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Crime e Desastressexta-feira, 3 de julho de 2026

Terremotos na Venezuela: mortos chegam a 2.595 e desaparecidos podem ser 50 mil

Presidente interina Delcy Rodríguez atualiza balanço oito dias após os sismos; operações de resgate prosseguem com apoio de equipas de 33 países, incluindo o Brasil.

O número de vítimas fatais do duplo terremoto que atingiu o norte da Venezuela em 24 de junho subiu para 2.595, de acordo com o balanço oficial divulgado nesta quinta-feira (2) pela presidente interina, Delcy Rodríguez. O governo contabiliza ainda 12.400 feridos, enquanto as operações de busca e salvamento continuam nas áreas mais afetadas, sobretudo no estado costeiro de La Guaira, onde centenas de edifícios desabaram.

Os sismos, de magnitudes 7,2 e 7,5 na escala Richter, ocorreram com menos de um minuto de intervalo e foram seguidos por mais de 600 réplicas, segundo os serviços geológicos. A região de La Guaira, em particular as localidades de Catia La Mar e Caraballeda, concentra a maior destruição. Equipas de resgate de 33 países, entre as quais brigadas brasileiras, atuam no terreno com equipamentos de deteção acústica e câmaras de fibra ótica. Na quinta-feira, um vigilante de 43 anos foi retirado com vida após oito dias sob os escombros de um centro comercial, num resgate que mobilizou mais de 100 especialistas internacionais.

A dimensão real da tragédia permanece incerta. As Nações Unidas estimam que o número de desaparecidos possa chegar a 50 mil, mas o governo venezuelano não divulgou um balanço oficial. Listas não oficiais, geridas por organizações da sociedade civil, apontavam cerca de 38.500 pessoas por localizar na noite de quinta-feira. A Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiu que o total de mortos deverá “aumentar de forma considerável” à medida que as tarefas de resgate dão lugar à recuperação de corpos. A agência sanitária sublinhou que o impacto foi agravado por anos de subinvestimento e crise financeira, com carências de até 37% de medicamentos essenciais em muitos hospitais antes mesmo dos abalos.

A resposta do governo tem sido alvo de críticas de familiares e de organizações não-governamentais, que relatam demoras e obstruções. A presidente interina rejeitou as acusações, classificando-as de “miseráveis” e garantindo que o sistema de proteção civil foi ativado “imediatamente”. Em paralelo, Caracas negocia com o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial linhas de crédito e um fundo de reconstrução de 200 milhões de dólares. Portugal decretou um dia de luto nacional pelas vítimas, e vários líderes, incluindo os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos, manifestaram solidariedade.

As autoridades mantêm a fase de busca ativa, mas reconhecem que as probabilidades de encontrar sobreviventes diminuem drasticamente. O balanço oficial é provisório e deverá ser revisto à medida que as equipas avançam na remoção dos escombros.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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O governo apresenta o número de vítimas como rigoroso e definitivo, destacando a ativação imediata da resposta de emergência e a chegada de ajuda internacional para a reconstrução. Defende-se das acusações de atraso e mantém o foco nas operações de busca em andamento.

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Fontes não oficiais e organizações internacionais sugerem que o número real de mortos é muito maior do que o governo admite. O executivo é acusado de minimizar o desastre e de responder com lentidão, enquanto a ONU alerta para dezenas de milhares de desaparecidos.

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sexta-feira, 3 de julho de 2026

Terremotos na Venezuela: mortos chegam a 2.595 e desaparecidos podem ser 50 mil

Presidente interina Delcy Rodríguez atualiza balanço oito dias após os sismos; operações de resgate prosseguem com apoio de equipas de 33 países, incluindo o Brasil.

O número de vítimas fatais do duplo terremoto que atingiu o norte da Venezuela em 24 de junho subiu para 2.595, de acordo com o balanço oficial divulgado nesta quinta-feira (2) pela presidente interina, Delcy Rodríguez. O governo contabiliza ainda 12.400 feridos, enquanto as operações de busca e salvamento continuam nas áreas mais afetadas, sobretudo no estado costeiro de La Guaira, onde centenas de edifícios desabaram.

Os sismos, de magnitudes 7,2 e 7,5 na escala Richter, ocorreram com menos de um minuto de intervalo e foram seguidos por mais de 600 réplicas, segundo os serviços geológicos. A região de La Guaira, em particular as localidades de Catia La Mar e Caraballeda, concentra a maior destruição. Equipas de resgate de 33 países, entre as quais brigadas brasileiras, atuam no terreno com equipamentos de deteção acústica e câmaras de fibra ótica. Na quinta-feira, um vigilante de 43 anos foi retirado com vida após oito dias sob os escombros de um centro comercial, num resgate que mobilizou mais de 100 especialistas internacionais.

A dimensão real da tragédia permanece incerta. As Nações Unidas estimam que o número de desaparecidos possa chegar a 50 mil, mas o governo venezuelano não divulgou um balanço oficial. Listas não oficiais, geridas por organizações da sociedade civil, apontavam cerca de 38.500 pessoas por localizar na noite de quinta-feira. A Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiu que o total de mortos deverá “aumentar de forma considerável” à medida que as tarefas de resgate dão lugar à recuperação de corpos. A agência sanitária sublinhou que o impacto foi agravado por anos de subinvestimento e crise financeira, com carências de até 37% de medicamentos essenciais em muitos hospitais antes mesmo dos abalos.

A resposta do governo tem sido alvo de críticas de familiares e de organizações não-governamentais, que relatam demoras e obstruções. A presidente interina rejeitou as acusações, classificando-as de “miseráveis” e garantindo que o sistema de proteção civil foi ativado “imediatamente”. Em paralelo, Caracas negocia com o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial linhas de crédito e um fundo de reconstrução de 200 milhões de dólares. Portugal decretou um dia de luto nacional pelas vítimas, e vários líderes, incluindo os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos, manifestaram solidariedade.

As autoridades mantêm a fase de busca ativa, mas reconhecem que as probabilidades de encontrar sobreviventes diminuem drasticamente. O balanço oficial é provisório e deverá ser revisto à medida que as equipas avançam na remoção dos escombros.

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Quanto as fontes relatam os mesmos fatos de maneira diferente.

Como se dividem

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Como a mesma história é contada em outros lugares.

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O governo apresenta o número de vítimas como rigoroso e definitivo, destacando a ativação imediata da resposta de emergência e a chegada de ajuda internacional para a reconstrução. Defende-se das acusações de atraso e mantém o foco nas operações de busca em andamento.

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Fontes não oficiais e organizações internacionais sugerem que o número real de mortos é muito maior do que o governo admite. O executivo é acusado de minimizar o desastre e de responder com lentidão, enquanto a ONU alerta para dezenas de milhares de desaparecidos.

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