
Trump diz estar perto de decidir ataque massivo ao Irão e avisa que Teerão 'ainda não sofreu o suficiente'
Presidente americano admite operação militar de grande escala, enquanto tensões no Médio Oriente disparam preço do petróleo e Congresso dos EUA vota contra a guerra.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista ao portal Axios que está seriamente a considerar o reinício de operações militares de grande escala contra o Irão, admitindo estar “perto de uma decisão” e que as forças norte-americanas “estão todas prontas”. Trump caracterizou a possível ofensiva como “um ataque maciço, maior do que nunca”, ultrapassando a dimensão da Operação Fúria Épica, e sublinhou que o Irão “ainda não sofreu o suficiente” para aceitar um acordo. A entrevista ocorre após 12 noites consecutivas de bombardeamentos dos EUA contra alvos iranianos e respostas de Teerão contra bases americanas em países do Médio Oriente, num ciclo de escalada que se intensifica desde o colapso de um cessar-fogo em junho.
Na perspetiva de Washington, a administração Trump mantém que o Irão quer negociar, mas que a liderança iraniana ainda não demonstrou flexibilidade. Duas fontes regionais envolvidas nos esforços de mediação confirmaram ao Axios que o Irão não aceitou a última proposta apresentada, classificando a postura de Teerão como “pouco colaborante”. Trump advertiu que Israel “se juntaria em dois minutos” a uma operação se solicitado, embora tenha ressalvado que isso traria “consequências”, sugerindo uma possível retaliação iraniana contra o território israelita. Ao mesmo tempo, os rebeldes houthis do Iémen, apoiados por Teerão, reivindicaram ataques a navios sauditas no Mar Vermelho, levando Trump a ameaçar responsabilizar diretamente o Irão por qualquer nova ação.
As implicações práticas do agravamento já se fazem sentir nos mercados globais: o preço do barril de Brent superou os 100 dólares, impulsionado pelo receio de interrupção do tráfego no Estreito de Ormuz, via por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial. Para economias de países lusófonos produtores, como Angola e Brasil, a subida das cotações gera receitas adicionais, mas também acentua o risco de instabilidade financeira internacional. Na esfera política, a Câmara dos Representantes dos EUA aprovou, por margem estreita, uma resolução que exige autorização do Congresso para qualquer ação militar, sinalizando uma erosão do apoio a uma guerra que, segundo sondagens, 68% dos americanos consideram “não valer a pena”.
Do lado iraniano, o porta-voz das forças armadas, Mohamad Akraminia, declarou na televisão estatal que as retaliações prosseguirão enquanto os ataques americanos contra infraestruturas e zonas costeiras do país não cessarem. Teerão já havia prometido uma resposta “olho por olho”, ameaçando atingir pontes, centrais elétricas e até instalações nucleares na região, como o complexo de Pickaxe Mountain. Diplomatas em Lisboa e Brasília acompanham com preocupação a possibilidade de contágio regional, que poderia afetar rotas comerciais e a segurança de comunidades lusófonas no Médio Oriente, embora até ao momento não tenham sido reportados incidentes diretos com cidadãos desses países.
As perspetivas de um recuo diplomático permanecem incertas. O mediador paquistanês e outros intervenientes regionais prosseguem contactos, mas, segundo fontes citadas pela imprensa internacional, não há avanços. O presidente Trump declarou que Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelita, deverá visitar Washington na próxima semana para uma cerimónia fúnebre, o que poderá proporcionar margem para consultas ao mais alto nível. Enquanto isso, o Senado americano prepara-se para analisar uma resolução semelhante à da Câmara, num teste à capacidade do Executivo de sustentar a atual trajetória bélica sem um claro mandato legislativo.
| Imprensa iraniana e afins | −0.90 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa israelense | +0.30 | aligned |
| Imprensa russa e CEI | −0.40 | critical |
| Imprensa latino-americana | −0.20 | neutral |
Un presidente guerrafondaio minaccia un'Iran innocente: la vera vittima dell'aggressione americana è la pace regionale.
The bloc amplifies Trump's most aggressive phrasing and omits any context that might justify US actions, creating a narrative of unprovoked victimhood.
It leaves out the Congressional opposition to war and the diplomatic efforts underway to de-escalate tensions.
Israele è un alleato affidabile e pronto, il cui ruolo strategico è riconosciuto da Washington.
By highlighting Israel's quick readiness and Trump's acknowledgment, the bloc positions Israel as indispensable, while downplaying risks.
It omits the fact that Trump said he hasn't decided and that Congress is trying to restrain the president's war powers.
La Russia osserva con distacco le manovre americane, notando che la decisione non è presa e che le conseguenze potrebbero essere gravi.
By emphasizing the lack of final decision and the geopolitical chessboard, the bloc avoids alarmism and presents a calculated, analytical view.
It omits the emotional impact on civilians and the humanitarian concerns raised by other media.
La decisione di Trump è pericolosa: il prezzo del petrolio sale e il Congresso frena. La guerra non conviene a nessuno.
By linking the military threat to concrete economic consequences and institutional checks, the bloc frames the issue as a matter of prudence and cost-benefit.
It omits the Israeli readiness narrative and the broader strategic ambitions behind Trump's rhetoric.
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