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Geopolítica & Políticasegunda-feira, 22 de junho de 2026

Comandante iraniano adverte Israel sobre repetição da retirada de 2000 do sul do Líbano

General Esmail Qaani alerta que forças israelitas serão expulsas caso não se retirem, enquanto negociações entre Washington e Teerão tentam conter a escalada no terreno.

O comandante da Força Quds do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica do Irão, general Esmail Qaani, emitiu um aviso direto às forças israelitas no sul do Líbano: se não se retirarem voluntariamente, serão expulsas “com pontapés, derrotadas e humilhadas”, repetindo o episódio de 2000, quando Israel abandonou unilateralmente a região após 18 anos de ocupação. A mensagem, publicada em hebraico nas redes sociais, citou baixas recentes — “100 mortos e feridos em menos de quatro dias” — e foi divulgada por meios de comunicação iranianos e libaneses.

A advertência surge num contexto de frágil cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah, marcado por violações mútuas. O chefe do Estado-Maior israelita, Eyal Zamir, afirmou no sábado que as tropas devem manter “elevada prontidão para retomar as hostilidades” e que todos os recursos das Forças de Defesa de Israel estão direcionados para esse objetivo. Em paralelo, o líder do Hezbollah, Naim Qasem, reiterou que a retirada israelita é condição indispensável para a normalização, advertindo que, caso contrário, “não haverá zonas seguras” para os militares israelitas no terreno controlado.

Na frente diplomática, delegações do Irão e dos Estados Unidos reuniram-se na Suíça, com mediação do Paquistão e do Catar, para discutir a crise libanesa e outros diferendos. Segundo fontes iranianas, Teerão condicionou a continuidade das conversações à cessação das operações militares israelitas no Líbano e à reabertura do Estreito de Ormuz. Os mediadores anunciaram um acordo para criar um “grupo de prevenção de conflitos” que integrará Washington, Teerão e Beirute, com o objetivo de pôr fim aos combates entre Israel e o Hezbollah. A Casa Branca, contudo, mantém a pressão: o presidente Donald Trump ameaçou no domingo com “ataques ainda mais duros” ao Irão se este não contiver o que designou como “os seus representantes” no Líbano.

Observadores em Lisboa e Brasília notam que a escalada verbal e militar no sul do Líbano reaviva um ciclo de tensão com potenciais repercussões nos mercados energéticos globais, dada a centralidade do Estreito de Ormuz para o trânsito de petróleo. A referência de Qaani à “epopeia de 2000” evoca um momento fundador para o Hezbollah, cuja resistência armada é creditada pela retirada israelita da época. O dossier permanece em aberto: enquanto o grupo de prevenção de conflitos começa a ser estruturado, a presença militar israelita no terreno e as ameaças cruzadas mantêm a região sob risco de reacendimento das hostilidades.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Imprensa iraniana e afinsImprensa árabe Levante-Magrebe
Imprensa iraniana e afins/ Regime
TriunfoRevanchismoUrgência

O comandante da Força Quds adverte os soldados israelenses: se não deixarem o sul do Líbano por vontade própria, serão expulsos com desonra, tal como na epopeia de 2000. Em menos de quatro dias sofreram cem baixas; a escolha é vossa, mas a derrota vos aguarda.

Imprensa árabe Levante-Magrebe
TriunfoSchadenfreudeRevanchismo

O general iraniano ameaça Israel com a repetição da humilhante retirada de 2000, quando o exército de ocupação fugiu do sul do Líbano envergonhado. Se os soldados sionistas não saírem voluntariamente, serão expulsos a pontapés, derrotados e desonrados como naquela época.

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segunda-feira, 22 de junho de 2026

Comandante iraniano adverte Israel sobre repetição da retirada de 2000 do sul do Líbano

General Esmail Qaani alerta que forças israelitas serão expulsas caso não se retirem, enquanto negociações entre Washington e Teerão tentam conter a escalada no terreno.

O comandante da Força Quds do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica do Irão, general Esmail Qaani, emitiu um aviso direto às forças israelitas no sul do Líbano: se não se retirarem voluntariamente, serão expulsas “com pontapés, derrotadas e humilhadas”, repetindo o episódio de 2000, quando Israel abandonou unilateralmente a região após 18 anos de ocupação. A mensagem, publicada em hebraico nas redes sociais, citou baixas recentes — “100 mortos e feridos em menos de quatro dias” — e foi divulgada por meios de comunicação iranianos e libaneses.

A advertência surge num contexto de frágil cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah, marcado por violações mútuas. O chefe do Estado-Maior israelita, Eyal Zamir, afirmou no sábado que as tropas devem manter “elevada prontidão para retomar as hostilidades” e que todos os recursos das Forças de Defesa de Israel estão direcionados para esse objetivo. Em paralelo, o líder do Hezbollah, Naim Qasem, reiterou que a retirada israelita é condição indispensável para a normalização, advertindo que, caso contrário, “não haverá zonas seguras” para os militares israelitas no terreno controlado.

Na frente diplomática, delegações do Irão e dos Estados Unidos reuniram-se na Suíça, com mediação do Paquistão e do Catar, para discutir a crise libanesa e outros diferendos. Segundo fontes iranianas, Teerão condicionou a continuidade das conversações à cessação das operações militares israelitas no Líbano e à reabertura do Estreito de Ormuz. Os mediadores anunciaram um acordo para criar um “grupo de prevenção de conflitos” que integrará Washington, Teerão e Beirute, com o objetivo de pôr fim aos combates entre Israel e o Hezbollah. A Casa Branca, contudo, mantém a pressão: o presidente Donald Trump ameaçou no domingo com “ataques ainda mais duros” ao Irão se este não contiver o que designou como “os seus representantes” no Líbano.

Observadores em Lisboa e Brasília notam que a escalada verbal e militar no sul do Líbano reaviva um ciclo de tensão com potenciais repercussões nos mercados energéticos globais, dada a centralidade do Estreito de Ormuz para o trânsito de petróleo. A referência de Qaani à “epopeia de 2000” evoca um momento fundador para o Hezbollah, cuja resistência armada é creditada pela retirada israelita da época. O dossier permanece em aberto: enquanto o grupo de prevenção de conflitos começa a ser estruturado, a presença militar israelita no terreno e as ameaças cruzadas mantêm a região sob risco de reacendimento das hostilidades.

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Imprensa iraniana e afins/ Regime
TriunfoRevanchismoUrgência

O comandante da Força Quds adverte os soldados israelenses: se não deixarem o sul do Líbano por vontade própria, serão expulsos com desonra, tal como na epopeia de 2000. Em menos de quatro dias sofreram cem baixas; a escolha é vossa, mas a derrota vos aguarda.

Imprensa árabe Levante-Magrebe
TriunfoSchadenfreudeRevanchismo

O general iraniano ameaça Israel com a repetição da humilhante retirada de 2000, quando o exército de ocupação fugiu do sul do Líbano envergonhado. Se os soldados sionistas não saírem voluntariamente, serão expulsos a pontapés, derrotados e desonrados como naquela época.

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