
Tribunal dos EUA homologa acordo de US$ 1,5 bilhão entre Anthropic e autores por direitos autorais
Homologação encerra ação coletiva de autores, mas Anthropic enfrenta novo processo da Universidade do Tennessee por violação de patentes.
A juíza distrital dos EUA, Araceli Martinez-Olguin, homologou na segunda-feira (20) o acordo de 1,5 mil milhões de dólares (cerca de 8,2 mil milhões de reais) entre a empresa de inteligência artificial Anthropic e um grupo de autores que a acusavam de utilizar indevidamente os seus livros para treinar o chatbot Claude. A decisão encerra a primeira grande ação coletiva sobre direitos de autor no treino de modelos de linguagem nos Estados Unidos. O tribunal já decidira, em setembro de 2025, que o treino de IA com livros constituía “uso justo” (fair use) ao abrigo da lei norte-americana, mas considerou ilegal o armazenamento de mais de sete milhões de cópias pirateadas numa biblioteca central da empresa.
A Anthropic, apoiada pela Amazon e pela Alphabet, afirmou, por meio da sua vice-conselheira geral, Aparna Sridhar, que o acordo foi alcançado após aquela decisão histórica e que mais de 91% dos autores abrangidos já reclamaram a sua parte. O advogado principal dos autores, Justin Nelson, classificou o montante como “o maior acordo de recuperação de direitos de autor da história”. Alguns escritores opuseram-se, alegando que o valor era insuficiente ou que os honorários dos advogados eram excessivos, mas a juíza rejeitou as objeções, considerando que não se baseavam numa avaliação realista dos riscos de um julgamento. Aos advogados foram concedidos 101 milhões de dólares, abaixo dos 187,5 milhões solicitados.
Enquanto o acordo era homologado na Califórnia, a Fundação de Pesquisa da Universidade do Tennessee apresentou, no mesmo dia, uma ação judicial no tribunal federal de Delaware por alegada violação de patentes. A universidade sustenta que os sistemas de IA da Anthropic infringem duas patentes sobre tecnologia de aprendizagem automática inspirada na neurociência, desenvolvidas pelos seus professores. “A abordagem desconsiderada da Anthropic em relação aos direitos de propriedade intelectual de terceiros vai além do uso de material protegido por direitos de autor”, argumentou a instituição, que pede indemnização por danos não especificada e uma liminar para impedir a utilização das patentes.
O caso insere-se numa vaga global de litígios e debates regulatórios sobre a utilização de obras protegidas no treino de inteligência artificial. Nos EUA, a doutrina do fair use tem sido invocada por empresas tecnológicas, mas a decisão sobre a biblioteca central de livros pirateados mostra limites. Na Rússia, entidades de defesa de direitos autorais pediram ao governo e ao partido no poder que alterem um projeto de lei sobre IA para exigir o licenciamento de obras, temendo que a versão atual permita o uso livre de conteúdos disponíveis na internet. No Brasil, a discussão também avança: projeções da consultoria Market US, citadas pela imprensa económica, apontam que o ecossistema de criações por IA poderá movimentar mais de 40 mil milhões de dólares até 2033, pressionando o direito autoral a migrar de uma “era da inspiração” para uma “era da estrutura da apropriação”.
A distribuição dos valores do acordo aos autores deverá ocorrer “o mais rapidamente possível”, segundo o advogado dos demandantes. Alguns autores e editoras que não aderiram ao acordo mantêm ações judiciais separadas contra a Anthropic, ainda em curso. O processo de patentes da Universidade do Tennessee está na fase inicial. O desfecho destes casos poderá influenciar a definição dos limites legais para o treino de modelos de IA em diferentes jurisdições.
| Imprensa europeia continental | −0.80 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa russa e CEI | +0.70 | aligned |
| Imprensa latino-americana | 0.00 | neutral |
| Imprensa do Sudeste Asiático | +0.30 | aligned |
Anthropic deliberately violated copyrights and even celebrated it. The settlement is an admission, but the practice must be stopped.
By quoting internal messages, the narrative creates the impression of intentional wrongdoing, strengthening moral condemnation.
The account omits that a court later ruled that training AI on books can be considered fair use, which relativizes the legal basis of the settlement.
Anthropic reached a settlement without admitting guilt, and the court confirmed that training AI on books is fair use. This is a victory for the AI industry.
Emphasizing the court's fair use ruling makes the settlement appear not as a punishment but as a compromise favorable to Anthropic.
The mention that Anthropic deliberately used a pirate archive and that the founder celebrated it is absent.
O acordo de US$ 1,5 bilhão é um marco, mas não resolve a tensão entre inovação em IA e direitos autorais. O fair use ainda está sendo testado nos tribunais.
Ao apresentar múltiplos ângulos (acordo, patentes, opinião), a cobertura sugere que o tema é complexo e sem conclusão definitiva, evitando tomar partido.
Não são mencionados o e-mail interno da Anthropic sobre o uso consciente de um arquivo pirata nem a decisão judicial que considerou o treinamento de IA como fair use.
The Anthropic settlement is a minor bump on the road to an AI-powered future. The real story is the unprecedented progress AI will bring in the next five years.
By framing the legal case as a mere detail within a larger narrative of inevitable progress, the article minimizes its significance and directs attention to optimistic forecasts.
The article omits all specifics of the Anthropic copyright case, including the $1.5 billion settlement, the allegations of deliberate infringement, and the fair use ruling, thereby avoiding any negative framing.
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