
Patos Merlín e Donny encarnam as duas faces do Mundial 2026
Enquanto o México comemora duas vitórias com a ave como embaixador, a Escócia enfrenta o Brasil precisando de um triunfo para avançar às oitavas.
A derrota por 1 a 0 para Marrocos, no último sábado, deixou a Escócia à beira da eliminação no Grupo C do Mundial. Com apenas três pontos, os escoceses precisam vencer o Brasil na quarta-feira para seguirem adiante – uma missão que contrasta com a euforia mexicana, onde o pato Merlín se tornou símbolo de uma campanha impecável. Enquanto os donos da casa voam alto com duas vitórias e abraçam o pato como mascote não oficial, a Escócia busca em outro palmípede, Donny, a inspiração para um feito improvável.
Merlín, um pato de estimação que acompanhava sua dona, Carla Gómez, na venda de águas pelas ruas da Cidade do México, viralizou ao vestir a camisa da seleção. Rapidamente alçado a embaixador da sede capitalina, foi convidado para a conferência presidencial e ganhou ingressos para a partida do México. O fenômeno, porém, acendeu alertas: especialistas em fauna silvestre advertiram que a fama pode incentivar compras impulsivas e abandono. O Instituto Mexicano da Propriedade Industrial aproveitou para lembrar os cidadãos sobre o registro de marcas, evidenciando o impacto econômico e cultural do animal.
Do lado escocês, a resposta veio com Donny, um pato que já era conhecido em Providence, Rhode Island. A Tartan Army, a barulhenta torcida da Escócia, incorporou-o às suas marchas rumo ao Gillette Stadium, com a ave desfilando de bandeira da cruz de Santo André. Os vídeos de escoceses cantando ao som de gaitas enquanto Donny caminha entre kilts conquistaram as redes, ecoando a irreverência de uma torcida que esgotou os estoques de cerveja de Boston. Na contramão das mascotes oficiais da FIFA – Clutch, Maple e Zayu –, os patos brotaram organicamente das arquibancadas virtuais.
A classificação do Grupo C agora se desenha com contornos dramáticos para a Escócia. O Brasil lidera com quatro pontos, seguido de Marrocos, também com quatro. Os escoceses têm três, enquanto o Haiti, já eliminado, não pontuou. Na perspetiva de Brasília, a Seleção ainda não empolgou – um empate com Marrocos e uma vitória magra sobre o Haiti –, mas a expectativa é de que o time confirme a superioridade e garanta a liderança. Já a Escócia, que estreou com triunfo heroico sobre os haitianos, viu sua campanha azedar diante dos marroquinos.
O desfecho virá no dia 24 de junho, mesma data em que o México de Merlín enfrenta a República Tcheca em clima festivo. Enquanto os anfitriões já miram as oitavas, a Escócia se agarra a Donny e ao espírito aguerrido para tentar uma vaga. No México, a alegria se mistura à preocupação com o bem-estar animal; na Escócia, a esperança se equilibra entre a ressaca e o futebol. Resta agora ao relvado definir se o voo dos patos será de celebração ou de consolo.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Um pato chamado Merlín conquistou o coração dos torcedores, tornando-se um símbolo viral da Copa do Mundo de 2026 no México. No entanto, especialistas alertam que essas tendências podem levar ao aumento do abandono de animais após o evento. Enquanto isso, o governo lembra os cidadãos de protegerem suas ideias registrando marcas.
Os torcedores escoceses, conhecidos como Tartan Army, tornaram-se as estrelas emergentes do torneio, graças ao seu pato Donny e a um vídeo viral que zomba dos remédios americanos para ressaca. Sua exuberância trouxe humor e brincadeiras interculturais para a experiência da Copa.
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