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Economia e Mercadosterça-feira, 30 de junho de 2026

Ouro acumula perda mensal de 12% e caminha para o pior trimestre em mais de uma década

A combinação de um dólar fortalecido, a perspetiva de novas subidas de juros nos EUA e a dissipação do entusiasmo especulativo empurraram o metal para a maior queda mensal desde 2008.

O preço do ouro recuou mais de 12% em junho, encaminhando-se para a maior desvalorização mensal em 18 anos, enquanto o segundo trimestre se desenha como o pior desde 2013. Nas negociações de terça-feira, a onça-troy oscilou em torno dos 4.000 dólares, tendo tocado mínimos de sete meses abaixo dos 3.950 dólares no mercado à vista. O movimento consolida o quarto mês consecutivo de perdas e a primeira queda trimestral desde 2024, num contexto em que o metal perdeu cerca de 25% desde o início do conflito no Médio Oriente, segundo dados compilados por agências internacionais.

A pressão vendedora é atribuída, em larga medida, à recalibragem das expectativas para a política monetária norte-americana. A postura considerada mais dura do presidente da Reserva Federal, Kevin Warsh, e a resiliência do mercado de trabalho — com a abertura de vagas acima do previsto em maio — alimentaram as apostas em, pelo menos, três aumentos de taxas de juro até ao final do ano. Na avaliação de analistas em Londres, a força do dólar, que se encaminha para o segundo ganho mensal consecutivo, e a subida dos preços da energia, que reacendeu os receios inflacionistas, anularam o papel tradicional do ouro como ativo de refúgio, tornando mais atrativos os títulos de dívida que oferecem rendimento.

A correção foi amplificada por fatores técnicos e comportamentais. Estrategistas em Nova Iorque notam que os investidores passaram a vender nos picos, em vez de comprar nas quedas, uma inversão face ao padrão dos últimos anos. A saída de capitais de fundos negociados em bolsa (ETF) lastreados em ouro acelerou em junho, enquanto grandes bancos chineses, como o ICBC, anunciaram restrições à operação de futuros de metais preciosos por parte de clientes de retalho, um sinal da preocupação dos reguladores de Pequim com a especulação. Adicionalmente, parte da liquidez migrou para ativos ligados à inteligência artificial e para a oferta pública inicial recorde da SpaceX, num movimento que, segundo observadores do mercado, desviou a narrativa que sustentava o rali do ouro.

O foco dos operadores vira-se agora para os próximos indicadores do mercado de trabalho norte-americano, em particular o relatório ADP e as folhas de pagamento não-agrícolas, que poderão oferecer pistas sobre a trajetória das taxas de juro. Paralelamente, as conversações entre os Estados Unidos e o Irão em Doha, no Catar, são acompanhadas de perto, uma vez que qualquer evolução nas tensões geopolíticas ou nos preços da energia pode alterar a dinâmica de curto prazo do metal. Apesar da pressão atual, um relatório do Fórum Oficial das Instituições Monetárias e Financeiras indica que o ouro continua a ser o ativo que os gestores de reservas dos bancos centrais mais desejam adquirir, o que, na perspetiva de analistas em Zurique, mantém o metal como um investimento atrativo para carteiras de longo prazo.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Imprensa russa e CEIImprensa iraniana e afins
Imprensa russa e CEI/ Estatal
PragmatismoDistanciamento

Os preços do ouro registraram seu pior desempenho trimestral desde 2013. A queda foi impulsionada pelas expectativas de que o Federal Reserve dos EUA aumentará as taxas de juros, em meio à inflação persistente causada pela alta dos preços do petróleo.

Imprensa iraniana e afins/ Regime
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O ouro sofreu um colapso histórico, registrando sua maior perda mensal em 18 anos. O preço à vista caiu para cerca de 3.975 dólares por onça, e os futuros para 3.988,60 dólares, com uma queda mensal de 12,4%. Isso sinaliza uma mudança séria nas expectativas dos investidores em relação à política monetária dos EUA e às perspectivas econômicas globais.

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terça-feira, 30 de junho de 2026

Ouro acumula perda mensal de 12% e caminha para o pior trimestre em mais de uma década

A combinação de um dólar fortalecido, a perspetiva de novas subidas de juros nos EUA e a dissipação do entusiasmo especulativo empurraram o metal para a maior queda mensal desde 2008.

O preço do ouro recuou mais de 12% em junho, encaminhando-se para a maior desvalorização mensal em 18 anos, enquanto o segundo trimestre se desenha como o pior desde 2013. Nas negociações de terça-feira, a onça-troy oscilou em torno dos 4.000 dólares, tendo tocado mínimos de sete meses abaixo dos 3.950 dólares no mercado à vista. O movimento consolida o quarto mês consecutivo de perdas e a primeira queda trimestral desde 2024, num contexto em que o metal perdeu cerca de 25% desde o início do conflito no Médio Oriente, segundo dados compilados por agências internacionais.

A pressão vendedora é atribuída, em larga medida, à recalibragem das expectativas para a política monetária norte-americana. A postura considerada mais dura do presidente da Reserva Federal, Kevin Warsh, e a resiliência do mercado de trabalho — com a abertura de vagas acima do previsto em maio — alimentaram as apostas em, pelo menos, três aumentos de taxas de juro até ao final do ano. Na avaliação de analistas em Londres, a força do dólar, que se encaminha para o segundo ganho mensal consecutivo, e a subida dos preços da energia, que reacendeu os receios inflacionistas, anularam o papel tradicional do ouro como ativo de refúgio, tornando mais atrativos os títulos de dívida que oferecem rendimento.

A correção foi amplificada por fatores técnicos e comportamentais. Estrategistas em Nova Iorque notam que os investidores passaram a vender nos picos, em vez de comprar nas quedas, uma inversão face ao padrão dos últimos anos. A saída de capitais de fundos negociados em bolsa (ETF) lastreados em ouro acelerou em junho, enquanto grandes bancos chineses, como o ICBC, anunciaram restrições à operação de futuros de metais preciosos por parte de clientes de retalho, um sinal da preocupação dos reguladores de Pequim com a especulação. Adicionalmente, parte da liquidez migrou para ativos ligados à inteligência artificial e para a oferta pública inicial recorde da SpaceX, num movimento que, segundo observadores do mercado, desviou a narrativa que sustentava o rali do ouro.

O foco dos operadores vira-se agora para os próximos indicadores do mercado de trabalho norte-americano, em particular o relatório ADP e as folhas de pagamento não-agrícolas, que poderão oferecer pistas sobre a trajetória das taxas de juro. Paralelamente, as conversações entre os Estados Unidos e o Irão em Doha, no Catar, são acompanhadas de perto, uma vez que qualquer evolução nas tensões geopolíticas ou nos preços da energia pode alterar a dinâmica de curto prazo do metal. Apesar da pressão atual, um relatório do Fórum Oficial das Instituições Monetárias e Financeiras indica que o ouro continua a ser o ativo que os gestores de reservas dos bancos centrais mais desejam adquirir, o que, na perspetiva de analistas em Zurique, mantém o metal como um investimento atrativo para carteiras de longo prazo.

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Os preços do ouro registraram seu pior desempenho trimestral desde 2013. A queda foi impulsionada pelas expectativas de que o Federal Reserve dos EUA aumentará as taxas de juros, em meio à inflação persistente causada pela alta dos preços do petróleo.

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O ouro sofreu um colapso histórico, registrando sua maior perda mensal em 18 anos. O preço à vista caiu para cerca de 3.975 dólares por onça, e os futuros para 3.988,60 dólares, com uma queda mensal de 12,4%. Isso sinaliza uma mudança séria nas expectativas dos investidores em relação à política monetária dos EUA e às perspectivas econômicas globais.

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