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Economia e Mercadosquarta-feira, 24 de junho de 2026

Petróleo Brent cai abaixo de US$ 74 com reabertura do Estreito de Ormuz

Retomada do tráfego marítimo e acordo entre EUA e Irã levam cotações ao menor nível desde o início do conflito, aliviando pressões inflacionárias globais.

O preço do barril de Brent recuou 4,3% nesta quarta-feira, para US$ 73,74, o menor fechamento desde 27 de fevereiro, véspera do início da guerra entre Estados Unidos e Irã. O West Texas Intermediate cedeu 3,9%, a US$ 70,34, rompendo o piso de US$ 70 pela primeira vez desde 2 de março. A desvalorização reflete a progressiva normalização do tráfego no Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de um quinto do petróleo mundial, após a assinatura de um memorando de entendimento entre Washington e Teerã na semana passada.

Dados de rastreamento marítimo indicam que três superpetroleiros carregados com cinco milhões de barris deixaram o estreito ao longo do dia, enquanto o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou que 72 navios transportando aproximadamente 20 milhões de barris cruzaram a passagem nas últimas 24 horas. A Organização Marítima Internacional anunciou um plano de evacuação para centenas de embarcações e 11 mil marinheiros retidos no Golfo Pérsico, com rotas temporárias coordenadas por Omã. Paralelamente, o Departamento do Tesouro americano emitiu uma licença que autoriza, por 60 dias, transações com petróleo e derivados iranianos, sinalizando uma distensão que, na perspetiva de analistas em Londres e Nova York, pode trazer de volta ao mercado os cerca de 90 milhões de barris armazenados em navios-tanque na região.

O alívio nas cotações repercutiu de forma imediata nos mercados financeiros. O ouro recuou abaixo de US$ 4.000 a onça pela primeira vez desde novembro, enquanto o dólar se fortaleceu diante da perspetiva de que a redução dos preços da energia modere a inflação e permita ao Federal Reserve adiar novas altas de juros. No Brasil, o impacto foi amplificado: os juros futuros despencaram, com o contrato de DI para janeiro de 2031 caindo de 14,615% para 14,345%, à medida que investidores recalcularam as expectativas para a política monetária. Observadores em São Paulo notam que um barril de petróleo abaixo de US$ 75, combinado com um câmbio mais comportado, reduz as projeções de inflação e abre espaço para que o Banco Central estenda o ciclo de cortes da Selic.

Permanecem, contudo, focos de incerteza. A desminagem do canal principal de Ormuz pode levar semanas, e o Irã insiste em manter o controlo da via, enquanto os EUA rejeitam qualquer cobrança de taxas de trânsito. O presidente Donald Trump ordenou que o Departamento de Justiça investigue a lentidão na queda dos preços dos combustíveis ao consumidor americano. O próximo marco factual será a divulgação dos dados de inflação dos Estados Unidos na quinta-feira, que calibrará as apostas sobre os próximos passos do banco central americano e, por arrasto, o apetite por risco nos mercados emergentes.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Imprensa do Sudeste AsiáticoImprensa latino-americana
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PragmatismoDistanciamento

Os preços do petróleo continuaram a cair, com os mercados confiantes de que os fluxos de crude pelo Estreito de Ormuz estão a regressar à normalidade. O abrandamento das tensões entre os EUA e o Irão ajudou a empurrar o Brent e o WTI para baixo, reforçando um sentimento de alívio. A narrativa predominante realça uma recuperação constante das rotas de abastecimento, acalmando os receios de perturbações prolongadas.

Imprensa latino-americana/ Mercado
CeticismoPragmatismo

A queda dos preços do petróleo bruto foi contida pelas dúvidas persistentes sobre o acordo EUA-Irão, com disputas sobre inspeções nucleares e novos ataques israelitas no Líbano a injetar cautela. Alguns analistas argumentam que o próximo movimento dos mercados petrolíferos dependerá mais da estratégia de armazenamento da China do que da reabertura do Estreito de Ormuz. A narrativa mantém-se cautelosa, alertando que a calma atual pode ser temporária.

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quarta-feira, 24 de junho de 2026

Petróleo Brent cai abaixo de US$ 74 com reabertura do Estreito de Ormuz

Retomada do tráfego marítimo e acordo entre EUA e Irã levam cotações ao menor nível desde o início do conflito, aliviando pressões inflacionárias globais.

O preço do barril de Brent recuou 4,3% nesta quarta-feira, para US$ 73,74, o menor fechamento desde 27 de fevereiro, véspera do início da guerra entre Estados Unidos e Irã. O West Texas Intermediate cedeu 3,9%, a US$ 70,34, rompendo o piso de US$ 70 pela primeira vez desde 2 de março. A desvalorização reflete a progressiva normalização do tráfego no Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de um quinto do petróleo mundial, após a assinatura de um memorando de entendimento entre Washington e Teerã na semana passada.

Dados de rastreamento marítimo indicam que três superpetroleiros carregados com cinco milhões de barris deixaram o estreito ao longo do dia, enquanto o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou que 72 navios transportando aproximadamente 20 milhões de barris cruzaram a passagem nas últimas 24 horas. A Organização Marítima Internacional anunciou um plano de evacuação para centenas de embarcações e 11 mil marinheiros retidos no Golfo Pérsico, com rotas temporárias coordenadas por Omã. Paralelamente, o Departamento do Tesouro americano emitiu uma licença que autoriza, por 60 dias, transações com petróleo e derivados iranianos, sinalizando uma distensão que, na perspetiva de analistas em Londres e Nova York, pode trazer de volta ao mercado os cerca de 90 milhões de barris armazenados em navios-tanque na região.

O alívio nas cotações repercutiu de forma imediata nos mercados financeiros. O ouro recuou abaixo de US$ 4.000 a onça pela primeira vez desde novembro, enquanto o dólar se fortaleceu diante da perspetiva de que a redução dos preços da energia modere a inflação e permita ao Federal Reserve adiar novas altas de juros. No Brasil, o impacto foi amplificado: os juros futuros despencaram, com o contrato de DI para janeiro de 2031 caindo de 14,615% para 14,345%, à medida que investidores recalcularam as expectativas para a política monetária. Observadores em São Paulo notam que um barril de petróleo abaixo de US$ 75, combinado com um câmbio mais comportado, reduz as projeções de inflação e abre espaço para que o Banco Central estenda o ciclo de cortes da Selic.

Permanecem, contudo, focos de incerteza. A desminagem do canal principal de Ormuz pode levar semanas, e o Irã insiste em manter o controlo da via, enquanto os EUA rejeitam qualquer cobrança de taxas de trânsito. O presidente Donald Trump ordenou que o Departamento de Justiça investigue a lentidão na queda dos preços dos combustíveis ao consumidor americano. O próximo marco factual será a divulgação dos dados de inflação dos Estados Unidos na quinta-feira, que calibrará as apostas sobre os próximos passos do banco central americano e, por arrasto, o apetite por risco nos mercados emergentes.

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PragmatismoDistanciamento

Os preços do petróleo continuaram a cair, com os mercados confiantes de que os fluxos de crude pelo Estreito de Ormuz estão a regressar à normalidade. O abrandamento das tensões entre os EUA e o Irão ajudou a empurrar o Brent e o WTI para baixo, reforçando um sentimento de alívio. A narrativa predominante realça uma recuperação constante das rotas de abastecimento, acalmando os receios de perturbações prolongadas.

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CeticismoPragmatismo

A queda dos preços do petróleo bruto foi contida pelas dúvidas persistentes sobre o acordo EUA-Irão, com disputas sobre inspeções nucleares e novos ataques israelitas no Líbano a injetar cautela. Alguns analistas argumentam que o próximo movimento dos mercados petrolíferos dependerá mais da estratégia de armazenamento da China do que da reabertura do Estreito de Ormuz. A narrativa mantém-se cautelosa, alertando que a calma atual pode ser temporária.

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