
França e Suécia abrem mata-mata do Mundial com ataque estelar e defesa em xeque
Com Mbappé e Dembélé inspirados, franceses encaram suecos em duelo inédito em Copas; vencedor pega o Paraguai nas oitavas.
O primeiro confronto entre França e Suécia em Copas do Mundo coloca frente a frente, esta terça-feira no MetLife Stadium em Nova Jérsia, duas seleções de trajetórias opostas na fase de grupos. Enquanto os Bleus chegam embalados por três vitórias e dez gols marcados, os escandinavos sobreviveram como um dos melhores terceiros colocados, com uma goleada sofrida para os Países Baixos e um empate diante do Japão. O árbitro neerlandês Danny Makkelie apita o duelo que vale um lugar nos oitavos de final, onde o Paraguai já espera depois de eliminar a Alemanha nos pênaltis.
A campanha francesa na primeira fase foi de autoridade absoluta. Líder do Grupo I com nove pontos, a equipa de Didier Deschamps — que regressou ao banco após faltar ao jogo com a Noruega devido ao falecimento da mãe — exibiu um poder ofensivo que a imprensa europeia classifica como o mais temível do torneio. Kylian Mbappé soma quatro golos, tal como Ousmane Dembélé, autor de um hat-trick na última jornada. Michael Olise, pela capacidade de desequilibrar no um contra um, e a dupla de médios Tchouaméni-Rabiot completam uma engrenagem que, na análise de observadores em Paris, só levanta dúvidas na retaguarda, onde William Saliba tem gerido problemas físicos.
Do lado sueco, o discurso é de humildade e ambição. O treinador Graham Potter admitiu que a sua equipa terá de fazer “o jogo das suas vidas” para travar a máquina gaulesa, enquanto o avançado Viktor Gyökeres, em declarações reproduzidas por veículos do Golfo, sublinhou a necessidade de uma exibição defensiva “quase perfeita”. A Suécia, que perdeu o central Isak Hien por lesão, deverá recuar o capitão Victor Lindelöf para o eixo da defesa e apostar na velocidade de Alexander Isak e Anthony Elanga para explorar o contra-ataque. A imprensa indonésia nota que a equipa nórdica sofreu golos em todos os jogos da fase de grupos, um sinal de alarme diante do ataque mais produtivo do Mundial.
O historial favorece claramente a França: doze vitórias em 23 encontros, incluindo um 4-2 na Liga das Nações de 2020, o duelo mais recente. Contudo, a memória do Euro 2012, quando os suecos venceram por 2-0, recorda que o conjunto escandinavo já foi capaz de surpreender em grandes palcos. Para o vencedor, o caminho segue no sábado frente a um Paraguai que, na perspetiva de Buenos Aires, chega embalado pela festa nacional decretada após a eliminação da Alemanha. A decisão desta noite em Nova Jérsia definirá se a lógica do favoritismo se impõe ou se o Mundial ganha mais um capítulo de imprevisibilidade.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A imprensa latino-americana trata a partida como um grande evento esportivo, fornecendo informações práticas sobre horários e transmissões. Destaca o favoritismo da França e sua campanha perfeita na fase de grupos, ao mesmo tempo que observa o caminho inconsistente da Suécia. O tom é neutro e descritivo, focado no espetáculo.
A cobertura da Europa continental, particularmente da Itália, vê a partida com ceticismo cauteloso. Embora reconheça o status de favorito da França, alerta que o trio ofensivo sueco pode testar uma defesa francesa menos sólida. A narrativa é analítica, focada nas vulnerabilidades táticas.
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