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Geopolítica & Políticaterça-feira, 30 de junho de 2026

Rússia admite escassez de combustível e negoceia importações após ataques ucranianos

Putin reconhece 'certa escassez' e Kremlin confirma contactos para comprar gasolina no exterior, enquanto a crise se alastra da Crimeia a Moscovo.

O Presidente russo, Vladimir Putin, admitiu no domingo que o país enfrenta uma “certa escassez” de combustível, consequência direta dos repetidos ataques ucranianos contra refinarias e infraestruturas energéticas. O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, confirmou esta terça-feira que Moscovo negoceia com outros países a importação de gasolina e gasóleo a preços aceitáveis, uma medida que, segundo o próprio Peskov, visa estabilizar o mercado interno e conter a procura motivada pelo pânico.

Na perspetiva de Kiev, a campanha de ataques com drones, intensificada nos últimos meses, tem como objetivo declarado reduzir a capacidade de Moscovo de financiar o esforço de guerra, atingindo a cadeia de abastecimento de hidrocarbonetos. Fontes militares ucranianas indicam que a estratégia procura isolar a península da Crimeia, anexada em 2014, e degradar a logística das forças russas. A península foi a primeira a sentir os efeitos: as autoridades locais decretaram situação de emergência, suspenderam a venda de combustível a particulares e impuseram cortes de eletricidade.

Observadores em Moscovo e em capitais europeias notam que a crise, inicialmente circunscrita à Crimeia, alastrou a dezenas de regiões, incluindo a capital. Relatos de longas filas em postos de abastecimento, racionamento por matrícula em Oryol e esperas de 18 horas na Sibéria ilustram a dimensão do problema. O próprio Putin reconheceu que as filas e a falta de determinados tipos de gasolina são visíveis, e que o governo recorre às reservas estratégicas e pondera proibir a exportação de diesel. Apesar de a Rússia ser o terceiro maior produtor mundial de petróleo, a destruição de oito das dez maiores refinarias do país, segundo levantamentos de analistas independentes, inverteu temporariamente a sua condição de exportador líquido.

Em Bruxelas, a Comissão Europeia anunciou entretanto o desembolso de 3,9 mil milhões de euros a Kiev, a primeira tranche de um pacote de 90 mil milhões destinado a reforçar a capacidade militar ucraniana, com destaque para a aquisição de drones. O gesto sublinha, na leitura de diplomatas europeus, a aposta em manter a pressão sobre a infraestrutura energética russa. As negociações russas para importar combustível prosseguem sem que o Kremlin revele os países contactados, enquanto o comité de emergência criado por Putin trabalha para garantir o abastecimento, sobretudo na Crimeia e nas regiões ocupadas do leste da Ucrânia.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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A Rússia, outrora celebrada como o 'posto de gasolina do mundo', vê-se agora forçada a importar combustível depois de drones ucranianos terem atingido dezenas de refinarias. Filas intermináveis nos postos de abastecimento e preços em alta estão a enfurecer os russos comuns, enquanto o Kremlin minimiza a crise mas admite pela primeira vez uma 'certa escassez'. O embaraço é palpável: a guerra entrou no quotidiano dos russos, e a superpotência energética mostra fissuras cada vez mais visíveis.

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O presidente Putin reconheceu que o país enfrenta uma 'certa escassez' de combustível devido aos repetidos ataques ucranianos contra a infraestrutura energética. A declaração, divulgada pelo Kremlin, descreve a situação como um problema evidente mas gerível, sem mais comentários sobre as implicações estratégicas.

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terça-feira, 30 de junho de 2026

Rússia admite escassez de combustível e negoceia importações após ataques ucranianos

Putin reconhece 'certa escassez' e Kremlin confirma contactos para comprar gasolina no exterior, enquanto a crise se alastra da Crimeia a Moscovo.

O Presidente russo, Vladimir Putin, admitiu no domingo que o país enfrenta uma “certa escassez” de combustível, consequência direta dos repetidos ataques ucranianos contra refinarias e infraestruturas energéticas. O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, confirmou esta terça-feira que Moscovo negoceia com outros países a importação de gasolina e gasóleo a preços aceitáveis, uma medida que, segundo o próprio Peskov, visa estabilizar o mercado interno e conter a procura motivada pelo pânico.

Na perspetiva de Kiev, a campanha de ataques com drones, intensificada nos últimos meses, tem como objetivo declarado reduzir a capacidade de Moscovo de financiar o esforço de guerra, atingindo a cadeia de abastecimento de hidrocarbonetos. Fontes militares ucranianas indicam que a estratégia procura isolar a península da Crimeia, anexada em 2014, e degradar a logística das forças russas. A península foi a primeira a sentir os efeitos: as autoridades locais decretaram situação de emergência, suspenderam a venda de combustível a particulares e impuseram cortes de eletricidade.

Observadores em Moscovo e em capitais europeias notam que a crise, inicialmente circunscrita à Crimeia, alastrou a dezenas de regiões, incluindo a capital. Relatos de longas filas em postos de abastecimento, racionamento por matrícula em Oryol e esperas de 18 horas na Sibéria ilustram a dimensão do problema. O próprio Putin reconheceu que as filas e a falta de determinados tipos de gasolina são visíveis, e que o governo recorre às reservas estratégicas e pondera proibir a exportação de diesel. Apesar de a Rússia ser o terceiro maior produtor mundial de petróleo, a destruição de oito das dez maiores refinarias do país, segundo levantamentos de analistas independentes, inverteu temporariamente a sua condição de exportador líquido.

Em Bruxelas, a Comissão Europeia anunciou entretanto o desembolso de 3,9 mil milhões de euros a Kiev, a primeira tranche de um pacote de 90 mil milhões destinado a reforçar a capacidade militar ucraniana, com destaque para a aquisição de drones. O gesto sublinha, na leitura de diplomatas europeus, a aposta em manter a pressão sobre a infraestrutura energética russa. As negociações russas para importar combustível prosseguem sem que o Kremlin revele os países contactados, enquanto o comité de emergência criado por Putin trabalha para garantir o abastecimento, sobretudo na Crimeia e nas regiões ocupadas do leste da Ucrânia.

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O presidente Putin reconheceu que o país enfrenta uma 'certa escassez' de combustível devido aos repetidos ataques ucranianos contra a infraestrutura energética. A declaração, divulgada pelo Kremlin, descreve a situação como um problema evidente mas gerível, sem mais comentários sobre as implicações estratégicas.

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