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Economia e Mercadosterça-feira, 23 de junho de 2026

Itália trava trabalho ao ar livre nas horas de calor extremo; Nova Iorque e Malásia preparam novas regras

Decreto nacional italiano reativa subsídio salarial para suspensão de atividade, enquanto regiões proíbem obras entre as 12h30 e as 16h00; autarcas antecipam turnos e outros países aceleram proteções.

A onda de calor que atinge a Europa meridional levou o Conselho de Ministros italiano a reintroduzir, no decreto Infraestruturas, a possibilidade de empresas suspenderem ou reduzirem a atividade laboral com acesso à cassa integrazione em derroga quando as temperaturas ultrapassam os 35 °C ou a humidade elevada torna o trabalho perigoso. A medida, ainda sem texto final publicado, abrange setores como construção, logística e entregas, mas deixa em aberto o nó dos serviços de “pública utilidade”, que várias regiões excetuam dos bloqueios horários. Na prática, a maioria das regiões italianas já ativou ordenanças de proibição de trabalho ao ar livre entre as 12h30 e as 16h00, com a Calábria e a Campânia a adotarem uma interpretação mais restritiva, limitando as exceções a intervenções improrrogáveis de proteção civil.

Em Pesaro, o município foi além: antecipou o início do turno dos operários de manutenção urbana para as 6h30, encerrando a jornada às 12h30, antes do bloqueio vespertino. O presidente da câmara, Andrea Biancani, justificou a decisão com o argumento de que “o clima que muda já não é uma exceção” e que a saúde dos trabalhadores prevalece sobre a produtividade. A região das Marcas, onde se insere Pesaro, integra um conjunto de administrações que este ano alargaram as proteções a novas categorias, como os trabalhadores em espaços confinados com pouca ventilação, na Puglia.

Do outro lado do Atlântico, a cidade de Nova Iorque assinou uma ordem executiva que obriga várias agências municipais a elaborar guias de segurança contra o calor extremo, com materiais multilingues para trabalhadores de setores expostos — construção, entregas, comércio e armazéns. As recomendações para espaços interiores devem estar prontas até 1 de março de 2027, e o Departamento de Edifícios terá de rever os requisitos de segurança nas obras. Na Malásia, um inquérito a 51 estafetas de entregas revelou que 90% sentiram condições mais quentes, com sintomas como dores de cabeça e tonturas, mas sem direito a pausas remuneradas. O deputado Santiago apelou à revisão da Lei dos Trabalhadores Gig, em vigor desde março, para impor pausas obrigatórias, alertas de calor e abrigos, à semelhança de estações sindicais criadas na China.

Na Austrália, a complexidade da regulação do trabalho em plataformas digitais ficou exposta num caso em que a Fair Work Commission ordenou à Uber o pagamento de 300 dólares australianos por semana a um motorista de Perth suspenso por denúncias de conduta imprópria, enquanto decorre o recurso. A decisão ilustra a tensão entre a proteção do rendimento do trabalhador e a segurança dos passageiros, num momento em que o governo australiano alterou as regras para facilitar a remoção de condutores com padrão de queixas de má conduta sexual. No espaço lusófono, o debate sobre proteção de trabalhadores ao ar livre ganhou força após ondas de calor recentes. Em Portugal, algumas autarquias adotaram restrições horárias semelhantes às de Pesaro, enquanto no Brasil a discussão sobre normas unificadas para a construção civil e os entregadores de aplicações ainda carece de um quadro nacional. O próximo marco concreto será a publicação do texto final do decreto italiano e a apresentação, até março de 2027, das diretrizes de segurança para espaços interiores em Nova Iorque.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Imprensa europeia continentalImprensa do Sudeste Asiático
Imprensa europeia continental/ Mediterrânea
PragmatismoDistanciamento

Na Itália, o governo reativou medidas de emergência que permitem às empresas suspender ou reduzir o trabalho ao ar livre durante ondas de calor extremas, com os trabalhadores a receber apoio ao rendimento através de um fundo especial de garantia salarial. As autoridades locais estão também a impor proibições de trabalho ao ar livre nas horas mais quentes da tarde, transferindo os turnos para o início da manhã. A abordagem trata as ondas de calor como um risco sazonal recorrente que exige flexibilidade administrativa.

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No Sudeste Asiático, um legislador exige uma revisão urgente das leis da economia gig, argumentando que os entregadores são forçados a trabalhar sob calor perigoso porque não têm pausas remuneradas ou licença por doença. O sistema atual, em que os ganhos estão vinculados a cada entrega concluída, deixa os trabalhadores sem rede de segurança financeira se pararem por motivos de saúde. O apelo destaca o custo oculto da conveniência para os consumidores e exige maior responsabilização das empresas de plataforma.

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terça-feira, 23 de junho de 2026

Itália trava trabalho ao ar livre nas horas de calor extremo; Nova Iorque e Malásia preparam novas regras

Decreto nacional italiano reativa subsídio salarial para suspensão de atividade, enquanto regiões proíbem obras entre as 12h30 e as 16h00; autarcas antecipam turnos e outros países aceleram proteções.

A onda de calor que atinge a Europa meridional levou o Conselho de Ministros italiano a reintroduzir, no decreto Infraestruturas, a possibilidade de empresas suspenderem ou reduzirem a atividade laboral com acesso à cassa integrazione em derroga quando as temperaturas ultrapassam os 35 °C ou a humidade elevada torna o trabalho perigoso. A medida, ainda sem texto final publicado, abrange setores como construção, logística e entregas, mas deixa em aberto o nó dos serviços de “pública utilidade”, que várias regiões excetuam dos bloqueios horários. Na prática, a maioria das regiões italianas já ativou ordenanças de proibição de trabalho ao ar livre entre as 12h30 e as 16h00, com a Calábria e a Campânia a adotarem uma interpretação mais restritiva, limitando as exceções a intervenções improrrogáveis de proteção civil.

Em Pesaro, o município foi além: antecipou o início do turno dos operários de manutenção urbana para as 6h30, encerrando a jornada às 12h30, antes do bloqueio vespertino. O presidente da câmara, Andrea Biancani, justificou a decisão com o argumento de que “o clima que muda já não é uma exceção” e que a saúde dos trabalhadores prevalece sobre a produtividade. A região das Marcas, onde se insere Pesaro, integra um conjunto de administrações que este ano alargaram as proteções a novas categorias, como os trabalhadores em espaços confinados com pouca ventilação, na Puglia.

Do outro lado do Atlântico, a cidade de Nova Iorque assinou uma ordem executiva que obriga várias agências municipais a elaborar guias de segurança contra o calor extremo, com materiais multilingues para trabalhadores de setores expostos — construção, entregas, comércio e armazéns. As recomendações para espaços interiores devem estar prontas até 1 de março de 2027, e o Departamento de Edifícios terá de rever os requisitos de segurança nas obras. Na Malásia, um inquérito a 51 estafetas de entregas revelou que 90% sentiram condições mais quentes, com sintomas como dores de cabeça e tonturas, mas sem direito a pausas remuneradas. O deputado Santiago apelou à revisão da Lei dos Trabalhadores Gig, em vigor desde março, para impor pausas obrigatórias, alertas de calor e abrigos, à semelhança de estações sindicais criadas na China.

Na Austrália, a complexidade da regulação do trabalho em plataformas digitais ficou exposta num caso em que a Fair Work Commission ordenou à Uber o pagamento de 300 dólares australianos por semana a um motorista de Perth suspenso por denúncias de conduta imprópria, enquanto decorre o recurso. A decisão ilustra a tensão entre a proteção do rendimento do trabalhador e a segurança dos passageiros, num momento em que o governo australiano alterou as regras para facilitar a remoção de condutores com padrão de queixas de má conduta sexual. No espaço lusófono, o debate sobre proteção de trabalhadores ao ar livre ganhou força após ondas de calor recentes. Em Portugal, algumas autarquias adotaram restrições horárias semelhantes às de Pesaro, enquanto no Brasil a discussão sobre normas unificadas para a construção civil e os entregadores de aplicações ainda carece de um quadro nacional. O próximo marco concreto será a publicação do texto final do decreto italiano e a apresentação, até março de 2027, das diretrizes de segurança para espaços interiores em Nova Iorque.

Divergência das fontes

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Quanto as fontes relatam os mesmos fatos de maneira diferente.

Como se dividem

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Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Imprensa europeia continental/ Mediterrânea
PragmatismoDistanciamento

Na Itália, o governo reativou medidas de emergência que permitem às empresas suspender ou reduzir o trabalho ao ar livre durante ondas de calor extremas, com os trabalhadores a receber apoio ao rendimento através de um fundo especial de garantia salarial. As autoridades locais estão também a impor proibições de trabalho ao ar livre nas horas mais quentes da tarde, transferindo os turnos para o início da manhã. A abordagem trata as ondas de calor como um risco sazonal recorrente que exige flexibilidade administrativa.

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No Sudeste Asiático, um legislador exige uma revisão urgente das leis da economia gig, argumentando que os entregadores são forçados a trabalhar sob calor perigoso porque não têm pausas remuneradas ou licença por doença. O sistema atual, em que os ganhos estão vinculados a cada entrega concluída, deixa os trabalhadores sem rede de segurança financeira se pararem por motivos de saúde. O apelo destaca o custo oculto da conveniência para os consumidores e exige maior responsabilização das empresas de plataforma.

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