minariam a narrativa celebratória.
Zidane assinou um contrato de longo prazo com a França, enquanto Mbappé continua a quebrar recordes mundiais.
Ao fornecer dados estatísticos precisos, o bloco adota um tom de crónica asséptica que evita interpretações políticas ou identitárias.
O bloco omite a história de discriminação sofrida por Zidane e o contexto europeu dos outros treinadores, o que acrescentaria complexidade.
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