
Operações na Argentina, Brasil e Colômbia levam à prisão de líderes do crime organizado
Fim de semana teve captura de mexicano procurado pelos EUA, sucessor de chefe do tráfico no RS e acusado de chefiar o Tren de Aragua em Bogotá.
Três suspeitos de ocupar posições de comando em facções criminosas foram detidos em ações distintas na Argentina, no Brasil e na Colômbia entre a noite de sexta-feira (10) e este sábado (11). As prisões mobilizaram agências de segurança nacionais e cooperação internacional, sem que houvesse indicação de conexão entre os casos.
Segundo fontes oficiais, em Buenos Aires, o mexicano Rodolfo Junior Aguirre Covarrubias, de 48 anos, foi capturado no hotel Hilton, em Puerto Madero, após alerta vermelho da Interpol solicitado pela Justiça dos Estados Unidos. Ele é acusado de posse, distribuição e comercialização de mais de dez quilos de cocaína, em processo iniciado em 2016, e descumpriu a fiança. A Secretaría de Inteligencia de Estado (SIDE) argentina, em coordenação com a Polícia Federal e a Direção Nacional de Migrações, localizou o foragido, que aguarda extradição. No Rio Grande do Sul, a Polícia Civil prendeu Marcos da Silva Oliveira, de 36 anos, conhecido como “Marquinhos”, na RS-135, em Getúlio Vargas. Com mandado de prisão preventiva por homicídio e receptação, ele é apontado como sucessor de Jackson Peixoto Rodrigues, o “Nego Jackson”, morto em novembro de 2024 na Penitenciária de Canoas. Investigações indicam que assumiu a logística de distribuição de drogas e armas, além da movimentação financeira do grupo, e tem antecedentes por tráfico e porte ilegal de arma. Na Colômbia, um juiz de controle de garantias de Bogotá decretou a prisão de Néstor Luis Castro Méndez, vulgo “Maracucho”, acusado de chefiar territorialmente o Tren de Aragua no centro da capital. A Fiscalía sustenta que, entre 2023 e 2025, coordenou tráfico de estupefacientes, extorsões, homicídios e administração de imóveis usados como “paga diários”, movimentando mais de 1,075 milhão de pesos colombianos em recursos ilícitos.
As investigações permanecem em curso para apurar a extensão das redes. No caso argentino, autoridades averiguam a rota de entrada de Aguirre Covarrubias, que teria chegado ao país vindo da Colômbia em 8 de julho, e o processo de extradição pode levar semanas. No Brasil, a polícia investiga supostos vínculos de “Marquinhos” com o PCC e o Comando Vermelho na fronteira com o Paraguai, além de suspeitas de lavagem de dinheiro. Em Bogotá, Castro Méndez não aceitou as acusações e permanece em prisão preventiva; a Justiça tenta localizar colaboradores identificados como “Mary”, “Anthony”, “La Catira” e “Marlon”.
Os episódios reforçam a atuação coordenada entre forças de segurança e agências como Interpol, ainda que não tenham sido realizadas operações conjuntas. Todos os detidos estão à disposição da Justiça, e as apurações continuam para identificar outros envolvidos nas estruturas criminosas.
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