
Israel investiga agente que lançou granada contra civis em campo de refugiados palestiniano
Vídeo de vigilância mostra polícia de fronteira a atirar engenho para dentro de viatura com dois ocupantes em Qalandia; todos sobreviveram, mas investigação interna foi aberta.
Um agente da Polícia de Fronteira israelita lançou uma granada atordoante para o interior de um automóvel com dois civis palestinianos no campo de refugiados de Qalandia, na Cisjordânia ocupada, no domingo. Imagens de videovigilância divulgadas nas redes sociais mostram o militar a aproximar-se do veículo, a gritar com os ocupantes e, após uma breve troca de palavras, a atirar o engenho pela porta aberta, forçando-a a fechar enquanto o condutor tentava fugir. Segundos depois, ouve-se uma explosão e vê-se fumo a sair do habitáculo. Os dois passageiros conseguiram escapar pelo lado oposto antes de o agente disparar a sua arma de fogo na direção deles, que se abrigaram. A organização israelita de direitos humanos B'Tselem confirmou que todos os ocupantes sobreviveram. A polícia israelita afirmou aos meios de comunicação locais que o agente não agiu “de acordo com o procedimento” e remeteu o caso para o departamento de investigações internas.
No mesmo campo de refugiados, no domingo, forças israelitas mataram a tiro Walid Abu Sneineh, um adolescente palestiniano de 16 anos, e feriram outras duas crianças nos membros inferiores, segundo o Ministério da Saúde palestiniano. As autoridades israelitas justificaram a ação com a perceção de uma “ameaça iminente” após um “motim violento” com lançamento massivo de pedras. Ainda no domingo, um bebé de quatro meses, Ahmed Zaid, gravemente doente, morreu depois de as tropas israelitas se terem recusado a abrir um portão que bloqueava a entrada principal da sua aldeia, a oeste de Ramallah, atrasando o acesso a cuidados médicos urgentes, de acordo com o responsável local do gabinete de direitos humanos da ONU, Ajith Sunghay. O exército israelita contestou esta versão, declarando à BBC que os soldados “permitiram que o bebé e a sua família passassem sem qualquer atraso para continuarem a receber tratamento médico”.
Num incidente distinto, na madrugada de terça-feira, junto ao posto de controlo de Kalandia, vários agentes da Polícia de Fronteira foram atacados por ocupantes de um veículo civil que tentaram entrar em território israelita, segundo um comunicado da polícia. Os suspeitos agrediram os agentes com murros e tentaram roubar-lhes as armas. Uma agente disparou para o ar e outro agente disparou contra a parte inferior do corpo de dois atacantes, depois de ver um colega a ser estrangulado. Os feridos, que se descobriu mais tarde serem seguranças, sofreram ferimentos ligeiros, tal como vários polícias. A polícia israelita informou que o incidente está sob investigação.
As autoridades israelitas não divulgaram pormenores sobre a identidade do agente envolvido no lançamento da granada nem sobre as circunstâncias exatas que motivaram a sua atuação. A investigação interna prossegue, enquanto organizações de direitos humanos pedem responsabilização. Os episódios sucedem-se num contexto de tensão acrescida na Cisjordânia ocupada, onde, segundo a B'Tselem, as forças de segurança israelitas provocaram a morte de pelo menos 236 crianças desde outubro de 2023.
| Imprensa iraniana e afins | −0.60 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa europeia continental | −0.30 | critical |
| Imprensa latino-americana | −0.80 | critical |
O regime iraniano condena a violência imprudente do oficial israelense e exige responsabilização, enquadrando o incidente como mais um exemplo de agressão israelense.
Ao enfatizar as evidências em vídeo e a investigação como resposta à pressão pública, a narrativa sugere que as ações do oficial são indefensáveis e que a investigação é um encobrimento.
The European press reports the facts with measured language, noting the investigation and the human rights group's statement, maintaining a neutral observer stance.
By citing B'Tselem and the official investigation, the narrative achieves credibility and avoids taking sides while still implying wrongdoing.
It omits the broader context of Israeli occupation and systemic violence, which would frame the incident as part of a pattern rather than an isolated event.
The Latin American press denounces the attack as a brutal act of aggression, siding with the Palestinian victims and calling for international condemnation.
By using emotionally charged language and framing the incident within the context of occupation, the narrative evokes moral outrage and solidarity.
It omits the fact that the Israeli police have opened an investigation, which could indicate accountability and soften the condemnation.
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