
Senegal goleia Iraque por 5 a 0 e mantém vivo o sonho da classificação no Mundial 2026
Com um homem a mais desde os 13 minutos, os Leões de Teranga construíram a maior goleada africana em Copas e agora aguardam a definição dos melhores terceiros.
O Senegal cumpriu a sua obrigação com autoridade na noite de sexta-feira em Toronto. Precisando de uma vitória elástica para alimentar a esperança de avançar aos 16 avos de final como um dos oito melhores terceiros, a seleção africana demoliu o Iraque por 5 a 0, num jogo que ficou decidido muito cedo. Aos quatro minutos, Habib Diarra desviou de cabeça um canto de Lamine Camara e abriu o placar. Nove minutos depois, o defesa iraquiano Rebin Sulaka foi expulso após revisão do VAR por derrubar Sadio Mané quando este se isolava para o golo — um cartão vermelho que, na prática, encerrou qualquer resistência.
Com superioridade numérica, o Senegal controlou a partida, mas só na segunda metade traduziu o domínio em goleada. Ismaila Sarr ampliou aos 56 minutos, aproveitando um erro de Zidane Iqbal na saída de bola, e tornou-se o maior goleador senegalês em Mundiais, com quatro tentos. A partir daí, o jogo transformou-se num recital de remates de longa distância. Pape Gueye, que entrara apenas 89 segundos antes, acertou um disparo de fora da área aos 59 minutos e repetiu a dose aos 71, com uma meia-voleia indefensável. Iliman Ndiaye fechou a contagem aos 82, com mais um golo de belo efeito.
O desfecho premia a persistência de uma equipa que chegou ao Canadá com o estatuto de campeã africana — título que lhe seria retirado nos gabinetes e atribuído a Marrocos — e que sofreu derrotas pesadas frente a França (1-3) e Noruega (2-3). O Iraque, pelo contrário, despede-se do torneio sem qualquer ponto, com um golo marcado e doze sofridos, repetindo a campanha de 1986, a sua única participação anterior. A expulsão precoce e a lesão do guarda-redes Ahmed Basil, substituído ao intervalo, acentuaram a fragilidade de uma seleção que, na perspetiva de analistas asiáticos, nunca conseguiu competir fisicamente neste grupo.
A goleada teve impacto imediato na tabela dos terceiros classificados. O Senegal saltou para o quinto lugar provisório, com três pontos e um saldo de golos de +2, empurrando a Escócia para fora da zona de apuramento. Observadores em Lisboa e no Rio de Janeiro notam que a diferença de golos pode ser decisiva, e os senegaleses fizeram o que lhes competia: marcar o máximo possível. A imprensa africana sublinha que esta foi a maior vitória de uma seleção do continente num único jogo de Campeonato do Mundo, um registo que alimenta o orgulho numa campanha que parecia comprometida.
Agora, o Senegal aguarda. A classificação para os 16 avos de final depende dos resultados dos restantes grupos, com particular atenção aos jogos de sábado. Se as combinações forem favoráveis, os Leões de Teranga enfrentarão a Inglaterra na próxima fase, um confronto que já se desenha no horizonte. Para já, a equipa de Pape Thiaw fez a sua parte e mantém viva a chama num Mundial que, para muitos, já estava apagada.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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O Senegal encara o jogo contra o Iraque como uma final, com o treinador Pape Bouna Thiaw a sublinhar a fome da equipa e a importância para a nação. Após duas derrotas, a formação da África Ocidental tem de vencer para manter vivas as esperanças no Mundial. Os Leões de Teranga estão determinados a virar a sua campanha.
Senegal e Iraque defrontam-se num jogo decisivo do Grupo I, ambos com duas derrotas. O encontro em Toronto é a última oportunidade para evitar a eliminação, enquanto Noruega e França disputam a liderança do grupo. São fornecidos detalhes sobre horário, prováveis escalações e cobertura televisiva.
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