
Neymar treina com grupo, Raphinha vira baixa e Brasil encara Escócia por vaga
Com volta do camisa 10, Ancelotti avalia opções para o ataque após lesão do titular; empate garante a Seleção nas oitavas de final do Mundial de 2026.
Após a vitória por 3 a 0 sobre o Haiti, que recolocou o Brasil no topo do Grupo C, o técnico Carlo Ancelotti administra um cenário de ganhos e perdas. Matheus Cunha, com dois gols, e Vinicius Junior, autor de uma assistência e um gol, comandaram a reação brasileira diante de um Haiti eliminado. “O Brasil tem várias identidades. Não quero uma identidade clara na equipe. Quero que ela faça muitas coisas”, explicou o treinador, que já utilizou 20 dos 26 convocados, número que reflete a intenção de gerir o desgaste físico e manter diferentes alternativas prontas.
O principal ganho é a reintegração de Neymar. O camisa 10 participou integralmente do treino deste domingo, pela primeira vez desde a lesão de grau 2 na panturrilha direita sofrida em maio. Ancelotti confirmou que o atacante estará à disposição contra a Escócia, mas deve começar no banco. O presidente Lula ironizou a situação ao chamá-lo de “primeiro jogador em home office da história”, enquanto Lucas Paquetá expressou a alegria do grupo: “Estamos todos muito felizes com a volta do Neymar. É um cara importantíssimo”. A expectativa é que o jogador some minutos no segundo tempo, retomando o ritmo competitivo após mais de um mês sem atuar oficialmente.
Em contrapartida, a lesão de Raphinha no músculo posterior da coxa direita representa um duro revés. O atacante do Barcelona deixou o campo ainda no primeiro tempo contra o Haiti e não tem prazo de retorno; as estimativas mais otimistas indicam ao menos duas semanas de recuperação, o que o afastaria das oitavas de final. Sem a possibilidade de substituí-lo na lista — o prazo da Fifa encerrou-se antes da estreia —, Ancelotti testa opções. Rayan, de 19 anos, entrou no lugar do titular e é visto como favorito pela imprensa brasileira por sua velocidade para atacar espaços. Luiz Henrique, apelidado de “12º jogador”, oferece drible e construção de jogadas, enquanto Endrick, que atuou centralizado, também busca convencer o treinador.
O contexto do Grupo C pressiona, mas não asfixia. Brasil e Marrocos somam quatro pontos, com vantagem brasileira no saldo de gols; a Escócia tem três e precisa vencer para avançar sem depender de outros resultados. Um empate na próxima quarta-feira, em Miami, garante a classificação brasileira, mas a vitória assegura a liderança e a permanência nos Estados Unidos para a fase eliminatória, evitando deslocamentos ao México. Após a goleada, sete titulares fizeram trabalho regenerativo — entre eles o zagueiro Marquinhos e o volante Casemiro —, enquanto Neymar se tornou a grande novidade de um treino que confirmou: a Seleção chega à decisão com força renovada e um problema a resolver no ataque.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Brasil busca substituto para Raphinha, lesionado, enquanto o retorno de Neymar anima o time. A ampla utilização do elenco por Ancelotti mostra pragmatismo, e os torcedores discutem com entusiasmo as opções para a ponta direita. O clima é de otimismo cauteloso impulsionado pelo sonho do hexa.
Do Sudeste Asiático, o foco está nos desafios do Brasil: a lesão de Raphinha é vista como uma ameaça, enquanto Neymar acelera a recuperação. Toques emocionais como as lágrimas da mãe de Cunha adicionam interesse humano, mas no geral prevalece um estilo de reportagem distanciado e factual.
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