
Terremotos na Venezuela: La Guaira é declarada zona de desastre com dezenas de edifícios colapsados
Presidente interina Delcy Rodríguez afirma que região costeira concentra os danos mais severos, enquanto o número de mortos no país sobe para 164 e equipas internacionais se mobilizam.
O estado costeiro de La Guaira, no norte da Venezuela, foi declarado “zona de desastre” pela presidente interina, Delcy Rodríguez, após dois fortes sismos consecutivos atingirem a região na noite de quarta-feira. De acordo com o governo venezuelano, o balanço nacional de vítimas mortais subiu para 164, com 971 feridos, mas as autoridades advertem que os números de La Guaira ainda não estão totalmente contabilizados, o que pode elevar significativamente o total. A região, que alberga o principal aeroporto internacional do país e é um destino turístico muito procurado pelos habitantes de Caracas, concentra os danos mais extensos, com dezenas de edifícios residenciais e hoteleiros colapsados.
Imagens divulgadas nas redes sociais e pela televisão estatal mostram estruturas reduzidas a escombros, ruas fissuradas e operações de resgate em busca de sobreviventes. O Hotel Edward, emblemático da orla de La Guaira, desabou por completo. O Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Maiquetía, teve as operações suspensas por tempo indeterminado devido a danos estruturais graves. A coincidência dos tremores com o feriado do aniversário da Batalha de Carabobo levou milhares de pessoas às praias da região, o que, segundo fontes humanitárias, pode ter agravado o número de vítimas. O estádio de beisebol Jorge Luis García Carneiro foi adaptado como abrigo temporário para acolher desalojados e feridos.
A resposta internacional foi imediata. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ofereceu ajuda humanitária e mobilizou equipas de busca e salvamento. Os governos do Brasil, China, República Dominicana, El Salvador, México e Catar também anunciaram o envio de apoio, enquanto o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, manifestou consternação. A dimensão da tragédia reaviva a memória das inundações e deslizamentos de 1999 que devastaram a mesma região, então chamada Vargas, cujo balanço de vítimas permanece até hoje envolto em controvérsia — estimativas variam entre 700 e 50 mil mortos, com historiadores a questionar a fiabilidade dos números mais elevados.
As operações de busca e salvamento prosseguem, com equipas a trabalhar contra o relógio para encontrar sobreviventes sob os escombros. O governo venezuelano decretou estado de emergência nacional, suspendeu as aulas e convocou profissionais de saúde. O metrô de Caracas foi encerrado e o acesso a La Guaira está condicionado às necessidades dos socorristas. O balanço definitivo de vítimas permanece em aberto, enquanto as autoridades tentam estabelecer a real extensão dos danos numa das zonas mais densamente povoadas do litoral venezuelano.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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La Guaira foi declarada zona de desastre após os fortes terremotos que atingiram a Venezuela. A presidente interina classificou a situação como uma verdadeira tragédia, com dezenas de prédios desabados e equipes de resgate trabalhando incansavelmente. O balanço provisório é de 164 mortos e quase mil feridos, enquanto a ajuda internacional é aguardada.
O desastre sísmico na Venezuela expõe as falhas crônicas de infraestrutura e a gestão opaca do regime. Enquanto o governo relata 164 mortos, fontes independentes temem números muito maiores e denunciam atrasos nos esforços de resgate. A crise humanitária se aprofunda em um país já marcado pelo colapso econômico e isolamento internacional.
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