
NASA lança missão inédita para salvar telescópio Swift e repara braço robótico da ISS
Agência espacial dos EUA realiza na terça-feira duas operações simultâneas: o resgate robótico de um observatório em queda e uma caminhada espacial para consertar o Canadarm2.
A NASA inicia esta semana uma operação dupla no espaço, com o lançamento de uma missão robótica inédita para resgatar o telescópio Swift e uma saída extraveicular para reparar o braço robótico da Estação Espacial Internacional (ISS). O Swift, lançado em 2004 para estudar explosões de raios gama, perdeu altitude rapidamente devido à intensa atividade solar e encontra-se agora a cerca de 360 quilómetros da Terra. Sem intervenção, a queda para a atmosfera ocorreria em outubro, pondo fim a um instrumento científico avaliado em centenas de milhões de dólares e sem substituto orçamentado.
A missão de salvamento, contratada à startup Katalyst Space Technologies por 30 milhões de dólares, será lançada a partir do atol de Kwajalein, nas Ilhas Marshall, através de um foguetão Pegasus XL disparado de um avião. O robô Link, com três braços e envergadura solar de 12 metros, deverá localizar o telescópio, agarrá-lo com pinças semelhantes a mãos de figura Lego e elevá-lo gradualmente para uma órbita de 600 quilómetros. A manobra, que demorará vários meses, é a primeira tentativa norte-americana de alterar a órbita de um satélite não preparado para manutenção. A China realizou uma operação semelhante há quatro anos, mas, na perspetiva de Washington, o êxito desta missão abriria caminho a um novo mercado de serviços orbitais para satélites envelhecidos.
Em paralelo, os astronautas Chris Williams e Jessica Meir saem da ISS para substituir uma junta do pulso do Canadarm2, o braço robótico de 17 metros que movimenta equipamentos e naves. A peça de 90 quilos apresentou consumo excessivo de corrente elétrica em maio, obrigando à suspensão do seu uso. A NASA classifica a reparação como rotina planeada para um sistema com mais de 25 anos de operação contínua. Será a 280.ª caminhada espacial dedicada à montagem e manutenção da estação, um número que, segundo a imprensa de Jacarta, reflete a longevidade da plataforma orbital.
Observadores em Moscovo notam que a agência russa Interfax deu destaque ao caráter experimental do satélite-rebocador Link, enquanto analistas em Nova Deli sublinham que a própria NASA atribui à missão uma probabilidade de sucesso de “talvez 50%”. A diretora de astrofísica da agência, Shawn Domagal-Goldman, afirmou que a decisão de tentar o resgate se deveu à singularidade do Swift, cuja capacidade de resposta rápida a fenómenos cósmicos continua a ser muito procurada pela comunidade científica.
O lançamento do Pegasus está previsto para as 10h23 (hora de Lisboa) de terça-feira, enquanto a caminhada espacial terá início às 13h35 (hora de Lisboa) e durará cerca de seis horas e meia. O processo de elevação do Swift só deverá estar concluído em setembro, caso o Link consiga agarrar o telescópio antes de este descer abaixo dos 300 quilómetros, o limite crítico para a operação.
| Imprensa atlântica / anglosfera | +0.80 | aligned |
|---|---|---|
| Imprensa russa e CEI | −0.50 | critical |
| Imprensa do Sudeste Asiático | +0.10 | neutral |
NASA, with its expertise and determination, rescues a telescope that would otherwise be lost, proving that America invests in and protects science.
The narrative personifies the space agency as a national hero, attributing to it a quasi-human will and ability to 'rescue' an object, turning a technical maneuver into a redemption story.
The cost of the mission and the debate over NASA's budget are omitted, as are any past failures of similar missions.
NASA is trying to fix a dilapidated telescope, while Russia builds reliable and independent space systems.
A competitive symmetry is created: every American move is countered by a superior Russian alternative, turning a technical event into a test of strength between space powers.
The fact that Russia has suffered recent space failures and that the telescope is a high-value scientific asset is omitted.
The international scientific community will benefit from the telescope rescue, a step forward for all humanity.
The news is stripped of its national connotation and presented as a universal event, using language that emphasizes the common good and global scientific cooperation.
The context of space competition and the political implications of the mission are omitted, as are specific costs.
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