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Wyndham Clark resiste à hostilidade do público e vence US Open em desfecho de tirar o fôlego

Com uma vantagem de seis tacadas que quase se desfez, o americano venceu Sam Burns por uma tacada em Shinnecock Hills, em meio a vaias e um putt decisivo no buraco 16.

O derradeiro putt, de pouco mais de 15 metros, parou a centímetros do buraco. Wyndham Clark embocou e soltou o ar preso nos pulmões. No green do 18 de Shinnecock Hills, em Long Island, o americano de 32 anos acabara de fechar uma volta final de 73 tacadas, três acima do par, suficiente para segurar Sam Burns por uma tacada e conquistar o seu segundo US Open, após o triunfo em 2023. Foi a nona vitória de ponta a ponta na história do torneio, a primeira desde Martin Kaymer em 2014, mas o desenlace esteve longe de ser tranquilo: Clark chegou ao domingo com seis tacadas de vantagem — a maior vantagem para 54 buracos que jamais se perdera num US Open — e viu-a derreter sob o assédio de Burns e a hostilidade da galeria, que vibrava com os seus erros e apoiava abertamente o número um mundial Scottie Scheffler.

O drama instalou-se cedo. Burns, que partira de 179 tacadas, em igual número com o par do campo, fez birdies em três dos primeiros cinco buracos, enquanto Clark tropeçava com bogeys no 2 e no 5, e depois no 7. A diferença caiu para uma tacada logo aos sete buracos. O público de Nova Iorque, que nunca o perdoara pelo episódio de 2025, quando Clark danificou um cacifo em Oakmont após falhar o cut e foi banido do clube, aplaudiu com entusiasmo cada bola sua que ia parar ao rough. À quarta tacada, um espectador foi expulso por gritar “Não te engasgues, Wyndham!”. Mas Clark, que após aquele incidente se desculpou, pagou os danos e procurou ajuda psicológica, manteve o sangue-frio. A tacada do título surgiu no 16: de um drive desviado para o fescue, conseguiu avançar 165 metros para o fairway, de lá acertou o green e embocou um putt de birdie de quase oito metros, restabelecendo dois golpes de vantagem. Um bogey no buraco seguinte reacendeu o suspense, mas o par no 18 selou a vitória.

A hostilidade da multidão em Shinnecock Hills, na perspetiva de analistas na Europa, contrastou com o apoio efusivo a Scheffler, que fazia 30 anos e buscava completar o Grand Slam de carreira. Contudo, o texano nunca pressionou, cometendo erros próprios e terminando com 71, empatado em quarto lugar. Já Burns, de 29 anos, quase repetiu o feito de Greg Norman em 1996, único a perder um major após liderar por seis ou mais tacadas. O sul‑coreano Tom Kim foi terceiro, a uma tacada de Burns. Para os observadores no Brasil, onde o golfe ganha tração, a história de Clark oferece lições sobre resiliência: “Nova Iorque não gostava de mim, mas eu adoro‑vos”, disse no pódio, antes de se desculpar novamente. “Parte disto é merecido. Mas hoje é o meu dia.” A vitória rendeu-lhe 4,5 milhões de dólares, mas o prémio emocional veio no green do 18, onde o seu pai Randall, que viajara de surpresa na véspera, o abraçou no Dia do Pai.

O torneio também teve outras histórias comoventes. Miles Russell, o jogador mais jovem do US Open aos 17 anos, fez o cut e, no buraco 18, cedeu a bolsa ao seu próprio pai Joe, numa surpresa de Dia do Pai que emocionou o público. O irlandês Rory McIlroy lamentou duas vezes ter “perdido as rodas” no back nine, terminando a seis over. O inglês Tyrrell Hatton, com 67 no último dia, foi o melhor europeu e garantiu presença em 2027. A organização do torneio, entretanto, foi criticada pela escassa assistência no sábado: o comboio Long Island Rail Road, única via de acesso para muitos adeptos, forçou regressos antecipados a Nova Iorque.

Com esta vitória, Clark torna-se o nono campeão do US Open a liderar do princípio ao fim e reforça um ciclo de sucesso que inclui um título no PGA Tour no mês anterior. Aos 32 anos, o americano parece ter virado a página de um passado tempestuoso, provando que o talento e a cabeça podem estar ao mesmo nível. O próximo grande desafio será The Open, em Royal Birkdale, onde a armada europeia tentará responder.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

2 grupos editoriais · 1 idiomas

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TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Imprensa do Sudeste AsiáticoImprensa atlântica / anglosfera
Imprensa do Sudeste Asiático
DistanciamentoPragmatismo

Wyndham Clark sobreviveu a um susto na rodada final para vencer seu segundo US Open por uma tacada sobre Sam Burns. Ele comemorou no Dia dos Pais com seu pai, que o surpreendeu após a vitória.

Imprensa atlântica / anglosfera
TriunfoCeticismo

Wyndham Clark resistiu a uma galeria hostil e ao ataque de Sam Burns para conquistar seu segundo US Open, chamando-o de redenção pela controvérsia do vestiário do ano passado. Apesar de quase desperdiçar uma vantagem de seis tacadas, ele embocou para o par no último buraco, evitando o maior colapso da história dos majors.

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Atualizado 02:321 idioma · 1 veículo
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domingo, 21 de junho de 2026

Wyndham Clark resiste à hostilidade do público e vence US Open em desfecho de tirar o fôlego

Com uma vantagem de seis tacadas que quase se desfez, o americano venceu Sam Burns por uma tacada em Shinnecock Hills, em meio a vaias e um putt decisivo no buraco 16.

O derradeiro putt, de pouco mais de 15 metros, parou a centímetros do buraco. Wyndham Clark embocou e soltou o ar preso nos pulmões. No green do 18 de Shinnecock Hills, em Long Island, o americano de 32 anos acabara de fechar uma volta final de 73 tacadas, três acima do par, suficiente para segurar Sam Burns por uma tacada e conquistar o seu segundo US Open, após o triunfo em 2023. Foi a nona vitória de ponta a ponta na história do torneio, a primeira desde Martin Kaymer em 2014, mas o desenlace esteve longe de ser tranquilo: Clark chegou ao domingo com seis tacadas de vantagem — a maior vantagem para 54 buracos que jamais se perdera num US Open — e viu-a derreter sob o assédio de Burns e a hostilidade da galeria, que vibrava com os seus erros e apoiava abertamente o número um mundial Scottie Scheffler.

O drama instalou-se cedo. Burns, que partira de 179 tacadas, em igual número com o par do campo, fez birdies em três dos primeiros cinco buracos, enquanto Clark tropeçava com bogeys no 2 e no 5, e depois no 7. A diferença caiu para uma tacada logo aos sete buracos. O público de Nova Iorque, que nunca o perdoara pelo episódio de 2025, quando Clark danificou um cacifo em Oakmont após falhar o cut e foi banido do clube, aplaudiu com entusiasmo cada bola sua que ia parar ao rough. À quarta tacada, um espectador foi expulso por gritar “Não te engasgues, Wyndham!”. Mas Clark, que após aquele incidente se desculpou, pagou os danos e procurou ajuda psicológica, manteve o sangue-frio. A tacada do título surgiu no 16: de um drive desviado para o fescue, conseguiu avançar 165 metros para o fairway, de lá acertou o green e embocou um putt de birdie de quase oito metros, restabelecendo dois golpes de vantagem. Um bogey no buraco seguinte reacendeu o suspense, mas o par no 18 selou a vitória.

A hostilidade da multidão em Shinnecock Hills, na perspetiva de analistas na Europa, contrastou com o apoio efusivo a Scheffler, que fazia 30 anos e buscava completar o Grand Slam de carreira. Contudo, o texano nunca pressionou, cometendo erros próprios e terminando com 71, empatado em quarto lugar. Já Burns, de 29 anos, quase repetiu o feito de Greg Norman em 1996, único a perder um major após liderar por seis ou mais tacadas. O sul‑coreano Tom Kim foi terceiro, a uma tacada de Burns. Para os observadores no Brasil, onde o golfe ganha tração, a história de Clark oferece lições sobre resiliência: “Nova Iorque não gostava de mim, mas eu adoro‑vos”, disse no pódio, antes de se desculpar novamente. “Parte disto é merecido. Mas hoje é o meu dia.” A vitória rendeu-lhe 4,5 milhões de dólares, mas o prémio emocional veio no green do 18, onde o seu pai Randall, que viajara de surpresa na véspera, o abraçou no Dia do Pai.

O torneio também teve outras histórias comoventes. Miles Russell, o jogador mais jovem do US Open aos 17 anos, fez o cut e, no buraco 18, cedeu a bolsa ao seu próprio pai Joe, numa surpresa de Dia do Pai que emocionou o público. O irlandês Rory McIlroy lamentou duas vezes ter “perdido as rodas” no back nine, terminando a seis over. O inglês Tyrrell Hatton, com 67 no último dia, foi o melhor europeu e garantiu presença em 2027. A organização do torneio, entretanto, foi criticada pela escassa assistência no sábado: o comboio Long Island Rail Road, única via de acesso para muitos adeptos, forçou regressos antecipados a Nova Iorque.

Com esta vitória, Clark torna-se o nono campeão do US Open a liderar do princípio ao fim e reforça um ciclo de sucesso que inclui um título no PGA Tour no mês anterior. Aos 32 anos, o americano parece ter virado a página de um passado tempestuoso, provando que o talento e a cabeça podem estar ao mesmo nível. O próximo grande desafio será The Open, em Royal Birkdale, onde a armada europeia tentará responder.

Divergência das fontes

Esporte · 1 veículo · 1 idioma

41%Média

Quanto as fontes relatam os mesmos fatos de maneira diferente.

Como se dividem

Favorável71%
Neutro29%

Como a mesma história é contada em outros lugares.

2 grupos editoriais · 1 idiomas

TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Imprensa do Sudeste AsiáticoImprensa atlântica / anglosfera
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DistanciamentoPragmatismo

Wyndham Clark sobreviveu a um susto na rodada final para vencer seu segundo US Open por uma tacada sobre Sam Burns. Ele comemorou no Dia dos Pais com seu pai, que o surpreendeu após a vitória.

Imprensa atlântica / anglosfera
TriunfoCeticismo

Wyndham Clark resistiu a uma galeria hostil e ao ataque de Sam Burns para conquistar seu segundo US Open, chamando-o de redenção pela controvérsia do vestiário do ano passado. Apesar de quase desperdiçar uma vantagem de seis tacadas, ele embocou para o par no último buraco, evitando o maior colapso da história dos majors.

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