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Economia e Mercadosquarta-feira, 1 de julho de 2026

Microsoft prepara novo corte de até 2,5% dos funcionários

Empresa deverá anunciar milhares de despedimentos na próxima semana, com impacto nas áreas de vendas e Xbox, enquanto gigantes tecnológicas dos EUA gastam milhares de milhões em indemnizações para financiar a aposta na inteligência artificial.

A Microsoft planeia eliminar menos de 2,5% da sua força de trabalho global, o equivalente a milhares de postos, num anúncio que poderá ocorrer já na próxima semana. A medida, noticiada pela imprensa internacional, afetará sobretudo as divisões de vendas, consultoria e a unidade de videojogos Xbox, e surge após um ano de reestruturações que já tinham levado ao corte de cerca de 4% do pessoal em julho de 2025. A empresa, que contava com aproximadamente 228 mil funcionários a tempo inteiro em meados do ano passado, não comentou oficialmente os planos.

O novo ajuste insere-se numa estratégia de contenção de custos que visa redirecionar recursos para a infraestrutura de inteligência artificial, num momento em que as ações da Microsoft caíram cerca de 17% no último mês. A empresa já tinha lançado um programa de reforma voluntária nos EUA, ao qual aderiram quase um terço dos 9 mil funcionários elegíveis, com um custo de 900 milhões de dólares. A divisão Xbox, em particular, enfrenta uma reestruturação: a nova presidente executiva, Asha Sharma, defendeu um 'reset' do negócio, e estão a ser consideradas opções como a cisão ou a transformação da unidade numa subsidiária integral, além do possível encerramento de estúdios.

Este movimento não é isolado. As maiores empresas tecnológicas norte-americanas estão a gastar milhares de milhões de dólares em indemnizações por despedimento enquanto aumentam o investimento em IA. A Amazon registou 2,7 mil milhões de dólares em custos com rescisões até 2025, a Intel e a Oracle despenderam 1,8 mil milhões cada, e a Dell, a Cisco e outras também contabilizaram centenas de milhões. A Meta anunciou o corte de 10% do seu efetivo e a Amazon planeia eliminar 16 mil postos adicionais. Na perspetiva de Wall Street, estas despesas refletem uma reafetação de capital que privilegia a automação e os serviços de computação na nuvem.

Para o mundo lusófono, a Microsoft mantém operações significativas no Brasil e em Portugal, mas não foram divulgados detalhes sobre o impacto local destes cortes. O anúncio oficial deverá ocorrer após o encerramento do ano fiscal da empresa, a 30 de junho, e trará mais pormenores sobre a reestruturação da Xbox. O mercado aguarda ainda a confirmação do número exato de despedimentos e os contornos da reorganização da divisão de jogos, que poderá redefinir a presença da Microsoft num setor cada vez mais competitivo.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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As big techs gastam bilhões em indenizações para reduzir o quadro de funcionários, enquanto investem pesado em IA. Os novos cortes da Microsoft fazem parte de um padrão mais amplo e preocupante: empresas que pagam caro para não empregar pessoas.

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A Microsoft prepara uma nova rodada de demissões que afetará menos de 2,5% de sua força de trabalho, com cortes esperados em vendas, consultoria e Xbox. A medida segue uma série de reduções de pessoal em empresas de tecnologia, mídia e finanças dos EUA que buscam conter custos.

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quarta-feira, 1 de julho de 2026

Microsoft prepara novo corte de até 2,5% dos funcionários

Empresa deverá anunciar milhares de despedimentos na próxima semana, com impacto nas áreas de vendas e Xbox, enquanto gigantes tecnológicas dos EUA gastam milhares de milhões em indemnizações para financiar a aposta na inteligência artificial.

A Microsoft planeia eliminar menos de 2,5% da sua força de trabalho global, o equivalente a milhares de postos, num anúncio que poderá ocorrer já na próxima semana. A medida, noticiada pela imprensa internacional, afetará sobretudo as divisões de vendas, consultoria e a unidade de videojogos Xbox, e surge após um ano de reestruturações que já tinham levado ao corte de cerca de 4% do pessoal em julho de 2025. A empresa, que contava com aproximadamente 228 mil funcionários a tempo inteiro em meados do ano passado, não comentou oficialmente os planos.

O novo ajuste insere-se numa estratégia de contenção de custos que visa redirecionar recursos para a infraestrutura de inteligência artificial, num momento em que as ações da Microsoft caíram cerca de 17% no último mês. A empresa já tinha lançado um programa de reforma voluntária nos EUA, ao qual aderiram quase um terço dos 9 mil funcionários elegíveis, com um custo de 900 milhões de dólares. A divisão Xbox, em particular, enfrenta uma reestruturação: a nova presidente executiva, Asha Sharma, defendeu um 'reset' do negócio, e estão a ser consideradas opções como a cisão ou a transformação da unidade numa subsidiária integral, além do possível encerramento de estúdios.

Este movimento não é isolado. As maiores empresas tecnológicas norte-americanas estão a gastar milhares de milhões de dólares em indemnizações por despedimento enquanto aumentam o investimento em IA. A Amazon registou 2,7 mil milhões de dólares em custos com rescisões até 2025, a Intel e a Oracle despenderam 1,8 mil milhões cada, e a Dell, a Cisco e outras também contabilizaram centenas de milhões. A Meta anunciou o corte de 10% do seu efetivo e a Amazon planeia eliminar 16 mil postos adicionais. Na perspetiva de Wall Street, estas despesas refletem uma reafetação de capital que privilegia a automação e os serviços de computação na nuvem.

Para o mundo lusófono, a Microsoft mantém operações significativas no Brasil e em Portugal, mas não foram divulgados detalhes sobre o impacto local destes cortes. O anúncio oficial deverá ocorrer após o encerramento do ano fiscal da empresa, a 30 de junho, e trará mais pormenores sobre a reestruturação da Xbox. O mercado aguarda ainda a confirmação do número exato de despedimentos e os contornos da reorganização da divisão de jogos, que poderá redefinir a presença da Microsoft num setor cada vez mais competitivo.

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A Microsoft prepara uma nova rodada de demissões que afetará menos de 2,5% de sua força de trabalho, com cortes esperados em vendas, consultoria e Xbox. A medida segue uma série de reduções de pessoal em empresas de tecnologia, mídia e finanças dos EUA que buscam conter custos.

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