
Inglaterra fecha treinos e México reforça segurança para duelo nas oitavas
Após quatro mortes em celebrações no Paseo de la Reforma, autoridades mexicanas pedem moderação no álcool e dispersão de multidões, enquanto Thomas Tuchel isola a seleção inglesa para o jogo no Estádio Azteca.
A euforia que tomou a Cidade do México na madrugada de quarta-feira terminou em asfixia e luto. Cerca de 1,4 milhões de pessoas haviam saído às ruas para festejar a vitória por 2 a 0 sobre o Equador, que garantiu a seleção anfitriã nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. No Paseo de la Reforma, a multidão se comprimiu de tal forma que três torcedores — duas mulheres, de 19 e 48 anos, e um homem de 44 — morreram por sufocamento; uma quarta vítima faleceu no hospital após uma crise convulsiva. O episódio transformou a preparação para o confronto com a Inglaterra, no domingo, num teste de logística urbana e de responsabilidade coletiva.
Dentro de campo, o México chega embalado por quatro vitórias sem sofrer gols: bateu África do Sul (2-0), Coreia do Sul (1-0), República Tcheca (3-0) e Equador. A Inglaterra também está invicta, mas com trajeto mais acidentado — goleou a Croácia (4-2), empatou sem gols com Gana, superou o Panamá (2-0) e escapou da eliminação contra a RD Congo com dois gols de Harry Kane nos minutos finais (2-1). O duelo no Estádio Azteca, a 2.240 metros de altitude, impõe uma variável física que Thomas Tuchel classificou como “desvantagem” para os europeus. “A bola voará de forma diferente, talvez cinco metros a mais”, disse o treinador alemão, que alterou o plano de viagem e levará o elenco à capital mexicana na sexta-feira, dois dias antes da partida, em vez de apenas na véspera.
A preparação inglesa foi cercada de sigilo. Tuchel fechou os treinos em Kansas City e manteve em segredo o hotel onde a delegação ficará hospedada, temendo a repetição do que sofreu o Equador: buzinas, fogos de artifício e cânticos de torcedores mexicanos que invadiram a madrugada em frente à concentração adversária. A comissão técnica distribuiu máquinas de ruído branco e suplementos para melhorar o sono dos jogadores. Na perspetiva de observadores em Lisboa, a blindagem lembra a operação de grandes clubes europeus em eliminatórias da Liga dos Campeões, mas ganha contornos inéditos numa Copa em que o anfitrião joga em casa.
A presidente Claudia Sheinbaum e a chefe de governo da capital, Clara Brugada, anunciaram um plano de dispersão para evitar novas aglomerações letais. Oito pontos de apoio com telões, sanitários e atendimento médico serão espalhados ao longo do Paseo de la Reforma, da Puerta de los Leones ao Hemiciclo a Juárez, para que os torcedores não se concentrem apenas no Ángel de la Independencia. Sheinbaum apelou à “responsabilidade individual” e pediu que se evite o abuso de álcool, enquanto Omar García Harfuch, secretário de Segurança federal, garantiu coordenação com a polícia local. A recomendação oficial é clara: se a praça estiver lotada, o torcedor deve procurar outro ponto de celebração.
O vencedor do confronto avançará para as quartas de final, mantendo vivo o sonho do título. Para o México, será a oportunidade de seguir fazendo história diante de sua torcida; para a Inglaterra, a chance de superar o fator altitude e a pressão de um estádio que já foi palco de finais mundiais. O apito inicial está marcado para as 18h locais de domingo (1h de segunda-feira em Lisboa e em Luanda), e o desfecho, seja qual for, encontrará uma cidade determinada a celebrar sem repetir a tragédia.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A presidente mexicana Claudia Sheinbaum pede aos torcedores que celebrem com responsabilidade e moderem o consumo de álcool antes da partida da Copa do Mundo contra a Inglaterra, após a morte de quatro pessoas durante as comemorações anteriores. Ela expressa confiança na vitória e defende o plano de segurança implementado pelo governo da cidade. A narrativa enfatiza o papel proativo do governo e a necessidade de responsabilidade coletiva.
As autoridades mexicanas emitem um aviso de segurança aos torcedores após uma aglomeração fatal durante as comemorações da vitória anterior na Copa do Mundo que deixou quatro mortos. O aviso vem antes da partida contra a Inglaterra, com as autoridades instando os torcedores a evitar álcool excessivo e locais lotados. A narrativa foca no perigo e na necessidade de cautela, enquadrando o próximo evento como um risco potencial.
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