
FAA alerta para assentos mal instalados em centenas de Boeing 737 MAX
Agência dos EUA propõe inspeção de 453 aviões registados no país; defeito pode causar ferimentos em aterragens de emergência e afetar operadoras globais como a brasileira Gol.
A Administração Federal de Aviação (FAA) dos Estados Unidos propôs na segunda-feira uma diretriz de aeronavegabilidade que obriga à inspeção de 453 aviões Boeing 737 MAX registados no país, após detetar que conjuntos de assentos de passageiros foram instalados incorretamente nos trilhos de fixação. A falha, segundo a agência, pode fazer com que os assentos se soltem durante turbulência severa ou aterragens de emergência, aumentando o risco de lesões para passageiros e tripulantes e podendo bloquear o corredor de evacuação.
A Boeing confirmou que emitiu orientações aos operadores em dezembro de 2025 e declarou apoiar a transformação dessas recomendações em requisito obrigatório. A FAA estima que cada avião possa ter até 69 conjuntos de assentos afetados, com uma hora de trabalho por conjunto para inspeção e outra para correção, sem necessidade de peças sobressalentes. A diretriz aplica-se apenas a aeronaves registadas nos EUA, mas reguladores estrangeiros — como a Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) e a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) do Brasil — habitualmente adotam medidas equivalentes, o que poderá estender o impacto à frota global de quase 2.300 aparelhos.
Na perspetiva de Brasília, a eventual adoção da diretriz pela ANAC afetaria diretamente a Gol Linhas Aéreas, principal operadora brasileira do 737 MAX, com dezenas de unidades na sua frota. Observadores em Lisboa notam que, embora a TAP Air Portugal não opere o modelo, a EASA poderá emitir uma diretiva própria, alargando as inspeções a companhias europeias que utilizam o avião. Em África, onde o 737 MAX é operado por transportadoras como a Ethiopian Airlines, os reguladores nacionais também costumam seguir as determinações da FAA, o que poderá gerar um efeito cascata.
O novo alerta surge num momento em que a Boeing tenta restaurar a confiança na qualidade de produção, sob a liderança do presidente-executivo Kelly Ortberg. Em janeiro de 2024, um painel de porta se soltou de um 737 MAX 9 da Alaska Airlines em pleno voo, levando à suspensão temporária de 171 aeronaves e a uma investigação do Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB), que concluiu que a fabricante não forneceu formação e supervisão adequadas. A diretriz proposta pela FAA está agora em período de comentários públicos; a versão final deverá fixar um prazo de cumprimento baseado no boletim da Boeing de dezembro de 2025, com as inspeções a poderem ser realizadas em simultâneo por várias equipas para reduzir o tempo de imobilização.
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The FAA issues a safety directive; international operators will follow.
By directly citing the FAA and providing the number of affected aircraft, the report presents itself as pure objective information.
The FAA identifies a safety issue; the directive is standard procedure.
By presenting the FAA's proposal as a direct quote and including the number of aircraft, the report establishes credibility through official sources.
The FAA detects a seat installation flaw; the directive is a necessary safety measure.
The article uses the FAA's own language and the specific number of aircraft to convey factual authority.
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