
Colômbia tenta selar vaga antecipada; RD Congo quer repetir surpresa no Grupo K
Cafeteros podem garantir classificação com vitória sobre os Leopardos, que empataram com Portugal e buscam manter vivo o sonho da segunda fase.
O Estádio Akron, em Guadalajara, recebe na noite desta terça-feira (23) um duelo que pode definir o primeiro classificado do Grupo K do Mundial de 2026. A Colômbia entra em campo às 23h (horário de Brasília) com a possibilidade de carimbar antecipadamente o passaporte para os dezesseisavos de final, caso supere a República Democrática do Congo. Para os africanos, que estrearam com um empate histórico diante de Portugal, o confronto representa a oportunidade de se manterem firmes na briga por uma vaga na fase eliminatória, algo que o país não experimenta desde a sua única participação anterior, em 1974, quando ainda se chamava Zaire.
A seleção colombiana chega embalada pela vitória por 3 a 1 sobre o Uzbequistão, na rodada inaugural, com gols de Daniel Muñoz, Luis Díaz e Jaminton Campaz. O resultado colocou os cafeteros na liderança isolada da chave, com três pontos e saldo de gols positivo de dois. Já a RD Congo surpreendeu ao segurar Portugal em 1 a 1, no NRG Stadium, em Houston, com Yoane Wissa marcando o primeiro gol congolês em Copas do Mundo. O ponto conquistado deixou os Leopardos empatados com os lusos na segunda posição, ambos com um ponto e saldo zerado, o que torna o confronto desta terça-feira crucial para as ambições de ambas as equipas.
Do lado colombiano, o técnico Néstor Lorenzo tem reiterado que a equipa não abrirá mão do seu estilo ofensivo, mas reconhece a necessidade de neutralizar as transições rápidas e os contra-ataques do adversário. “O que tínhamos estudado do Congo mudou bastante. Eles têm dois atacantes importantes e devemos evitar as transições. Há que manter o nosso estilo”, afirmou o treinador, que também destacou a versatilidade de Luis Díaz, autor de um golo e uma assistência na estreia. Os auxiliares Amaranto Perea e Fernando Alloco alertaram para a força física e a velocidade pelos flancos do conjunto africano, sublinhando que a Colômbia preparou planos táticos alternativos para se adaptar a diferentes cenários de jogo.
Na perspetiva de Brasília, a ampla cobertura televisiva — com transmissão na TV Globo, SporTV, Premiere e CazéTV — reflete a expectativa em torno da seleção, que pode dar um passo decisivo rumo à fase seguinte. Observadores em Lisboa notam que o empate do Congo com Portugal serviu de alerta para o potencial de equipas africanas que, historicamente, costumam crescer ao longo dos torneios. O técnico congolês, Sébastien Desabre, assumiu o papel de desafiante com naturalidade: “O papel de challenger é um papel que desfrutamos. Precisamos de três ou quatro pontos para nos classificarmos”, disse, lembrando que o estádio de Guadalajara foi o palco da vitória nos playoffs sobre a Jamaica, que garantiu o regresso do país ao Mundial após 52 anos.
Uma vitória colombiana assegura matematicamente a presença nos dezesseisavos de final, independentemente do resultado do outro jogo do grupo, entre Portugal e Uzbequistão, que ocorre mais cedo em Houston. Caso os cafeteros tropecem, a definição das vagas ficará para a última jornada, quando a Colômbia enfrentará Portugal e o Congo medirá forças com os uzbeques. O árbitro italiano Maurizio Mariani será o responsável por conduzir um encontro que, pela primeira vez na história, coloca frente a frente as duas seleções em competições oficiais.
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