
Novas regras de vistos nos EUA e Japão entram em vigor a 1 de julho
Washington testa serviço expresso de visto por US$ 750; Tóquio quintuplica taxas após 48 anos.
A partir de 1 de julho de 2026, cidadãos de dezenas de países, incluindo Brasil, Portugal e nações africanas lusófonas, enfrentarão novas condições financeiras para obter vistos de entrada nos Estados Unidos e no Japão. O Departamento de Estado norte-americano lança um programa piloto que permite a solicitantes das categorias B1/B2 agendar entrevista consular em até dez dias mediante pagamento extra de 750 dólares, elevando o custo total para 935 dólares. Simultaneamente, o governo japonês aprovou o primeiro reajuste das taxas de visto em 48 anos, multiplicando por cinco os valores: o visto de entrada única passa de 3.000 ienes para 15.000 ienes (cerca de 500 reais), e o de múltiplas entradas sobe de 6.000 para 30.000 ienes (aproximadamente 1.000 reais).
Segundo o Departamento de Estado, a medida americana visa reduzir as longas filas de espera geradas por exigências migratórias mais rígidas impostas pela administração Trump, como depósitos financeiros adicionais e ampliação de dados pessoais. As autoridades frisam que o serviço premium não garante a concessão do visto. Já o ministro dos Negócios Estrangeiros japonês, Toshimitsu Motegi, declarou que a correção reflete a inflação e as flutuações cambiais acumuladas desde 1978, e que o governo não prevê impacto imediato no turismo internacional. Tóquio também elevará os tetos máximos para taxas de alteração de estatuto de residência (de 10.000 para 100.000 ienes) e de pedidos de residência permanente (de 10.000 para 300.000 ienes), com a implementação gradual das novas cifras até março de 2027.
Para os requerentes lusófonos, as consequências divergem: a taxa extra americana permanece opcional e destinada a quem busca celeridade, ao passo que o aumento japonês é universal e obrigatório. Cidadãos brasileiros — que integram o grupo de viajantes que mais visitam o Japão fora da Ásia — passarão a desembolsar o equivalente a cerca de 500 reais pelo visto de entrada única, contra os atuais 100 reais. Em Portugal e nos países africanos de língua oficial portuguesa, comunidades de trabalhadores e empresários também sentirão o peso do reajuste, num momento em que o Japão contabiliza 4,13 milhões de residentes estrangeiros, parte deles originários dessas regiões. Do lado americano, o programa piloto insere-se num contexto de maior escrutínio migratório, que já vinha provocando atrasos significativos nas entrevistas consulares, onerando principalmente os requerentes de vistos de turismo e negócios.
O teste americano decorrerá até 31 de dezembro de 2026, ao fim do qual o Departamento de Estado avaliará a procura, o volume de pedidos e o efeito nos prazos para decidir pela continuidade ou expansão do serviço a outros postos diplomáticos. Do lado japonês, a revisão tarifária tem caráter definitivo e é complementada por um pacote legislativo já aprovado nas duas câmaras do parlamento, que autoriza aumentos também nas taxas de residência; espera-se que essas alterações entrem em vigor até ao final do próximo ano fiscal, em março de 2027. Ambos os processos ilustram, segundo fontes oficiais, a busca por modelos de financiamento que respondam ao aumento da pressão sobre os sistemas consulares, ainda que por caminhos opostos: um oferece rapidez por um prémio, o outro universaliza o custo acrescido.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A partir de 1º de julho os EUA lançarão um serviço premium opcional que permite aos requerentes de visto B1/B2 pagar uma taxa extra para reduzir drasticamente a espera. O programa piloto é apresentado como um benefício há muito aguardado que facilitará a vida de milhões de viajantes e profissionais.
O Japão aumentará as taxas de visto para estrangeiros pela primeira vez em 48 anos: o visto de entrada única quintuplica de 3.000 para 15.000 ienes a partir de julho de 2026. A mídia indonésia converte o aumento para rupias e alerta os viajantes a se prepararem para custos bem mais altos.
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