
Onda de calor na Europa deixa 40 mortos por afogamento em França e bate recordes de temperatura
Temperaturas excecionais, com máximas acima dos 40°C, levaram ao encerramento de escolas, monumentos e transportes, enquanto a França regista o dia mais quente da sua história.
Pelo menos 40 pessoas morreram afogadas em França desde 18 de junho, a maioria jovens, anunciou o primeiro-ministro Sébastien Lecornu, no momento em que uma onda de calor excecional assola a Europa Ocidental. As vítimas procuravam alívio em rios, canais e lagos, muitas vezes em zonas não vigiadas, segundo as autoridades francesas. A ministra do Desporto, Marina Ferrari, apelou à prudência, recordando que "não é algo que se possa encarar com ligeireza".
Além dos afogamentos, a procuradora de Carpentras, Hélène Mourges, confirmou a morte de duas crianças, de 2 e 4 anos, encontradas inconscientes no carro da família, estacionado à porta de casa, na segunda-feira. As causas exatas estão por apurar, mas "a principal pista é a onda de calor", afirmou. No sudoeste do país, três idosos, com idades entre 80 e 95 anos, morreram no fim de semana devido a complicações de saúde agravadas pelas temperaturas extremas, informou a responsável local Sophie Brocas.
A França viveu na terça-feira o dia mais quente desde o início dos registos, em 1947, com um indicador térmico nacional de 29,8°C, superando os máximos de 2003 e 2019, segundo a Météo-France. A noite anterior já tinha sido a mais quente de sempre, com uma média de mínimas de 21,6°C. Mais de metade dos departamentos franceses estão sob alerta vermelho, o nível máximo, e 90% da população está exposta a calor extremo. Escolas fecharam, comboios foram suprimidos e monumentos como a Torre Eiffel e o Museu do Louvre encerraram mais cedo por razões de segurança.
A vaga de calor estende-se a vários países. No Reino Unido, o Met Office emitiu um raro alerta vermelho para quarta e quinta-feira, com temperaturas que podem atingir os 40°C no sul de Inglaterra, o que levaria à quebra do recorde de junho. Dezenas de escolas anunciaram o encerramento e a Network Rail aconselhou os passageiros a viajar apenas se indispensável. Em Espanha, a Aemet declarou alerta vermelho em regiões como a Andaluzia e o País Basco, com máximas previstas de 44°C. Itália ativou o nível máximo de alerta em 15 cidades, incluindo Roma e Milão, e a Alemanha registou vários afogamentos mortais no fim de semana.
Os meteorologistas atribuem o episódio a um bloqueio atmosférico em ómega, que aprisiona ar quente sobre a Europa central e ocidental, agravado pelas alterações climáticas. A Organização Meteorológica Mundial recorda que o continente aquece ao dobro da média global. As investigações às mortes prosseguem, enquanto as autoridades mantêm os alertas e preparam planos de contingência para os próximos dias.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A Europa enfrenta uma onda de calor extrema, com temperaturas acima de 40°C. Na França, três pessoas morreram devido a problemas de saúde causados pelo calor e quase 2.700 escolas fecharam ou alteraram seus horários. Autoridades em todo o continente emitiram alertas vermelhos.
Uma poderosa onda de calor está apertando seu controle sobre a Europa, com temperaturas previstas para atingir 43°C em partes da França. Treze pessoas se afogaram durante o fim de semana, enquanto as condições escaldantes levavam multidões para a água, e centenas de escolas foram forçadas a fechar. As autoridades alertaram para os crescentes riscos à saúde.
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