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Ciência e Saúdesegunda-feira, 22 de junho de 2026

Meteorito marciano revela granada inédita e cratera na Austrália sugere impacto que concentrou ouro

A identificação de um mineral nunca antes visto em amostras de Marte e a descoberta de uma estrutura de impacto ligada a depósitos auríferos ampliam o conhecimento sobre processos geológicos extremos no sistema solar.

A análise de um fragmento do meteorito NWA 8171, conservado no Royal Ontario Museum, no Canadá, revelou pela primeira vez a presença de granada do tipo andradita num material de origem marciana. O achado, publicado na revista Geochemical Perspectives Letters, altera o estado do conhecimento sobre a geologia do planeta vermelho: até agora, não havia confirmação de que os processos de metamorfismo — exposição a calor intenso, alta pressão ou fluidos quentes — tivessem produzido este mineral em Marte. A amostra, com dimensões inferiores às de uma semente de papoila (0,8 por 0,5 milímetros), foi estudada por uma equipa liderada pela Universidade de Brock, no Canadá, e pela Universidade de Portsmouth, no Reino Unido. Os investigadores sublinham que a granada pode ter-se formado na crusta marciana por ação hidrotermal associada a impactos ou à intrusão de magma, mas não excluem a hipótese de o fragmento ter chegado a Marte a bordo de outro meteorito.

Paralelamente, uma equipa da Universidade de Porto Rico identificou, 50 quilómetros a norte de Kalgoorlie, na Austrália Ocidental, uma cratera de impacto até agora desconhecida, com mais de quatro quilómetros de diâmetro, cuja formação poderá ter desencadeado uma concentração anómala de ouro na região. A estrutura, temporariamente batizada de Ora Banda, é apenas a segunda confirmada em rochas verdes arqueanas, entre as mais antigas da Terra. Variações no campo gravitacional denunciaram a depressão circular; escavações revelaram rochas fundidas, cristais deformados e detritos com ouro projetados pelo choque, ocorrido há mais de 100 milhões de anos. A descoberta, publicada na Meteoritics & Planetary Science, reforça a compreensão de como impactos meteoríticos podem gerar ambientes propícios à mineralização, um dado com relevância para distritos mineiros também estudados no Brasil, como a cratera de Araguainha.

No espaço, duas outras observações recentes acrescentam camadas à história do sistema solar. O telescópio James Webb detetou, no objeto GJ504b — um possível planeta ou anã castanha a 57 anos-luz, na constelação da Virgem —, assinaturas de dióxido de carbono, monóxido de carbono, ácido sulfídrico e amoníaco, compatíveis com uma atmosfera de nuvens salinas. A investigação da Northwestern University, nos Estados Unidos, aponta para uma massa 25 vezes superior à de Júpiter e uma idade entre 2,5 e 4 mil milhões de anos, desafiando estimativas anteriores. Já a sonda Lucy, da NASA, sobrevoou a 20 de abril o asteroide Donaldjohanson, revelando uma forma de “amendoim oscilante” que roda sobre dois eixos e uma composição rica em argilas ferrosas, indício de que se formou a partir de um corpo maior, rico em carbono e água, fragmentado há 155 milhões de anos. O teste bem-sucedido prepara a missão para os asteroide troianos de Júpiter, cujo estudo poderá rever modelos de formação planetária.

Observadores em Lisboa e São Paulo notam que a convergência destes resultados — da identificação de granada marciana à cratera aurífera australiana — sublinha o papel dos impactos e do metamorfismo na evolução de corpos rochosos. O próximo marco factual será a conclusão das análises isotópicas adicionais que deverão confirmar se a granada se formou efetivamente em Marte, enquanto a missão Lucy se prepara para o primeiro encontro com os troianos, previsto para 2027.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

2 grupos editoriais · 4 idiomas

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TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Imprensa europeia continentalImprensa atlântica / anglosfera
Imprensa europeia continental/ Mediterrânea
DistanciamentoIronia

O impacto de um meteorito pode ter feito chover ouro na Austrália Ocidental há mais de 100 milhões de anos, conforme sugerem os vestígios em uma cratera recém-identificada. Enquanto isso, o telescópio James Webb analisou o espectro do misterioso planeta rosa GJ504b, oferecendo novas pistas sobre sua natureza. Esses estudos mostram como meteoritos e observações espaciais estão reescrevendo a história geológica dos corpos celestes.

Imprensa atlântica / anglosfera/ Progressista
TriunfoPragmatismo

A sonda Lucy da NASA descobriu que o asteroide Donaldjohanson tem uma forma de 'amendoim bamboleante', girando em dois eixos enquanto viaja pelo espaço. Rico em minerais argilosos com ferro, parece ser um fragmento de um asteroide maior, rico em água e carbono, que se partiu há 155 milhões de anos. O sobrevoo testou com sucesso os instrumentos da missão, marcando um passo crucial para a exploração espacial americana.

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Meteorito marciano revela granada inédita e cratera na Austrália sugere impacto que concentrou ouro

A identificação de um mineral nunca antes visto em amostras de Marte e a descoberta de uma estrutura de impacto ligada a depósitos auríferos ampliam o conhecimento sobre processos geológicos extremos no sistema solar.

A análise de um fragmento do meteorito NWA 8171, conservado no Royal Ontario Museum, no Canadá, revelou pela primeira vez a presença de granada do tipo andradita num material de origem marciana. O achado, publicado na revista Geochemical Perspectives Letters, altera o estado do conhecimento sobre a geologia do planeta vermelho: até agora, não havia confirmação de que os processos de metamorfismo — exposição a calor intenso, alta pressão ou fluidos quentes — tivessem produzido este mineral em Marte. A amostra, com dimensões inferiores às de uma semente de papoila (0,8 por 0,5 milímetros), foi estudada por uma equipa liderada pela Universidade de Brock, no Canadá, e pela Universidade de Portsmouth, no Reino Unido. Os investigadores sublinham que a granada pode ter-se formado na crusta marciana por ação hidrotermal associada a impactos ou à intrusão de magma, mas não excluem a hipótese de o fragmento ter chegado a Marte a bordo de outro meteorito.

Paralelamente, uma equipa da Universidade de Porto Rico identificou, 50 quilómetros a norte de Kalgoorlie, na Austrália Ocidental, uma cratera de impacto até agora desconhecida, com mais de quatro quilómetros de diâmetro, cuja formação poderá ter desencadeado uma concentração anómala de ouro na região. A estrutura, temporariamente batizada de Ora Banda, é apenas a segunda confirmada em rochas verdes arqueanas, entre as mais antigas da Terra. Variações no campo gravitacional denunciaram a depressão circular; escavações revelaram rochas fundidas, cristais deformados e detritos com ouro projetados pelo choque, ocorrido há mais de 100 milhões de anos. A descoberta, publicada na Meteoritics & Planetary Science, reforça a compreensão de como impactos meteoríticos podem gerar ambientes propícios à mineralização, um dado com relevância para distritos mineiros também estudados no Brasil, como a cratera de Araguainha.

No espaço, duas outras observações recentes acrescentam camadas à história do sistema solar. O telescópio James Webb detetou, no objeto GJ504b — um possível planeta ou anã castanha a 57 anos-luz, na constelação da Virgem —, assinaturas de dióxido de carbono, monóxido de carbono, ácido sulfídrico e amoníaco, compatíveis com uma atmosfera de nuvens salinas. A investigação da Northwestern University, nos Estados Unidos, aponta para uma massa 25 vezes superior à de Júpiter e uma idade entre 2,5 e 4 mil milhões de anos, desafiando estimativas anteriores. Já a sonda Lucy, da NASA, sobrevoou a 20 de abril o asteroide Donaldjohanson, revelando uma forma de “amendoim oscilante” que roda sobre dois eixos e uma composição rica em argilas ferrosas, indício de que se formou a partir de um corpo maior, rico em carbono e água, fragmentado há 155 milhões de anos. O teste bem-sucedido prepara a missão para os asteroide troianos de Júpiter, cujo estudo poderá rever modelos de formação planetária.

Observadores em Lisboa e São Paulo notam que a convergência destes resultados — da identificação de granada marciana à cratera aurífera australiana — sublinha o papel dos impactos e do metamorfismo na evolução de corpos rochosos. O próximo marco factual será a conclusão das análises isotópicas adicionais que deverão confirmar se a granada se formou efetivamente em Marte, enquanto a missão Lucy se prepara para o primeiro encontro com os troianos, previsto para 2027.

Divergência das fontes

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Quanto as fontes relatam os mesmos fatos de maneira diferente.

Como se dividem

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Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Imprensa europeia continental/ Mediterrânea
DistanciamentoIronia

O impacto de um meteorito pode ter feito chover ouro na Austrália Ocidental há mais de 100 milhões de anos, conforme sugerem os vestígios em uma cratera recém-identificada. Enquanto isso, o telescópio James Webb analisou o espectro do misterioso planeta rosa GJ504b, oferecendo novas pistas sobre sua natureza. Esses estudos mostram como meteoritos e observações espaciais estão reescrevendo a história geológica dos corpos celestes.

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TriunfoPragmatismo

A sonda Lucy da NASA descobriu que o asteroide Donaldjohanson tem uma forma de 'amendoim bamboleante', girando em dois eixos enquanto viaja pelo espaço. Rico em minerais argilosos com ferro, parece ser um fragmento de um asteroide maior, rico em água e carbono, que se partiu há 155 milhões de anos. O sobrevoo testou com sucesso os instrumentos da missão, marcando um passo crucial para a exploração espacial americana.

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