
Serena Williams confirma regresso ao simples em Wimbledon; Draper procura reconstrução
A norte-americana de 44 anos recebeu o último wildcard para o torneio; Jack Draper, ex-top 10 mundial, estreia-se em Eastbourne após ano marcado por lesões.
A organização de Wimbledon anunciou no domingo que Serena Williams, 44 anos, recebeu o último convite para o quadro principal de singulares, confirmando o seu regresso à competição individual quase quatro anos após a última partida. A antiga número um mundial, detentora de 23 títulos do Grand Slam, sete dos quais em Wimbledon, não jogava um encontro de singulares desde o US Open de 2022, quando perdeu para Ajla Tomljanovic. No seu regresso, jogou dois torneios de pares — no Queen’s e em Berlim — com resultados díspares, evidenciando a necessidade de ritmo competitivo. "This is not a drill", publicou o torneio nas redes sociais.
O regresso de Serena alimenta a expectativa de igualar o recorde de 24 majors de Margaret Court, mas a própria jogadora evita a palavra "reforma" e diz estar a "evoluir para longe do ténis". Em declarações recentes, apontou o tédio e a vontade de as filhas a verem jogar como fatores para o regresso. Na perspetiva de analistas norte-americanos, a sua presença no All England Club representa uma aposta emocional e mediática, enquanto observadores europeus sublinham as incógnitas sobre a condição física da jogadora, que treinou intensamente em Londres antes do anúncio. O sorteio de sexta-feira definirá a adversária da primeira ronda, com o torneio a arrancar a 29 de junho.
Enquanto Serena prepara o regresso, o britânico Jack Draper, 24 anos, inicia a sua própria caminhada de reconstrução em Eastbourne, onde defronta o norte-americano Brandon Nakashima. Antigo número quatro mundial, Draper mergulhou até ao 113.º lugar do ranking devido a lesões crónicas no braço e no joelho, tendo disputado apenas dez encontros desde Wimbledon do ano passado. O tenista confessou ter assistido ao "declínio" da sua carreira, mas recusa o rótulo de "atleta lesionado" e vê na parceria com o treinador Andy Murray uma fonte de confiança. "Aprendi imenso sobre o meu corpo", afirmou, projetando um regresso sustentado ao circuito.
Os dois percursos, distintos na idade e no palmarés, cruzam-se na relva inglesa e refletem a dureza de um desporto sem substitutos. Draper tem no encontro de segunda-feira um teste imediato; Serena reencontra o court onde brilhou pela última vez em 2019. Ambos encaram a próxima semana como um ponto de partida, com consequências imediatas: o resultado em Eastbourne ditará a confiança de Draper, enquanto o sorteio de Wimbledon revelará a exigência do caminho de Serena.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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The Atlantic press celebrates Serena Williams' stunning return to Wimbledon singles, framing it as a fairy-tale comeback for the 44-year-old legend. Simultaneously, they detail Jack Draper's painful decline and his partnership with Andy Murray as a rebuilding effort, and highlight Oliver Tarvet's tough qualifying route and the irony of his previous prize money forfeiture. The overall narrative mixes triumph with human struggle, emphasizing perseverance.
The Israeli press focuses solely on Serena Williams' return, portraying it as a historic comeback of a living legend who never officially retired. The tone is reverential, highlighting her seven Wimbledon titles and the legacy she built, with an emphasis on her dignified return to the stage that defined her career. There is no mention of Draper or Tarvet, keeping the narrative tightly focused on Williams' greatness.
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