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Economia e Mercadossexta-feira, 26 de junho de 2026

Oferta de usados encolhe 24% na Indonésia e reconfigura perceção de valor em quatro continentes

A queda abrupta da oferta, combinada com padrões divergentes de depreciação entre elétricos, híbridos e marcas chinesas, está a alterar o comportamento de compradores e plataformas de venda.

O mercado global de automóveis usados entrou num ciclo de oferta restrita que já altera preços e estratégias comerciais. Na Indonésia, a plataforma OLX registou uma contração de 24% no volume de anúncios de usados entre janeiro e maio de 2026, face ao mesmo período do ano anterior, enquanto a procura caiu apenas 6%. Este desequilíbrio travou a desvalorização típica do segmento: os preços mantiveram-se mais estáveis do que em 2025, sobretudo nos modelos abaixo de 200 milhões de rupias (cerca de 12 mil euros), onde cada unidade atrai entre seis e onze potenciais compradores.

A escassez de oferta é explicada, na perspetiva de Jacarta, por três fatores encadeados. A melhoria da qualidade do crédito nas financeiras reduziu o número de viaturas recuperadas de devedores incumpridores. Simultaneamente, o alongamento dos prazos de financiamento — de três ou quatro anos para quatro anos e meio a cinco — fez com que os proprietários mantivessem os veículos durante mais tempo. A estes soma-se o efeito retardado da quebra de vendas de automóveis novos durante a pandemia de COVID-19, cujas unidades, passados três a cinco anos, deveriam agora estar a alimentar o mercado secundário, mas não estão.

Esta dinâmica coexiste com uma reavaliação do valor residual de diferentes tecnologias. Em França, um estudo da carVertical sobre modelos de 2020 mostra que os elétricos puros perdem mais de 60% do valor em cinco anos — o Renault Zoé lidera com 62,8% —, enquanto os híbridos resistem melhor. Na Argentina, dados da consultora iSeeCars indicam que os elétricos desvalorizam em média 57,2% em cinco anos, contra 35,4% dos híbridos, um comportamento que analistas locais atribuem à rápida evolução das baterias e à queda de preço dos modelos novos. A perceção de risco também atinge os automóveis chineses com motor de combustão: na Indonésia, o Wuling Cortez deprecia 20% a 30% mais do que o Toyota Innova no mesmo segmento, um diferencial que observadores em Buenos Aires receiam ver repetir-se com a vaga de importações asiáticas. No Irão, o debate é outro: veículos produzidos internamente cumprem a norma de emissões Euro 6, mas apresentam consumos de combustível elevados devido a limitações tecnológicas e à incapacidade de integrar as cadeias globais de desenvolvimento de motores.

Perante consumidores que já não separam rigidamente a procura entre novo e usado — 66% dos utilizadores da OLX na Indonésia consideram ambas as opções —, as plataformas adaptam-se. A OLX lançou uma subcategoria de automóveis novos e prepara a sua promoção no salão GIIAS 2026, que decorre entre 30 de julho e 9 de agosto. O próximo marco factual será o comportamento do mercado no segundo semestre, quando a eventual descida do preço do petróleo e a estabilização económica poderão, segundo operadores do setor, reanimar a oferta de usados.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Imprensa do Sudeste AsiáticoImprensa iraniana e afins
Imprensa do Sudeste Asiático
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Na Indonésia, a oferta de carros usados despencou 24%, enquanto a demanda caiu apenas 6%, criando uma dinâmica de mercado inédita. As marcas chinesas depreciam mais rápido que as japonesas, e os consumidores procuram cada vez mais veículos abaixo de 200 milhões de rupias. As plataformas agora integram a busca por carros novos e usados, sinal de um mercado em transformação.

Imprensa iraniana e afins/ Regime
IndignaçãoCeticismo

No Irã, os carros produzidos localmente atendem ao padrão Euro 6, mas apresentam alto consumo de combustível, tornando-os pouco competitivos globalmente. Essa lacuna de eficiência está redefinindo o valor percebido dos usados, à medida que os consumidores exigem veículos mais econômicos. A indústria local é criticada por não ter superado o atraso tecnológico.

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sexta-feira, 26 de junho de 2026

Oferta de usados encolhe 24% na Indonésia e reconfigura perceção de valor em quatro continentes

A queda abrupta da oferta, combinada com padrões divergentes de depreciação entre elétricos, híbridos e marcas chinesas, está a alterar o comportamento de compradores e plataformas de venda.

O mercado global de automóveis usados entrou num ciclo de oferta restrita que já altera preços e estratégias comerciais. Na Indonésia, a plataforma OLX registou uma contração de 24% no volume de anúncios de usados entre janeiro e maio de 2026, face ao mesmo período do ano anterior, enquanto a procura caiu apenas 6%. Este desequilíbrio travou a desvalorização típica do segmento: os preços mantiveram-se mais estáveis do que em 2025, sobretudo nos modelos abaixo de 200 milhões de rupias (cerca de 12 mil euros), onde cada unidade atrai entre seis e onze potenciais compradores.

A escassez de oferta é explicada, na perspetiva de Jacarta, por três fatores encadeados. A melhoria da qualidade do crédito nas financeiras reduziu o número de viaturas recuperadas de devedores incumpridores. Simultaneamente, o alongamento dos prazos de financiamento — de três ou quatro anos para quatro anos e meio a cinco — fez com que os proprietários mantivessem os veículos durante mais tempo. A estes soma-se o efeito retardado da quebra de vendas de automóveis novos durante a pandemia de COVID-19, cujas unidades, passados três a cinco anos, deveriam agora estar a alimentar o mercado secundário, mas não estão.

Esta dinâmica coexiste com uma reavaliação do valor residual de diferentes tecnologias. Em França, um estudo da carVertical sobre modelos de 2020 mostra que os elétricos puros perdem mais de 60% do valor em cinco anos — o Renault Zoé lidera com 62,8% —, enquanto os híbridos resistem melhor. Na Argentina, dados da consultora iSeeCars indicam que os elétricos desvalorizam em média 57,2% em cinco anos, contra 35,4% dos híbridos, um comportamento que analistas locais atribuem à rápida evolução das baterias e à queda de preço dos modelos novos. A perceção de risco também atinge os automóveis chineses com motor de combustão: na Indonésia, o Wuling Cortez deprecia 20% a 30% mais do que o Toyota Innova no mesmo segmento, um diferencial que observadores em Buenos Aires receiam ver repetir-se com a vaga de importações asiáticas. No Irão, o debate é outro: veículos produzidos internamente cumprem a norma de emissões Euro 6, mas apresentam consumos de combustível elevados devido a limitações tecnológicas e à incapacidade de integrar as cadeias globais de desenvolvimento de motores.

Perante consumidores que já não separam rigidamente a procura entre novo e usado — 66% dos utilizadores da OLX na Indonésia consideram ambas as opções —, as plataformas adaptam-se. A OLX lançou uma subcategoria de automóveis novos e prepara a sua promoção no salão GIIAS 2026, que decorre entre 30 de julho e 9 de agosto. O próximo marco factual será o comportamento do mercado no segundo semestre, quando a eventual descida do preço do petróleo e a estabilização económica poderão, segundo operadores do setor, reanimar a oferta de usados.

Divergência das fontes

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Quanto as fontes relatam os mesmos fatos de maneira diferente.

Como se dividem

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Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Imprensa do Sudeste AsiáticoImprensa iraniana e afins
Imprensa do Sudeste Asiático
PragmatismoCeticismo

Na Indonésia, a oferta de carros usados despencou 24%, enquanto a demanda caiu apenas 6%, criando uma dinâmica de mercado inédita. As marcas chinesas depreciam mais rápido que as japonesas, e os consumidores procuram cada vez mais veículos abaixo de 200 milhões de rupias. As plataformas agora integram a busca por carros novos e usados, sinal de um mercado em transformação.

Imprensa iraniana e afins/ Regime
IndignaçãoCeticismo

No Irã, os carros produzidos localmente atendem ao padrão Euro 6, mas apresentam alto consumo de combustível, tornando-os pouco competitivos globalmente. Essa lacuna de eficiência está redefinindo o valor percebido dos usados, à medida que os consumidores exigem veículos mais econômicos. A indústria local é criticada por não ter superado o atraso tecnológico.

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