
Mbappé chega aos 100 jogos pela França com Pelé ultrapassado e classificação em mira
Capitão francês tornou-se o maior goleador da seleção e superou Pelé em gols em Copas; agora, diante do Iraque, busca garantir vaga na próxima fase.
Kylian Mbappé entra em campo esta segunda-feira, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, para somar a 100.ª internacionalização pela França, no duelo com o Iraque que pode assegurar a qualificação dos Bleus para os oitavos de final do Mundial de 2026. O capitão francês, de 27 anos, torna-se o décimo jogador a atingir a marca centenária na história da seleção, juntando-se a nomes como Didier Deschamps, Zinédine Zidane e Hugo Lloris.\n\nA contagem foi acelerada pelo desempenho na estreia do Grupo I, quando Mbappé bisou na vitória por 3-1 sobre o Senegal. Com esses dois golos, ultrapassou Olivier Giroud e isolou-se como o maior artilheiro de sempre da França, com 58 remates certeiros. Simultaneamente, chegou aos 14 golos em fases finais de Campeonatos do Mundo, deixando para trás os 12 de Pelé e igualando Gerd Müller no quarto lugar da lista histórica. Apenas Ronaldo Nazário (15), Miroslav Klose e Lionel Messi (ambos com 16) estão à sua frente — Messi, aliás, também igualou Klose na ronda inaugural, com um hat-trick diante da Argélia.\n\nNa perspetiva do Brasil, a ultrapassagem de Pelé por um europeu de 27 anos reacendeu as comparações geracionais. Mbappé está agora a um golo de Ronaldo Fenómeno e a dois do topo, cenário que analistas brasileiros consideram provável de se concretizar ainda nesta edição ou na de 2030. Já em França, o foco recai sobre a longevidade: o recorde de 145 internacionalizações de Lloris é apontado como um horizonte alcançável para o avançado do Real Madrid, caso evite lesões graves até ao ciclo de 2029-30.\n\nO adversário iraquiano, derrotado por 4-1 pela Noruega na primeira jornada, vive situação oposta. O selecionador Graham Arnold recorreu ao humor para descrever o desafio de travar Mbappé: “Perguntei se podíamos jogar com três guarda-redes, mas disseram que não”. Apesar do desaire, o Iraque foi elogiado pela conduta exemplar ao deixar o balneário impecável em Boston, com uma nota de agradecimento. Mbappé, por seu lado, rejeita personalizar o duelo: “O importante é ganharmos para nos qualificarmos. Está claro na minha cabeça”, afirmou na véspera.\n\nUma vitória francesa garante matematicamente a passagem aos oitavos de final, enquanto o Iraque tenta evitar a eliminação precoce. O jogo, com o peso simbólico da 100.ª capa do capitão, definirá o rumo imediato de duas seleções em extremos opostos de confiança.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A imprensa do Sudeste Asiático apresenta a 100ª internacionalização de Mbappé como um marco histórico pessoal, com o Iraque como teste ou alvo para essa conquista. A cobertura foca no recorde numérico e na jornada individual do jogador, mantendo um tom distanciado e factual, sem comentários mais amplos.
A imprensa europeia continental enquadra a partida como mais um capítulo na incansável caça aos recordes de Mbappé e na sua declarada missão de vencer a Copa do Mundo. A narrativa destaca os seus números extraordinários, o seu estatuto de centurião e a superioridade ofensiva da França, tratando o Iraque como mero pano de fundo para uma missão pessoal e coletiva especial. O tom é celebratório e estreitamente alinhado com a retórica ambiciosa da equipa.
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