
RD Congo alcança dezasseis-avos de final com reviravolta épica sobre Uzbequistão
Yoane Wissa brilha com dois golos na vitória por 3-1 que elimina Coreia do Sul e marca primeira vitória congolesa em Copas desde 1974.
O Estádio Mercedes-Benz, em Atlanta, assistiu a uma reviravolta que entrará para a história do futebol africano. A República Democrática do Congo derrotou o Uzbequistão por 3 a 1, de virada, e garantiu presença inédita na fase de dezasseis-avos de final do Mundial de 2026. Yoane Wissa, com dois golos, foi o protagonista do desfecho que também representou a eliminação da Coreia do Sul, que dependia de um tropeço congolês para se manter entre os oito melhores terceiros.
O Uzbequistão, estreante em Copas e já sem chances de classificação, surpreendeu aos 10 minutos. Eldor Shomurodov aproveitou um lançamento preciso e, com um toque subtil por cobertura, superou o guarda-redes Lionel Mpasi. O RD Congo buscou o empate e chegou a marcar aos 17, com Nathanaël Mbuku, mas o árbitro Felix Zwayer anulou o golo após revisão do VAR, por falta do próprio Mbuku sobre Sherzod Nasrullaev no início da jogada. A decisão gerou protestos e frustração, mas os Leopardos mantiveram a posse de bola e o ímpeto ofensivo, ainda que sem eficácia antes do intervalo.
A segunda parte trouxe uma pressão constante. Aos 68 minutos, uma entrada intempestiva de Abdukodir Khusanov sobre Wissa dentro da área deu origem a uma grande penalidade. O avançado do Newcastle converteu com frieza, deslocando o guarda-redes Abduvohid Nematov para igualar o marcador. O mote estava lançado. Dez minutos depois, um remate bloqueado de Meschack Elia sobrou para Fiston Mayele, que, atento, tocou de bico para a baliza, colocando o RD Congo em vantagem. Já nos descontos, Wissa voltou a marcar, com um remate colocado de fora da área, selando o triunfo e desencadeando a festa entre os cerca de 70 mil espectadores, maioritariamente congoleses.
Com este resultado, o RD Congo terminou em terceiro no Grupo K, com quatro pontos – fruto também de um empate surpreendente frente a Portugal e de uma derrota tangencial diante da Colômbia –, e assegurou um lugar entre as oito melhores seleções terceiras classificadas. A Coreia do Sul, que somava três pontos no Grupo A, viu desaparecer a esperança de progressão e foi a grande sacrificada da noite. Para o treinador congolês, Sébastien Desabre, o feito é fruto de “quatro anos de trabalho árduo” e da confiança depositada em todo o plantel. O país não vencia um jogo em Campeonatos do Mundo desde que competia como Zaire, em 1974, e agora prepara-se para enfrentar a Inglaterra, na mesma cidade de Atlanta, no dia 1 de julho. A campanha africana no torneio segue impressionante, com oito das dez equipas do continente a avançarem para a fase seguinte – um sinal claro da evolução do futebol em África, saudada por analistas de Luanda a Brasília.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A RD Congo protagonizou uma reviravolta sensacional para garantir a sua primeira presença na fase a eliminar de um Campeonato do Mundo, acabando com uma espera de 52 anos. A vitória desencadeou festejos loucos entre os adeptos congoleses e prepara um confronto histórico com a Inglaterra.
A vitória de reviravolta da RD Congo prepara um encontro com a Inglaterra nos 16 avos de final, com Yoane Wissa a emergir como uma ameaça chave. O foco agora muda para a forma como a Inglaterra vai lidar com o ímpeto da equipa africana na fase a eliminar.
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