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Sorteio de Wimbledon define estreias de Sinner, Djokovic e o regresso de Serena Williams

O italiano defensor do título enfrenta Kecmanovic, o sérvio encara Wu Yibing e a norte-americana de 44 anos reencontra a competição individual frente a Maya Joint.

O sorteio realizado esta sexta-feira em Londres desenhou os caminhos para a edição de 2026 de Wimbledon, que arranca na próxima segunda-feira. O italiano Jannik Sinner, número um mundial e campeão em título, inicia a defesa do troféu frente ao sérvio Miomir Kecmanovic, enquanto Novak Djokovic, sete vezes vencedor do torneio, mede forças com o chinês Wu Yibing. Na variante feminina, o regresso de Serena Williams, de 44 anos, aos singulares de um Grand Slam após quase quatro anos de ausência, terá como primeiro obstáculo a australiana Maya Joint, 53.ª do ranking, num duelo que opõe duas gerações separadas por 24 anos.

A metade superior do quadro masculino projeta um potencial reencontro entre Sinner e Djokovic nas meias-finais, reedição do confronto do ano passado que o italiano venceu em sets diretos a caminho do título. Antes disso, Sinner poderá cruzar com o russo Daniil Medvedev nos quartos de final, enquanto Djokovic, que aos 39 anos persegue o 25.º título do Grand Slam, terá pela frente um percurso que inclui o grego Stefanos Tsitsipas na segunda ronda e, caso avance, o brasileiro João Fonseca nos oitavos. Fonseca, 27.º cabeça de série, estreia-se contra o espanhol Roberto Bautista Agut, de 38 anos, e carrega a memória da épica vitória sobre Djokovic em Roland Garros, há poucas semanas, quando recuperou de dois sets de desvantagem numa batalha de quase cinco horas. Na perspetiva do Rio de Janeiro, a expectativa é de que o jovem carioca possa repetir a surpresa, embora a preparação tenha sido condicionada por um desconforto no ombro direito que o levou a desistir do torneio de Eastbourne.

O regresso de Serena Williams domina as atenções no All England Club. A norte-americana, que não disputa um encontro individual desde a derrota frente a Ajla Tomljanovic no US Open de 2022, recebeu um convite da organização e também alinhará em pares ao lado da irmã Venus, de 46 anos. Na primeira ronda de pares, as irmãs Williams enfrentam a colombiana Camila Osorio e a argentina Solana Sierra, um duelo que, para Bogotá, representa um momento histórico para o ténis sul-americano. Osorio, que em singulares defronta a suíça Simona Waltert, terá ainda a companhia de Emiliana Arango, que regressa ao top 100 e estreia-se contra a russa Anastasia Gasanova.

A ausência do espanhol Carlos Alcaraz, lesionado no pulso direito, retira um dos principais candidatos e abre espaço para que Alexander Zverev, recém-coroado campeão de Roland Garros, procure contrariar o seu historial menos favorável na relva. O alemão, segundo cabeça de série, inicia a campanha diante do belga Alexander Blockx. Na variante feminina, a polaca Iga Swiatek defende o título contra a norte-americana Taylor Townsend, enquanto a bielorrussa Aryna Sabalenka, líder do ranking, joga com a sérvia Teodora Kostovic. Mirra Andreeva, a russa de 19 anos que conquistou o seu primeiro major em Paris, mede forças com a polaca Magda Linette.

A competição arranca sob o signo da tradição e da inovação: Wimbledon introduz este ano a tecnologia de revisão de vídeo, mas mantém o ritual do relvado imaculado e do vestuário branco. Nos treinos que antecederam o sorteio, Sinner e Djokovic partilharam o court central num ambiente descontraído, com o italiano a arrancar aplausos do sérvio após um ponto vistoso. Paralelamente, um grupo de jogadores de topo prepara um protesto contra o que considera um aumento insuficiente da distribuição de prémios, que representa menos de 22% das receitas do torneio, um pano de fundo que poderá marcar os primeiros dias da prova londrina.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Imprensa japonesa-coreanaImprensa atlântica / anglosfera
Imprensa japonesa-coreana
TriunfoUrgência

O regresso de Serena Williams a Wimbledon é a única história que importa. Quando ela entrar no Centre Court, todo o torneio ficará eletrizado apenas com a sua presença.

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IroniaCeticismo

O regresso de Serena Williams é pintado como uma oportunidade de ouro para a jovem australiana Maya Joint. Aos 44 anos e mãe de dois filhos, Williams é apresentada como a parte mais fraca, com a jovem de 20 anos a ser apontada como favorita apesar da sua própria má fase. A diferença de idades e a longa ausência são sublinhadas com um tom cético, quase irónico.

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Atualizado 00:543 idiomas · 5 veículos
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sexta-feira, 26 de junho de 2026

Sorteio de Wimbledon define estreias de Sinner, Djokovic e o regresso de Serena Williams

O italiano defensor do título enfrenta Kecmanovic, o sérvio encara Wu Yibing e a norte-americana de 44 anos reencontra a competição individual frente a Maya Joint.

O sorteio realizado esta sexta-feira em Londres desenhou os caminhos para a edição de 2026 de Wimbledon, que arranca na próxima segunda-feira. O italiano Jannik Sinner, número um mundial e campeão em título, inicia a defesa do troféu frente ao sérvio Miomir Kecmanovic, enquanto Novak Djokovic, sete vezes vencedor do torneio, mede forças com o chinês Wu Yibing. Na variante feminina, o regresso de Serena Williams, de 44 anos, aos singulares de um Grand Slam após quase quatro anos de ausência, terá como primeiro obstáculo a australiana Maya Joint, 53.ª do ranking, num duelo que opõe duas gerações separadas por 24 anos.

A metade superior do quadro masculino projeta um potencial reencontro entre Sinner e Djokovic nas meias-finais, reedição do confronto do ano passado que o italiano venceu em sets diretos a caminho do título. Antes disso, Sinner poderá cruzar com o russo Daniil Medvedev nos quartos de final, enquanto Djokovic, que aos 39 anos persegue o 25.º título do Grand Slam, terá pela frente um percurso que inclui o grego Stefanos Tsitsipas na segunda ronda e, caso avance, o brasileiro João Fonseca nos oitavos. Fonseca, 27.º cabeça de série, estreia-se contra o espanhol Roberto Bautista Agut, de 38 anos, e carrega a memória da épica vitória sobre Djokovic em Roland Garros, há poucas semanas, quando recuperou de dois sets de desvantagem numa batalha de quase cinco horas. Na perspetiva do Rio de Janeiro, a expectativa é de que o jovem carioca possa repetir a surpresa, embora a preparação tenha sido condicionada por um desconforto no ombro direito que o levou a desistir do torneio de Eastbourne.

O regresso de Serena Williams domina as atenções no All England Club. A norte-americana, que não disputa um encontro individual desde a derrota frente a Ajla Tomljanovic no US Open de 2022, recebeu um convite da organização e também alinhará em pares ao lado da irmã Venus, de 46 anos. Na primeira ronda de pares, as irmãs Williams enfrentam a colombiana Camila Osorio e a argentina Solana Sierra, um duelo que, para Bogotá, representa um momento histórico para o ténis sul-americano. Osorio, que em singulares defronta a suíça Simona Waltert, terá ainda a companhia de Emiliana Arango, que regressa ao top 100 e estreia-se contra a russa Anastasia Gasanova.

A ausência do espanhol Carlos Alcaraz, lesionado no pulso direito, retira um dos principais candidatos e abre espaço para que Alexander Zverev, recém-coroado campeão de Roland Garros, procure contrariar o seu historial menos favorável na relva. O alemão, segundo cabeça de série, inicia a campanha diante do belga Alexander Blockx. Na variante feminina, a polaca Iga Swiatek defende o título contra a norte-americana Taylor Townsend, enquanto a bielorrussa Aryna Sabalenka, líder do ranking, joga com a sérvia Teodora Kostovic. Mirra Andreeva, a russa de 19 anos que conquistou o seu primeiro major em Paris, mede forças com a polaca Magda Linette.

A competição arranca sob o signo da tradição e da inovação: Wimbledon introduz este ano a tecnologia de revisão de vídeo, mas mantém o ritual do relvado imaculado e do vestuário branco. Nos treinos que antecederam o sorteio, Sinner e Djokovic partilharam o court central num ambiente descontraído, com o italiano a arrancar aplausos do sérvio após um ponto vistoso. Paralelamente, um grupo de jogadores de topo prepara um protesto contra o que considera um aumento insuficiente da distribuição de prémios, que representa menos de 22% das receitas do torneio, um pano de fundo que poderá marcar os primeiros dias da prova londrina.

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O regresso de Serena Williams a Wimbledon é a única história que importa. Quando ela entrar no Centre Court, todo o torneio ficará eletrizado apenas com a sua presença.

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O regresso de Serena Williams é pintado como uma oportunidade de ouro para a jovem australiana Maya Joint. Aos 44 anos e mãe de dois filhos, Williams é apresentada como a parte mais fraca, com a jovem de 20 anos a ser apontada como favorita apesar da sua própria má fase. A diferença de idades e a longa ausência são sublinhadas com um tom cético, quase irónico.

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