
Comemoração americana por eliminação do Irã na Copa gera crise diplomática
Secretário de Segurança Interna dos EUA afirmou ter dançado após a saída da seleção iraniana; chanceler do Irã respondeu que Washington 'não tem condições de sediar torneios internacionais'.
O secretário de Segurança Interna dos Estados Unidos, Markwayne Mullin, declarou publicamente ter celebrado a eliminação do Irã da Copa do Mundo de 2026, afirmando que cantou e dançou de alegria quando a delegação deixou o território americano. A manifestação, feita durante uma coletiva sobre a segurança do torneio, provocou reação imediata do ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, que usou a rede social X para ironizar: “Missão cumprida, Sr. Mullin”. Araghchi acrescentou que o episódio “provou ao mundo” que os EUA não têm condições de sediar eventos internacionais.
Na perspectiva de Washington, as restrições impostas à equipe iraniana — como a transferência da base de treinamento para Tijuana, no México, e a exigência de deixar o país logo após cada partida — justificaram-se por vínculos de quase metade da comitiva com a Guarda Revolucionária, organização classificada como terrorista pelos EUA. Mullin minimizou as queixas, afirmando que os termos foram acertados previamente com a Fifa. Já para Teerã, as medidas configuraram uma campanha deliberada para prejudicar o desempenho esportivo. O técnico Amir Ghalenoei classificou o Irã como a seleção “mais oprimida” do Mundial, e a federação local recorreu à Fifa contra o que descreveu como tratamento desumano e antidesportivo.
A crise expôs o grau de politização do torneio. Durante a competição, jogadores iranianos exibiram distintivos com o número 168, em referência às vítimas de um ataque aéreo atribuído aos EUA contra uma escola em Minab, no início de um confronto militar entre os dois países em fevereiro de 2026. A mídia brasileira, como CNN Brasil e Metrópoles, destacou o ineditismo de uma autoridade anfitriã comemorar a eliminação de uma seleção visitante, enquanto observadores em Lisboa notam que o episódio testa os limites do princípio de neutralidade esportiva. A Fifa, procurada, não se pronunciou até o momento.
O imbróglio se soma a críticas prévias à organização americana, que já enfrentava questionamentos sobre vistos negados a outras delegações e preços elevados de ingressos. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, havia admitido que a entidade “não controla tudo”. Com o encerramento da participação iraniana na primeira fase — três empates no Grupo G —, o caso permanece sem desfecho institucional. A ausência de uma resposta da Fifa mantém em aberto o debate sobre a responsabilidade de países-sede em garantir tratamento equânime, independentemente de tensões geopolíticas.
| Imprensa iraniana e afins | −0.80 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa atlântica / anglosfera | +0.60 | aligned |
| Imprensa árabe Levante-Magrebe | −0.50 | critical |
Iran firmly condemns the humiliating gesture by a US official, which offends not only the team but the entire nation. The diplomatic response is an act of legitimate defense of national honor.
The gesture is framed as a personal attack on Iran, turning a sports incident into a matter of national pride and sovereignty. The reaction is portrayed as inevitable and morally superior.
It omits that the US official may have acted in a private capacity or that Iran's reaction might be disproportionate to the event.
The United States downplays the incident as a spontaneous, unofficial gesture, while highlighting the repressive nature of the Iranian regime to justify the reaction. Iranian criticism is dismissed as hypocritical and politically motivated.
The episode is downgraded to a private, insignificant act, while the threat posed by Iran is emphasized to justify any critical attitude. Iran's reaction is portrayed as a smokescreen for domestic problems.
It omits that the US official held an official role and that the gesture could be seen as a diplomatic slight.
The Arab world condemns the American disrespect and warns that such acts fuel instability. Solidarity with Iran is expressed, but restraint is urged to avoid a wider crisis.
The episode is universalized as a threat to regional stability, not just an affront to Iran. A link is drawn between the gesture and existing tensions, making the issue relevant to all Arab countries.
It does not highlight that some Arab countries may have strained relations with Iran and thus not share the same indignation.
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