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Geopolítica & Políticaquinta-feira, 2 de julho de 2026

EUA alertaram Irão para plano israelita de assassinar negociadores, revelam jornais

Washington temeu que Telavive visasse o ministro dos Negócios Estrangeiros e o presidente do Parlamento iranianos durante as conversações de cessar-fogo, recorrendo a intermediários para avisar Teerão.

A administração norte-americana acreditou, na primavera de 2026, que Israel preparava o assassinato dos dois principais negociadores do Irão — o ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, e o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf — enquanto decorriam conversações sensíveis para um cessar-fogo, segundo relatos dos jornais The New York Times e The Washington Post, que citam atuais e antigos funcionários dos EUA. De acordo com essas fontes, a preocupação em Washington era tão aguda que o governo de Donald Trump pediu a países do Médio Oriente que alertassem Teerão para o risco, temendo que qualquer atentado fizesse colapsar as negociações e reacendesse os combates.

Na perspetiva de Telavive, reproduzida por meios de comunicação israelitas, Araghchi e Ghalibaf eram considerados alvos legítimos durante a fase intensa do conflito, inserindo-se numa estratégia mais ampla de decapitação da liderança iraniana que já vitimara o guia supremo Ali Khamenei e o responsável pela segurança nacional, Ali Larijani. A imprensa iraniana, por seu turno, sublinhou que Teerão exigiu garantias de segurança através do Paquistão e do Catar, tendo as forças armadas paquistanesas destacado 24 caças, incluindo J-10, para escoltar a delegação iraniana até Islamabade e de regresso à fronteira. Diplomatas ocidentais citados nos relatos notam que a divergência de objetivos entre Washington e Telavive se acentuou a partir de março, quando os EUA começaram a privilegiar uma saída negociada que preservasse a reabertura do Estreito de Ormuz, enquanto Israel mantinha o objetivo de mudança de regime.

O episódio mais tenso terá ocorrido a 12 de abril, no regresso de Ghalibaf de uma ronda negocial em Islamabade com o vice-presidente J.D. Vance. Fontes de segurança iranianas, citadas pela imprensa norte-americana, indicam que o avião do presidente do Parlamento recebeu um alerta de que dois caças israelitas tinham entrado no espaço aéreo iraniano pela fronteira ocidental, perto do Iraque, e que os serviços de informações detetaram um plano para abater a aeronave. O aparelho realizou uma aterragem de emergência em Mashhad, a cidade iraniana mais próxima da fronteira paquistanesa, e a comitiva prosseguiu por estrada durante cerca de oito horas até Teerão. O conselheiro sénior de Ghalibaf, Mahdi Mohammadi, confirmou a situação, enquanto um responsável paquistanês disse à Reuters que Islamabad interveio para que Washington travasse Israel, argumentando que eliminar aqueles interlocutores deixaria “ninguém com quem falar”.

Analistas europeus e do Sul da Ásia observam que o caso expõe a fratura entre os dois aliados e a determinação do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, em minar qualquer negociação que os EUA concluíssem. A Casa Branca, segundo um dos seus porta-vozes citados, afirmou que “o presidente quer que o processo de paz prossiga”. O memorando de entendimento assinado em junho entre Washington e Teerão prevê 60 dias de conversações para um acordo definitivo, estando prevista uma nova ronda em Doha na segunda quinzena de julho. Permanece por esclarecer se as garantias de segurança solicitadas pelo Irão serão formalizadas no quadro das conversações em curso.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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quinta-feira, 2 de julho de 2026

EUA alertaram Irão para plano israelita de assassinar negociadores, revelam jornais

Washington temeu que Telavive visasse o ministro dos Negócios Estrangeiros e o presidente do Parlamento iranianos durante as conversações de cessar-fogo, recorrendo a intermediários para avisar Teerão.

A administração norte-americana acreditou, na primavera de 2026, que Israel preparava o assassinato dos dois principais negociadores do Irão — o ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, e o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf — enquanto decorriam conversações sensíveis para um cessar-fogo, segundo relatos dos jornais The New York Times e The Washington Post, que citam atuais e antigos funcionários dos EUA. De acordo com essas fontes, a preocupação em Washington era tão aguda que o governo de Donald Trump pediu a países do Médio Oriente que alertassem Teerão para o risco, temendo que qualquer atentado fizesse colapsar as negociações e reacendesse os combates.

Na perspetiva de Telavive, reproduzida por meios de comunicação israelitas, Araghchi e Ghalibaf eram considerados alvos legítimos durante a fase intensa do conflito, inserindo-se numa estratégia mais ampla de decapitação da liderança iraniana que já vitimara o guia supremo Ali Khamenei e o responsável pela segurança nacional, Ali Larijani. A imprensa iraniana, por seu turno, sublinhou que Teerão exigiu garantias de segurança através do Paquistão e do Catar, tendo as forças armadas paquistanesas destacado 24 caças, incluindo J-10, para escoltar a delegação iraniana até Islamabade e de regresso à fronteira. Diplomatas ocidentais citados nos relatos notam que a divergência de objetivos entre Washington e Telavive se acentuou a partir de março, quando os EUA começaram a privilegiar uma saída negociada que preservasse a reabertura do Estreito de Ormuz, enquanto Israel mantinha o objetivo de mudança de regime.

O episódio mais tenso terá ocorrido a 12 de abril, no regresso de Ghalibaf de uma ronda negocial em Islamabade com o vice-presidente J.D. Vance. Fontes de segurança iranianas, citadas pela imprensa norte-americana, indicam que o avião do presidente do Parlamento recebeu um alerta de que dois caças israelitas tinham entrado no espaço aéreo iraniano pela fronteira ocidental, perto do Iraque, e que os serviços de informações detetaram um plano para abater a aeronave. O aparelho realizou uma aterragem de emergência em Mashhad, a cidade iraniana mais próxima da fronteira paquistanesa, e a comitiva prosseguiu por estrada durante cerca de oito horas até Teerão. O conselheiro sénior de Ghalibaf, Mahdi Mohammadi, confirmou a situação, enquanto um responsável paquistanês disse à Reuters que Islamabad interveio para que Washington travasse Israel, argumentando que eliminar aqueles interlocutores deixaria “ninguém com quem falar”.

Analistas europeus e do Sul da Ásia observam que o caso expõe a fratura entre os dois aliados e a determinação do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, em minar qualquer negociação que os EUA concluíssem. A Casa Branca, segundo um dos seus porta-vozes citados, afirmou que “o presidente quer que o processo de paz prossiga”. O memorando de entendimento assinado em junho entre Washington e Teerão prevê 60 dias de conversações para um acordo definitivo, estando prevista uma nova ronda em Doha na segunda quinzena de julho. Permanece por esclarecer se as garantias de segurança solicitadas pelo Irão serão formalizadas no quadro das conversações em curso.

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