
Custos de memória disparam e pressionam preços de eletrônicos, enquanto Apple prepara transição de liderança
Apple alerta para iPhones mais caros e a Nothing suspende lançamentos; novo CEO da Apple, John Ternus, tentará reavivar a identidade de design da empresa num contexto de margens sob pressão.
O mercado global de eletrónica de consumo enfrenta uma nova vaga de aumentos de preços, impulsionada pela escalada dos custos das memórias DRAM e NAND. O presidente da Apple, Tim Cook, afirmou em entrevista que uma subida de preços nos iPhones é “inevitável”, citando a subida dos custos dos chips como fator determinante. Em paralelo, a Nothing, através da sua submarca CMF, confirmou que não lançará novos smartphones este ano, justificando a decisão com a impossibilidade de oferecer uma atualização tecnológica significativa a um preço acessível face ao atual custo da RAM.
Na origem da pressão está uma combinação de fatores que analistas na Ásia e na Europa descrevem como uma “tempestade perfeita” no mercado de semicondutores. A procura explosiva por memória de alta velocidade para centros de dados e modelos de inteligência artificial generativa absorveu uma fatia substancial da produção global. Simultaneamente, os fabricantes de chips de memória reduziram investimentos em nova capacidade durante o período de recessão anterior, limitando agora a oferta. Dados de mercado citados pela imprensa económica internacional apontam para aumentos de 20% a 40% nos preços de DRAM e NAND em alguns modelos, com o custo da memória a representar, em certos dispositivos, mais de metade do custo total do hardware.
O impacto propaga-se por várias categorias de produtos e regiões. No mercado de computadores portáteis, retalhistas na Europa e na América do Norte reportam subidas de 5% a 10% no preço final em apenas um mês, enquanto modelos com 16 ou 32 gigabytes de RAM registam acréscimos de 80 a 120 dólares apenas devido à memória. As consolas de videojogos também são afetadas: a competição direta com o setor da IA pelas memórias GDDR elevou os custos de produção em cerca de 25%, o que, segundo observadores em Lisboa e São Paulo, poderá traduzir-se em aumentos de 10% a 15% para o consumidor no segundo semestre. No segmento dos smartphones económicos, a pressão é particularmente aguda, com marcas como a CMF a optarem por adiar lançamentos em vez de sacrificarem a proposta de valor.
É neste contexto de margens comprimidas que a Apple se prepara para uma transição de liderança. John Ternus, atual responsável pela engenharia de hardware, assumirá o cargo de CEO em setembro de 2026. Relatos provenientes de Silicon Valley indicam que Ternus pretende recolocar o design no centro da estratégia da empresa, respondendo a críticas de que a linguagem estética da Apple perdeu coerência nos últimos anos. A sua prioridade será reconstruir uma equipa de design com influência real nas decisões de produto, num momento em que a empresa também precisa de gerir o aumento dos custos dos componentes. O próximo marco factual será a tomada de posse de Ternus, enquanto a indústria de memórias projeta que o reequilíbrio entre oferta e procura exigirá entre 12 e 18 meses, mantendo a pressão sobre os preços finais dos dispositivos.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A liderança da Apple alerta que a disparada dos custos dos chips de memória tornará inevitável o aumento dos preços dos iPhones e outros dispositivos. A empresa está a tentar amortecer o impacto, mas a situação do mercado tornou-se incontrolável. Os consumidores devem preparar-se para os aumentos, embora não tenham sido anunciados prazos nem modelos abrangidos.
Os mercados digitais globais estão a ser abalados por uma crise de chips que fez subir os preços das memórias entre 20 e 40 por cento. Computadores portáteis, consolas de jogos, smartphones e dispositivos de armazenamento enfrentam todos aumentos acentuados. O que começou como um alerta na imprensa económica tornou-se agora uma preocupação séria para os consumidores em todo o lado.
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