
Singapura retoma topo do ranking de competitividade; Suíça cai para terceiro
A economia suíça perdeu a liderança no IMD World Competitiveness Ranking de 2026, pressionada por tarifas dos EUA e queda nos investimentos, enquanto Singapura e Hong Kong consolidam o domínio asiático.
A Suíça deixou escapar o título de economia mais competitiva do mundo, recuando do primeiro para o terceiro lugar no ranking anual do International Institute for Management Development (IMD), divulgado esta quinta-feira. Singapura, que já ocupara a liderança em 2024, regressou ao topo impulsionada por um salto na eficiência empresarial, enquanto Hong Kong alcançou a segunda posição — o seu melhor resultado em sete anos — graças a um desempenho sólido nos quatro pilares avaliados: desempenho económico, eficiência governamental, eficiência empresarial e infraestruturas. A queda suíça, analisada por especialistas europeus, reflecte sobretudo o enfraquecimento do subfactor «desempenho económico», agravado pela valorização do franco suíço e pelas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos, que travaram o investimento directo estrangeiro.
A ascensão asiática não se limitou às duas primeiras posições. Taiwan subiu do sexto para o quarto lugar, reforçando uma concentração inédita de economias da região no topo da tabela. Observadores em Singapura e Hong Kong sublinham que a eficiência empresarial e a solidez das infraestruturas foram determinantes para este desempenho, num contexto em que as cadeias de valor globais se reconfiguram e a confiança dos investidores se desloca para jurisdições percebidas como estáveis. Os Estados Unidos também melhoraram, regressando ao décimo lugar, mas a Europa deu sinais de fragilidade: a Dinamarca caiu da quarta para a sexta posição, a Suécia desceu um degrau e a Alemanha perdeu quatro lugares, fixando-se no 23.º posto, num reflexo das incertezas geopolíticas e dos conflitos comerciais que penalizam o continente.
Para as economias lusófonas, o ranking do IMD oferece mais do que uma fotografia da elite competitiva — funciona como um barómetro das tendências que moldam os fluxos de capital. Na perspetiva de Brasília, a subida de Singapura e Hong Kong confirma a centralidade da eficiência regulatória e da abertura comercial, áreas em que o Brasil ainda enfrenta desafios estruturais. Em Lisboa, analistas notam que a queda de países europeus tradicionalmente sólidos, como a Dinamarca e a Alemanha, acende um alerta para Portugal, cuja competitividade depende da capacidade de atrair investimento externo num ambiente de juros ainda elevados e de concorrência fiscal acrescida. Já as nações africanas de língua portuguesa, em fases distintas de desenvolvimento, podem extrair lições sobre a importância da previsibilidade institucional e da diversificação económica para subir numa tabela que avalia 70 economias.
O regresso de Singapura ao primeiro lugar e a resiliência de Hong Kong mostram que a competitividade se joga cada vez mais na capacidade de adaptação rápida a choques externos. A Suíça, apesar do recuo, permanece entre os três primeiros e mantém intactos os alicerces do seu modelo — inovação, formação profissional e estabilidade política —, mas o episódio revela que mesmo as economias mais sólidas são vulneráveis a alterações súbitas nas regras do comércio global. Com as tensões tarifárias longe de estarem resolvidas e a geopolítica a ditar o ritmo dos investimentos transfronteiriços, a edição de 2026 do ranking do IMD antecipa um ciclo em que a agilidade estratégica valerá tanto quanto a solidez histórica.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A Suíça perde a coroa da competitividade global, caindo para o terceiro lugar devido à queda dos investimentos e aos conflitos comerciais. O modelo suíço continua sólido, mas a ascensão de Singapura e Hong Kong sinaliza o fortalecimento asiático. A Alemanha também recua, evidenciando uma divergência crescente entre as economias europeias.
Singapura assume o primeiro lugar no ranking IMD, destronando a Suíça, prejudicada pelas tarifas dos EUA e pelo franco forte. Hong Kong sobe para o segundo lugar, consolidando o domínio asiático no topo. A queda suíça reflete a vulnerabilidade das economias ocidentais às mudanças nos fluxos de capital e às tensões geopolíticas.
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