
Frio eleva risco de infarto em até 30% e altera padrão de consumo de frutas e hortaliças
Com a queda das temperaturas, cresce a procura por cítricos e legumes ricos em betacaroteno, enquanto especialistas reforçam a importância da hidratação e da escolha criteriosa entre produtos frescos, congelados e enlatados.
A queda das temperaturas no inverno do Hemisfério Sul está associada a um aumento de até 30% nas ocorrências de infarto e de 20% nos casos de acidente vascular cerebral (AVC), conforme estimativas do Instituto Nacional de Cardiologia do Brasil. O mecanismo fisiológico envolve a vasoconstrição — o corpo contrai os vasos sanguíneos para conservar calor — e a libertação de adrenalina, que sobrecarrega o coração e pode desestabilizar placas de aterosclerose. Pessoas entre 75 e 84 anos e portadores de comorbidades cardiovasculares são os mais vulneráveis. Em São Paulo, uma microempresária de 65 anos sem histórico de hipertensão sofreu um infarto numa manhã de junho com temperaturas abaixo de 14°C, ilustrando o risco silencioso.
Paralelamente, os mercados e feiras livres brasileiras registam uma alteração no perfil de compras. A procura por frutas cítricas — como laranja e mexerica — e por legumes ricos em betacaroteno, a exemplo da abóbora e da batata-doce, cresce significativamente. Estes alimentos são a base de sopas e caldos quentes, mas também fornecem nutrientes que fortalecem o sistema imunitário: a vitamina C das frutas cítricas atua como antioxidante, enquanto o betacaroteno é precursor da vitamina A, essencial para a saúde da pele e das defesas do organismo. Folhas verdes escuras, como a couve, oferecem aportes de folato e vitamina K, com benefícios para a atividade cerebral e a saúde óssea.
Especialistas em nutrição, tanto no Brasil como em centros asiáticos, sublinham que nem todas as frutas e hortaliças têm o mesmo valor. Bagas (morangos, framboesas, mirtilos) destacam-se pelo elevado teor de antioxidantes e pela relação favorável entre fibra e açúcar, enquanto as folhas verdes são densas em vitaminas e minerais com baixo teor calórico. A escolha entre produtos frescos, congelados ou enlatados também exige atenção: estudos internacionais indicam que frutas e legumes congelados preservam grande parte dos nutrientes e, em alguns casos, podem superar os frescos armazenados por vários dias. Já os enlatados devem ser selecionados com cuidado, preferindo versões sem adição de sal ou açúcar. Outra recomendação relevante é evitar combinações como melão com outras frutas ou banana com frutas ricas em proteína, que, segundo fontes de saúde indianas, podem dificultar a digestão.
À medida que o inverno avança, as autoridades de saúde deverão intensificar os alertas para a manutenção da hidratação adequada — a água de qualidade é insubstituível, mesmo com o consumo de frutas aquosas como melancia e pepino, que funcionam apenas como complemento. O próximo marco a observar será a eventual atualização das diretrizes de saúde pública para a estação fria, com ênfase na dieta sazonal e na monitorização dos sinais cardiovasculares.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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O frio do inverno sobrecarrega o coração, aumentando o risco de infarto em até 30% e de AVC em 20%, especialmente em idosos e cardiopatas. Para se proteger, recomenda-se consumir mais frutas cítricas e legumes ricos em betacaroteno, que também atendem à demanda sazonal por pratos quentes como sopas e chás.
Com o aumento do custo de vida, frutas e legumes congelados oferecem uma alternativa econômica e duradoura aos produtos frescos. Eles mantêm valor nutricional comparável, incluindo vitaminas e fibras, e podem ser igualmente eficazes na redução do risco de doenças cardíacas, tornando-os uma escolha inteligente para uma dieta saudável.
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